Ataque em Ziclague: Lições da reação da Davi

Hoje nós veremos principalmente o capítulo 30 de 1 Samuel. Como introdução, Davi e seus homens, para evitar a perseguição de Saul, foram até Aquis, o rei dos Filisteus, que os aceitou e lhes deu a cidade de Ziclague. No capítulo 29 de 1 Samuel nós encontramos os filisteus reunindo todos os seus exércitos em Jizreel para lutar contra Israel. Foi esta luta que custou para Saul e Jônatas suas vidas. A fim de evitar qualquer conspiração por Davi e seus homens, os Filisteus negaram-lhes que fossem parte de seu exército e enviaram-nos de volta para Ziclague. 1 Samuel 30:1-6 nos conta o que eles encontraram lá:

1 Samuel 30:1-6
“Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, já os amalequitas tinham invadido o sul, e Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo. E tinham levado cativas as mulheres, e todos os que estavam nela, tanto pequenos como grandes; a ninguém, porém, mataram, tão-somente os levaram consigo, e foram o seu caminho. E Davi e os seus homens chegaram à cidade e eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados cativos. Então Davi e o povo que se achava com ele alçaram a sua voz, e choraram, até que neles não houve mais forças para chorar. Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas; Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; Todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus.

Muitos de nós podem se identificar com a situação descrita em 1 Samuel. Nós não habitamos em Ziclague nem vivemos nos tempos de Saul e Davi. Mas nós podemos ter alguma coisa em comum com Davi e seus homens: o inimigo pode invadir nosso território, no momento em que nós estivermos fora ou “dormindo”, e ele pode nos roubar coisas muito valiosas para nós. O que quer que isto possa ser no final pode ser traduzido em desapontamento, perda de esperanças e de orientação, perda de visão e de entusiasmo. Os irmãos acreditam em mim: se o demônio não furta a sua esperança e entusiasmo ELE É DERROTADO. Ele não objetiva simplesmente furtar alguma coisa de você. Seu propósito final é furtar a sua esperança, seu entusiasmo, seu CORAÇÃO. O objetivo do demônio é o seu coração e a sua esperança, porque ele sabe que somente os corações esperançosos são corações vivos. Nosso problema não é que não vejam Deus. Nós o vemos. O problema é que nós também vemos o demônio. O problema é que nós esperávamos que nossa Ziclague (seja ela qual for) nunca seria furtada. Nós esperávamos que Deus, de alguma forma, protegesse-nos de qualquer destruição. Mas as coisas podem ter sido diferentes. Coisas as quais nós nunca esperávamos podem ter acontecido em nossas vidas, e de repente descobrimos que coisas ruins também podem acontecer a pessoas boas. As “cidades” das pessoas boas pode ser invadida pelo inimigo de nossas almas. Para encarar essas flechadas, muitos de nós escolhemos anestesiar os nossos corações de forma que não se sinta dor mais, e executamos aquilo que nós chamamos de “estrada da fé”. Pode ser uma estrada cheia de serviço e trabalhos, SEM contudo o entusiasmo e o calor que nosso relacionamento com Deus costumava ter. Muitos de nós nos sentimos Ok com esta situação e negamos admitir que há coisas que se perderam e necessitam de ser recuperadas. Muitos se sentem Ok somente para sobreviver, sem esperança nem sonhos, em vez de buscar novamente o relacionamento vivo que eles tinham com Deus. Eu descobri que Deus pode nos deixar neste estágio até que nós decidamos o que nós queremos para mudar. Até que nós não mais nos comprometamos com a derrota ou nós aceitemos e escondamos a perda, mas nós tomamos a decisão para buscar e recuperar tudo que nos foi furtado. Deixe-me lembrá-lo de que o que foi roubado é principalmente a esperança, o entusiasmo, o coração. Uma vez que nós tomamos esta decisão, Deus imediatamente se torna muito próximo de nós. Ele está sempre muito perto. Ele NÃO é a variável. Somos nós as variáveis. A mensagem de hoje não é que não haverá furto algum. Eu não pretendo dar-lhe 10 passos que assegurarão que o demônio nunca tocará você. Eu não as tenho! Assim como há um ladrão haverá furto! MAS nós podemos superar isso. A mensagem hoje é atacar para recuperar tudo que o inimigo roubou de nós: entusiasmo, fé, esperança, alegria e outras coisas. Nós podemos chorar o quanto quisermos. Nós podemos ver que a vida é dura. E ela é! Contudo, conforme Davi e seus homens fizeram, nós temos que tomar uma decisão: ou nós choraremos as perdas, escondendo provavelmente nossa frustração por anestesia, apatia e atividade religiosa, ou nós negaremos nos comprometer, nós nos encorajaremos no Senhor, como fez Davi, e nós nos enfrentaremos para recuperar tudo. Esta é verdadeiramente uma decisão crítica, uma decisão de vida ou morte espiritual. Ou nós viveremos espiritualmente feridos, ou como heróis espirituais. O que eu quero enfaticamente dizer hoje é que se você está machucado, seu ferimento não será curado pela aceitação da derrota e a perda e o esquecimento da amizade viva que você costumava ter com Deus com a falsa ideia de que “é impossível ter sucesso novamente”. Os ferimentos serão curados somente se você parar de chorar e, em vez disso, resistir para recuperar tudo e retornar pelo menos até onde você costumava estar! Deus não mudou meu irmão. Ele é exatamente o mesmo Deus como quando você o encontrou primeiro. Nós podemos ser feridos, mas nós não encontraremos cura na resignação, senão no "encorajamento de nós mesmos no Senhor" e resistindo para recuperar tudo. Não é com trabalhos religiosos que muitos costumam cobrir o vazio de seu relacionamento verdadeiro com Deus. Você quer encontrar o nível de seu relacionamento com Deus? Não olhe para suas atividades! Elas mostrarão resultados destorcidos! Em vez disso imagine-se sem nenhuma atividade. Você poderia viver com Deus sem nenhuma atividade ou é a sua fé uma “atividade mantida”? O seu relacionamento com Deus é pelo menos tão vivo como costumava ser quando você acreditava primeiro? Novamente negue usar trabalhos e lógica para esconder a verdade! Você necessita da verdade! Paulo nos pede para examinarmo-nos se nós estamos na fé! Você não necessita de chorar por qualquer perda que você possa ter. Em vez disso, o que você necessita de fazer é resistir e se encorajar no Senhor. Resista e você recuperará tudo. Isso é o que Davi escolheu fazer:

1 Samuel 30:6-8, 18
“E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; Todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus. E disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me, peço-te, aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi. Então consultou Davi ao Senhor, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? Alcançá-la-ei? E lhe disse: Persegue-a, porque decerto a alcançarás e tudo libertarás. Assim salvou Davi tudo quanto tomaram os amalequitas".

As pessoas estavam chorando. Davi também fez o mesmo. Ninguém reage à dor com alegria. A dor é dor e pode trazer lágrimas. Contudo, depois do primeiro choque houve duas reações. Todos os outros continuaram a chorar e eles ficaram com raiva de Davi (de forma similar, muitos ficando nervosos por sua dor, jogam pedras contra o estado, os ministros, as pessoas, Deus, e geralmente todos consideram-nos como responsáveis por aquilo que lhes foi roubado), mas Davi tomou-se de coragem no Senhor e perguntou-lhe o que fazer. O Senhor então deu-lhe a segurança de que se ele perseguisse os Amalequitas ele recuperaria tudo.

Para fazer um resumo do que aconteceu em Ziclague:

Embora houvesse um furto, havia uma forma de recuperar tudo.

Deus não obstruiu o furto.

Deus também não disse a Davi o que fazer antes que ele parasse de chorar e se virasse a Ele para perguntar-lhe.

Muitos de nós gastamos os nossos dias, meses e até anos com a pergunta “por que, Deus?” Mas toda vez que esta questão vai mais além do que uma expressão genuína do coração, como fez Jó, então ela não conduz a lugar algum. Minha resposta pessoal para as frustrações da vida é que TODAS as coisas contribuem juntas para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28)! TODAS, tanto aquelas que pensamos como más como aquelas que pensamos como boas. Sua vida NÃO está nas mãos do demônio, mas nas mãos de Deus. Mesmo que o demônio tenha ferido você há uma forma de se recuperar! A questão, meu irmão, não é “por que, Deus"? A questão crítica é que se você resistir, se encorajará no Senhor, não aceitará o compromisso com a perda e não aceitará nada menos em seu relacionamento com Deus do que pelo menos o que você costumava ter. Se você faz isto, se você resistir, então eu sei 100% do que vai acontecer: você recuperará tudo. Isso é o que acontece também com Davi e seus homens. Deus não mudou. Lembre-se dos doces tempos que você tinha com Ele antes que Ziclague fosse invadida. Ele é o mesmo. Você pode ter o mesmo relacionamento com Ele. Agora. Não é uma questão de recuperação eventual. A recuperação pode ser instantânea. Se você somente toma a decisão para não comprometer e porque você não pode mais viver com menos esperança, fé e entusiasmo do que aquilo que você costumava ter. A situação se reverterá exatamente nesse momento. Davi e seus homens viram a situação se reverter no momento em que eles decidiram não aceitar uma Ziclague invadida, com o inimigo tendo suas famílias, coisas, esperanças, sonhos e entusiasmo furtados, mas eles queriam uma Ziclague como ela costumava ser, um coração com a esperança, fé e entusiasmo que ela uma vez teve. E exatamente nesse momento o inimigo perdeu a batalha. Porque nesse momento eles pararam de chorar e começaram a lutar. E pela luta, eles recuperaram TUDO.

Anastasios Kioulachoglou

Alegrei-me quando me disseram

Salmos 122

Algumas pessoas vão à igreja em busca de bênção.
Algumas pessoas vão à igreja por mero costume.
Algumas pessoas vão à igreja para rever os amigos.
Algumas pessoas vão à igreja por que se sentem bem.

Tudo isso é bom e aceitável, no entanto, o Salmo 122 nos apresenta outros MOTIVOS pelos quais o nosso coração deve ansiar e se alegrar em ir à Casa do Senhor.

1. ESPERANÇA
“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor. Pararam os nossos pés junto às tuas portas, ó Jerusalém!” (vs 1 e 2).

A esperança do salmista era tão grande que o deixava “na ponta dos pés”. É extremamente saudável e importante para quem vai à Casa do Senhor ter essa expectativa, pois elas nos deixam atentos a tudo e o nosso coração fica mais aberto aos ensinamentos da Palavra do Senhor. Tudo fica mais empolgante e mais agradável.

No Salmo 84 o salmista admite invejar os pássaros que moram na presença do Senhor: “Minha alma desfalecida se consome suspirando pelos átrios do Senhor. Meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo. Até o pássaro encontra um abrigo, e a andorinha faz um ninho para pôr seus filhos. Ah, vossos altares, Senhor dos exércitos, meu rei e meu Deus! Felizes os que habitam em vossa casa, Senhor: aí eles vos louvam para sempre” (vs 2 a 4).

2. PROTEÇÃO
“Jerusalém, que estás construída como cidade compacta, para onde sobem as tribos, as tribos do Senhor, como convém a Israel…”

Jerusalém é uma cidade cercada de muros altos, que oferecem proteção aos que nela habitam. Ao entrarem nesta cidade compacta, os viajantes, depois de atravessar “os vales da sombra da morte”, sentiam-se seguros.

3. GRATIDÃO
“… para renderem graças ao nome do Senhor” (vs 3 e 4).

Não há nada de errado em ir à Casa do Senhor buscar bênção, mas não podemos nos esquecer de agradecer, de render graças ao nome do Senhor, de demonstrar a nossa gratidão, não apenas com palavras, mas com ações de graça.

4. JUSTIÇA DIVINA
“Lá estão os tronos de justiça, os tronos da casa de Davi” (vs 5).

O ser humano anseia por justiça, mas a sociedade nunca satisfez esta sua ansiedade. Não há justiça neste mundo. Somente diante de Deus o homem sacia sua fome de justiça.

5. INTERCESSÃO
“Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios. Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti!” (vs 6 a 8).

Assim como os judeus intercediam por Jerusalém, nós, os brasileiros, devemos interceder por Brasília, para que haja paz e prosperidade dentro dos “muros” do Brasil. A Bíblia é muito enfática neste ponto: Devemos interceder pelos nossos governantes. 

Protestar quando preciso, reclamar quando for o caso, fiscalizar sempre! Mas, jamais deixar de interceder pelo nossos país, por amor “dos meus irmãos e amigos”.

6. MINISTÉRIO PESSOAL
“Por amor da Casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem” (vs 9).

Por fim, devemos ir à Casa do Senhor dispostos a por a mão na massa, pois, como diz o provérbio: “De boas intenções está cheio o inferno”. Devemos ser praticantes e não somente ouvintes da Palavra. Devemos buscar o bem da Casa do Senhor. Devemos nos envolver por amor.

CONCLUSÃO
Pode ser muito rica a experiência de ir à presença do Senhor, aproveite:
1. ESPERANÇA
2. PROTEÇÃO
3. GRATIDÃO
4. JUSTIÇA DIVINA
5. INTERCESSÃO
6. MINISTÉRIO PESSOAL

Por isso, sempre podermos dizer: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor”.

Título: Alegrei-me quando me disseram
Autor: Pr Ronaldo Franco

Se Preparando para Sair da Casa dos Pais.
Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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Se Preparando para Sair da Casa dos Pais.
Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
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1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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Se Preparando para Sair da Casa dos Pais.
Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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Se Preparando para Sair da Casa dos Pais.
Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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Se Preparando para Sair da Casa dos Pais.
Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

Agora é o tempo dos pais da noiva se acostumarem com a idéia de que a filha vai morar longe deles
Agora é o tempo dos pais do noivo se acostumarem com a idéia de que o filho vai constituir família e vai morar longe deles.

É isso o noivado é um tempo de preparação para a sair de casa.
Deus abençoe a todos.

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Se Preparando para Sair da Casa dos Pais.
Por pastor Silvano da Silva Reis
1- “(Gênesis 2:24) – Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”

2- “(Mateus 1:18) – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”

O que é o Casamento? é a união definitiva de duas Pessoas.

O que é o noivado? É um tempo de preparação para a união definitiva de duas pessoas.

As palavras “noivo” e “noiva”, achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais “DESPOSADOS”, que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura (Is 62:5).
O “desposado” era reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).

Antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se está disposto a uma vida de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro. Precisam saber se essas características já estão presentes, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas “busca os seus próprios interesses”.

Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente.

O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial

O noivado é metade do caminho entre o namoro e o casamento

A importância do noivado para o cristão

Existem muitos motivos para que o noivado seja mantido entre os cristãos, embora os costumes tenham mudado no que se refere aos dotes e outras práticas. Vejamos:

1)O noivado é um modo de formalizar um compromisso. Sabemos que o ser humano tende a falhar em suas promessas, e o noivado firma as promessas do namoro diante de Deus, da igreja e da sociedade.

2)O noivado evita a irresponsabilidade por parte de ambas as partes envolvidas no relacionamento e estabelece um limite no tempo de namoro.

O namoro serve para confirmar o relacionamento e o noivado para afirmar esta confirmação

Ser noivo significa afirmar que já fizeram a escolha definitiva e que estão assumindo um compromisso de, em breve, se casar.

Preste atenção: Durante o namoro vocês se conheceram e viram que era isso mesmo o que queriam e que Deus havia aprovado, agora estarão noivando para confirmar diante da igreja a decisão que tomaram, assumindo publicamente este compromisso. Eis aí um dos motivos pelo qual terminar um noivado é algo bastante sério.

3)Na sociedade não existe mais o noivado por causa da falta de compromisso, na igreja ele é mantido por causa do testemunho cristão!

Como os noivos devem se comportar até o dia do Casamento?

Neste período deve ser mantido a santidade do casal. A vigilância deverá ser maior ainda, principalmente pelo fato de ambas as partes já terem decidido a respeito do casamento.

Quando olhamos para o noivado a luz da Bíblia, percebemos que ele é usado como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (ver todo o livro de Cantares. Exemplo: Ct 4.8-12).
Neste relacionamento existem elementos importantes:

1. Jesus vem buscar uma noiva santa (Mt 25.1-6) –
2. O noivo também é santo (Jesus é Santo!)
3. Cabe a todos zelar por está santidade (II Co 11.2)

Os pais zelam pela santidade dos filhos, não permitindo certas atitudes; o pastor zela pela santidade na igreja.

D)Jesus não abandonará a sua noiva, Cristo virá nos buscar, assim os noivos devem honrar o seu compromisso.
Você poderia imaginar Jesus “dando um cano” na igreja? Você poderia imaginar Jesus não honrando os seus compromissos e as promessas que fez a sua noiva? É impossível Jesus nos abandonar!
Is 62.5; Ap 19.7; 21.2; 22.17

A Espírito Santo e a noiva diz: Vem! Ela deseja casar!
Já imaginou o noivo respondendo: Quem sabe venho, ou então, deixa para daqui a alguns anos.

Absolutamente não! O noivo diz: Certamente! E tem mais: Cedo venho!

Conclusão:

Daqui a um determinado tempo, vocês se casarão. Procurem então se preparem para deixar o lar, os pais e viverem uma vida abençoada por Deus, Juntos.

Agora é o tempo de a noiva preparar o enxoval. A noiva fica imaginando sua casa.
Agora é tempo de o Noivo preparar um teto (moradia) e saber como vai sustentar a noiva.

"O lar segundo o coração de Deus"

Embora o casamento tenha sido produzido no céu, o sucesso dele depende de nós, aqui na terra. É necessário um grande esforço por parte do marido e da esposa para que se possa apreciar o total potencial de felicidade contidos nos laços do matrimônio. Ambos devem estar conscientes de seu relacionamento diante de Deus, e desejosos de realizar aquilo que Deus quer que façam. Quando cada conjugue se mantém submisso a Seu plano, através do diligente esforço e cooperação mútua, o casamento pode trazer um pouquinho do céu na terra.

Reconhecendo a responsabilidade existente tanto na esposa quanto no esposo, estudaremos hoje a parte que nos compete neste assunto. Falaremos o que nós mulheres podemos fazer para transformar nossa casa, em um verdadeiro lar, conforme o desejo de nossa Pai Celestial.

Submissão da mulher

Efésios 5:22-24, nos diz:

"Vós, mulheres, sujeitai-vos ( submissão), a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo Ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos."

I Coríntios 11:3, nos diz:

"Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo. "

A palavra "cabeça" , que aparece nos dois versículos acima, certamente não transmite qualquer idéia de superioridade do homem sobre a mulher em qualidade pessoal, ser, ou natureza moral. Também não ensina que o homem seja superior à mulher como pessoa aos olhos de Deus. Pelo contrário, o foco da passagem está na função, dizendo respeito aos papéis no relacionamento entre homem e mulher; não indicando superioridade ou inferioridade. Se fosse assim quando o apóstolo Paulo disse que o cabeça de Cristo é Deus, estaria dizendo que Deus é superior a Cristo; o que sabemos não ser verdade. Eles são um, como vemos em João 10:30. A liderança de um homem sobre uma mulher na Bíblia tem relação com a autoridade funcional. Como necessidade prática para a disposição bem sucedida das questões humanas. O Senhor ordenou que a mulher seja submissa à autoridade do marido.

Dentre outras razões, em I Timóteo 2:13-14, vemos um exemplo pela qual Deus deu tal ordem:

"Porque primeiro foi formado Adão e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada, caiu em transgressão." ( I Timóteo 2:13-14)

O homem foi criado primeiro, depois a mulher. Como ser humano original, a ele foi outorgada a posição de liderança . Assim também foi Eva engana, e não Adão. Porém Eva estava, e portanto a mulher está, sob a autoridade do homem, e ambos sob autoridade de Deus.

Veja I Coríntios 11:11-12:

" Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus."

A ordem funcional existente entre marido e esposa tem um belo exemplo no relacionamento de Cristo com o Pai. Jesus disse: "o Pai é maior do que eu" (João 14:28). Ele também declarou: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Mesmo que a esposa seja submissa ao marido, os dois são, todavia, "uma só carne".

O apóstolo Paulo indicou em Efésios 5:22, que esposas, ao se submeterem a seus maridos, devem fazê-lo "como ao Senhor"; como sendo um ato de obediência ao próprio Senhor. A esposa deve ver a submissão sob esta luz, pois desta maneira fica muito mais fácil para ela realizar o que é correto. Quando você perceber que está se sujeitando a seu marido "como ao Senhor", isto faz toda a diferença do mundo.

Assim como a Igreja deve estar em submissão ao Senhor, sua cabeça, as Escrituras ordenam que a esposa admita a liderança e submeta-se à autoridade do marido. Ela deve reconhecer sua liderança.

Não é necessário que isso se torne um problema. Absolutamente. Na verdade, fica fácil quando o marido faz a sua parte seguindo o exemplo dado em Efésios 5:25, amando sua esposa "como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela". Se o marido zelar e dar-se pela esposa como Cristo o fez, de maneira sacrificial e abnegada, ela não precisará ter qualquer receio em colocar-se em submissão a ele. Pelo contrário, terá a maior alegria em aceitar o papel designado a ela por Deus. Se ambos, marido e esposa, reconheceram e aceitarem a ordem divina, formaram um lar de transbordante alegria, agradável ao Senhor. O marido aceitará e assegurará uma autoridade com amor e a esposa se submeterá alegremente, conforme o intuito de Deus.

Veja o que Deus diz aos maridos:

"Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações." (I Pedro 3:7)
Comprometimento para a vida toda

Do dia do casamento em diante, na verdade, muito antes dele acontecer, o noivo e a noiva devem ter plena consciência da permanência dos laços do casamento. Devem ambos desejar honrar as exigências de um relacionamento para a vida toda. O próprio Senhor Jesus ensinou isso em Marcos 10:6-9, onde diz:

"Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu pai e sua mãe, e unir-se-á a sua mulher; E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Marcos 10:6-9)

O próprio fato do casamento trazer este compromisso exige que façamos o melhor possível para fazê-lo funcionar bem e assegurar felicidade e satisfação plena aos envolvidos. Seria um tremendo desperdício duas pessoas passarem pela vida num relacionamento sem amor! Simplesmente tolerar um ao outro, conviver apenas por causa dos filhos não foi o que Deus pretendeu para o casamento. Ele não foi originado como penalidade, ou como alguns o vêem, uma "sentença de vida". É para toda a vida, com certeza, mas é algo para se aproveitar, não "suportar". Um casamento bem sucedido não acontece simplesmente. Ele exige uma devoção abnegada tanto por parte do marido como da esposa.

Nunca se esqueça de que nenhuma esposa deve estar tão ocupada ou interessada em sua vida social (trabalho, filhos, nem mesmo a igreja) que falhe em manter sua casa arrumada e limpa, em demonstrar interesse no trabalho do marido ou em ser amável e afetuosa. A esposa que muda de planos para atender ao marido está fazendo sua parte no "adocicar" do relacionamento. Sim, os casamentos são instituídos no céu, mas o trabalho de manutenção deles depende de nós!

Disciplina financeira

O marido e a esposa deve exercer uma mútua autodisciplina na área financeira. Devem ser abertos e honestos ao analisarem suas necessidades e vontades; discutindo calma e livremente as despesas propostas. Devem evitar pressionar indevidamente um ao outro insistindo em aquisições desnecessárias que irão levá-los ao sofrimento. Sobretudo, orem sinceramente e peçam orientação e direção do Senhor.

Assim, tendo isso em mente, peça a Deus que os ajude a demonstrar um controle apropriado na área de finanças da família. Lembre-se, como Jesus nos disse, "... a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lucas 12:15). Tenha cuidado em obedecer a admoestação bíblica de "...contentai-vos com as coisas que tendes." (Hebreus 13:5)

Seu comportamento

"Semelhantemente, vós mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra; Pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras. O enfeite dela não seja exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus." (I Pedro 3:1,3,4).

O apóstolo Pedro, não estava dizendo que a mulher não deva se arrumar, cuidar de si, mas o ponto mais importante do que a atraente aparência física, exterior da esposa é a sua beleza espiritual interior. Esta deve ser a coroa da atração e não deve ser ofuscada por adornos externos.

A qualidade interior da alma deve ser o adorno da mulher cristã, mais do que a beleza exterior física ou material. Sua característica marcante deve ser sua natureza interior. Sua beleza física, mesmo que muito atraente, deve tornar-se opaca quando comparada a sua beleza espiritual.

Comunicação

É de suma importância a comunicação em seu lar. Começando pelos eventos do dia-a-dia.

Depois passando para seus sentimentos. Essa é a área do compartilhar. É a hora em que o marido e ou a esposa ousam se abrir, como a ninguém mais, na expressão de suas emoções: seus temores, suas alegrias, suas fraquezas e necessidades. Nesse ponto a confiança é de suma importância. Cada um deve ter a confiança do sigilo em relação ao que é falado. Também deve ter certeza de que haverá interesse genuíno, consideração e uma reação compreensiva ao que dirão um ao outro.

Infelizmente, por mais que lutamos contra isso, virão os tempos de conflitos, e o que fazer ! Ou, como agir ! Sábios são os casais que conseguem discutir seus problemas de maneira calma, controlada e aberta. A conservação de um bom casamento, entretanto, requer uma discussão razoável e de mente aberta sobre as diferenças, disposição em ser o menos importante, e desejo de fazer concessões em amor. Através da comunicação inteligente e do respeito pelas convicções e sentimentos da outra pessoa, o problema pode ser livremente discutido e resolvido, se é que havia um !!!!!

Irmã, nós devemos reconhecer a igualdade para a mulher, não só em sua criação e salvação, mas também em sua responsabilidade em obedecer a Deus. Ambos, homem e mulher, tem a responsabilidade de fazer a vontade do Senhor, e ambos sofrem as conseqüências de Seu julgamento pela falha em não fazê-lo.

Nunca se esqueça que ao homem foi dada a posição central, à nós a posição de suporte. Dele era, e é, a necessidade; nossa é o chamado para suprir essa necessidade. Nós somos as companheiras e auxiliadoras de nossos maridos. E juntos devemos honrar e obedecer ao Senhor.

 

 

O esboço deste Estudo foi por mim elaborado e apresentado na Primeira Igreja Batista Independente em Catanduva, interior de São Paulo, para as senhoras da mesma, tendo como base no livro "Como fazer de sua Casa um Lar", de Richard W. De Haan da Editora Imprensa Batista Regular. O conteúdo das argumentações foram extraídas do livro, com acréscimos de argumentos de minha própria autoria, assim como outras referências bíblicas, a fim de melhor adaptar o conteúdo do livro à forma de Palestra. 2003

 

Autora: Irmã Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos
ibicatanduva@terra.com.br

 

A Bíblia e a educação
dos filhos

Deuteronômio 6: 1-9


É comum hoje vermos muitos pais
desorientados quanto à educação
de seus filhos. A maioria se vê perdida
diante de uma filosofia que propõe
uma educação mais aberta. O que fazer?
Como educar os filhos de maneira
que não sejam reprimidos sem, no entanto, deixá-los sem correção?
 

Apesar de não existir uma fórmula mágica para criar filhos, a Bíblia Sagrada, em situações como essa, tem um padrão equilibrado de instruções quanto à criação de filhos.  Vejamos.

I - EDUCANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO,  1Tm. 4: 12

Quando a Bíblia nos convida a sermos bons cristãos, ela estampa diante de nós o grande exemplo de vida de Jesus. Seus ensinos foram eficazes na formação do caráter de seus seguidores porque ele vivia aquilo que ensinava. Devido à manifestação dessas qualidades na vida dos discípulos, em Antioquia eles foram chamados, pela primeira vez, de cristãos, At. 11: 26. 

Muitos casais frustram-se na educação de seus filhos por causa de suas próprias incoerências. O conflito entre o que é ensinado e o que é, de fato, praticado leva os filhos a rejeitar, ainda que inconscientemente, suas técnicas educacionais. A falta de exemplo no ensinamento faz com que os pais percam a autoridade sobre seus filhos e, muitas vezes, provoca neles a ira, Ef. 6: 4.

Somente as atitudes de pais fiéis, norteadas pelo Espírito Santo, podem ser base sólida, que permitam educação exemplar, influenciando a conduta de seus filhos.
 

II - EDUCANDO COM DISCIPLINA

Numa sociedade tão liberal e permissiva como a nossa, a palavra disciplina não soa tão bem. Afinal de contas, segundo o que se prega hoje fora da igreja, todos são livres para fazer o que desejam, e ninguém pode impor limites à liberdade alheia, ainda que isso signifique libertinagem. Tal conceito tem atingido em cheio os lares. Por um lado, pais que têm medo de insistir com seus filhos; por outro, filhos que desconhecem limites.

Essa maneira de educar, no entanto, tem feito psicólogos e orientadores refletirem, baseados nos resultados obtidos. E alguns deles reconhecem que a disciplina é necessária. “Para viver em um clima de segurança, a criança precisa também de regras” (Revista Veja - “Família, pais e filhos com hora marcada”, edição de julho/97).

1. O que a Bíblia nos ensina
sobre a disciplina de filhos?

a) Disciplina significa treinamento para agir de acordo com regras estabelecidas, Pv. 22: 15. Os filhos precisam aprender que em todos os segmentos existem regras, normas, horários que devem ser cumpridos;

b) Disciplina significa correção. O texto de Ap. 3: 19 mostra o relacionamento de Jesus com uma igreja rebelde. Mas, apesar de ser rebelde, Ele a amava e, por isso, a corrigia;

c) Disciplina significa imposição de limites, Pv. 25: 28. Qualquer liberdade sem limite é prejudicial. É preciso que se estabeleçam limites, e que estes sejam reconhecidos por todos.

d) Disciplina tem resultados positivos. A correta e firme disciplina trará sabedoria aos filhos, descanso aos país, Pv. 29: 15-17, e livrará do inferno, Pv. 23: 13-14


2. O mau uso da disciplina.

Não se pode usar a disciplina incorretamente porque os prejuízos serão terríveis. Quando os pais dão ordens aos filhos e não esclarecem suas razões, quando são incoerentes, exagerados; quando agridem, espancam os filhos, estão sempre em discórdia e disciplinam os filhos sem motivo, esse mau uso da disciplina poderá vir a formar filhos desrespeitosos e revoltados.
 

III - EDUCANDO FILHOS PARA DEUS

A boa educação e instrução do lar resultará no aperfeiçoamento do caráter dos filhos, no relacionamento sadio da família, num grande benefício para a sociedade como um todo. Mas o grande objetivo é levar a família a Deus, Js. 24: 15. Por isso, os alvos dos pais devem ser coerentes com os alvos de Deus. Os pais que sentem essa responsabilidade agem da seguinte maneira:

a) Levam seus filhos à casa de Deus e os apresentam ao Senhor. Ana, preocupada com a crise ministerial de seus dias, e pelo fato de não ter condições de gerar filhos, orou insistentemente ao Senhor, 1Sm. 1: 11.

Quando seu filho, Samuel, nasceu, foi rapidamente apresentado a Deus em cumprimento do voto feito por sua mãe, e tornou-se um dos maiores vultos da Bíblia Sagrada, 1Sm. 1: 26-28.  Assim também, José e Maria fizeram com Jesus, Lc. 2: 21-24, conforme a prescrição da Lei, Lv. 12: 6-8 e Êx. 13: 2.

b) Ensinam aos filhos a Palavra de Deus, Dt. 6: 6-7 e 32: 46. Para que o ensino seja eficaz é necessário que esta Palavra esteja, primeiro, no coração dos pais, v. 6. Esse ensino deve ser contínuo, v. 7.  A Palavra deve ser ensinada dentro de casa, nas caminhadas, nas viagens, na hora de deitar-se e de levantar-se.

c) Testemunham dos feitos de Deus, Sl. 78: 4.  Falar daquilo que Deus tem feito é uma maneira de estimular os filhos a crer no grande poder de Deus.

 

    
Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

Porque é que Jesus é a resposta?

 
Porque é que Jesus é a resposta!
 
Quero dizer que em todas as circunstâncias, situações da vida, Deus ama-te!
Jesus é a resposta para todas as situações!
 
Vocês podem dizer-me: O pastor diz-me que Jesus é a resposta, mas eu preciso de ajuda financeira, ajuda emocional, cura para os meus problemas de saúde, solução para o meu filho que tem problemas com drogas.
 
Hoje quero mostrar-vos que Jesus é de fato a resposta.
 
1 Pe 1:10 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada,

Graça = favor de Deus. É o favor que não merecemos mas recebemos.
 
No VT este favor vinha e dp ausentava-se. Mas os profetas do VT profetizaram acerca do dia em que o FAVOR de Deus viria e não mais se ausentaria.
 

V11 Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.

Estes profetas falavam acerca dos futuros sofrimentos de cristo. Nós estamos na glória que se lhes haveria de seguir.
 
V12 Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.
 
NOTA: Estes profetas estavam a profetizar não para o seu benefício mas para o nosso beneficio.
 
V13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo;

mente = entendimento
 
Mente é descrita como “os lombos do vosso entendimento”.
 
WIKIPEDIA Em anatomia, chama-se região lombar à porção da coluna vertebral que fica entre a região torácica e a região sacrococcigiana.
É constituída por cinco vértebras grandes.
A região lombar é a que suporta a maior carga. Ela tem a função de manter a postura na posição sentada. A região lombar está relacionada com a postura adequada de um indivíduo.
 
Região lombar = Região abdominal e área em volta dos quadris. A parte do corpo designada pela palavra “lombos” contém os órgãos reprodutivos; de modo que se diz que a prole ‘sai dos lombos’. (Gên 35:11; 1Rs 8:19; At 2:30)
 
Cinge os lombos do teu entendimento = Significa que os teus pensamentos podem reproduzir-se!
 
Ou seja… cuidado com o que pensas! Se pensas muito em doenças, podes eventualmente ficar doente! Pensa bem para vencer!
 
V13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios (calma), e esperai (descansai) inteiramente na graça que se vos ofereceu (já aconteceu)na revelação (apocalipsys) de Jesus Cristo;
 
“sede sóbrios,” – sóbrios gr nepho – calma…
 
Revelação = Apocalipse! Como quem vai a um restaurante e o empregado trás o comer e ele ao abrir diz: “Voilá”… para nós é: “Apocalipsys” -> a revelação de quem é Jesus.
 
ENTÃO… devem permanecer calmos através do pensamento correto e descansar na graça que nos é trazida pela revelação de quem é Jesus Cristo!
 
SEMPRE que Jesus fazia um milagre, sempre acontecia “parte” da revelação de quem Ele era! Nessa revelação a manifestação da graça já tinha sido dada.
 
EXEMPLOS:
Marta vai ter com Jesus por causa do seu irmão morto… Jesus disse: “Eu sou a ressureição”
AO cego ele não só deu vista, ele dizia que era a LUZ DO MUNDO!
 
NA revelação de quem ele é a graça é-nos oferecida!
 
V14 Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

“Como filhos obedientes” quando andamos na revelação de quem é Jesus e permitimos que a Sua graça nos alcance, Deus chama-nos de “filhos obedientes”. UAU!
 
2 Pe 1:1 Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:
2 Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor;

 
Alcançar a fé através da justificação de Deus por Jesus.
 
Graça e paz (hb shalom) sejam multiplicadas pelo conhecimento (ipignosis = reconhecimento total ) de Jesus!
 
Paz = gr “airine” Hb “shalom”
Shalom = sgnifica, estar bem e completo.
 
V3 Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento (epignosis) daquele que nos chamou pela sua glória e virtude;

nos deu tudo… no que diz respeito à vida! Pelo conhecimento de quem Jesus é!
 
V4 Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. 5 E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência,
6 E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade,
7 E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.
8 Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

 
Se nos esquecermos destas coisas, o prognóstico de Deus é:
 
V9 Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados.

Se nos esquecemos destas coisas, tb nos esqueceremos de que ele nos perdoou os pecados e ficaremos como que cegos mas tendo vista!
 
1 Sm 3:1 E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta.
 
Eli – Sacerdote na altura. Ele representava o antigo, representava aquilo que estava apara sair para vir o novo.
Quando Ana que em Hebraico significa Graça, estava perante ele, ele disse-lhe que ela estava embriagada…. Ela disse que nada tinha bebido.
Ou seja… Ana (graça) estava perante Eli e ele não conseguiu perceber isso.
 
V2 E sucedeu, naquele dia, que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos começavam a escurecer, pois não podia ver),

os seus olha não podiam ver mais…
 
Deus pela revelação de quem é Jesus vai tirar o velho e trazer o novo!
 
V3 E estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus,
4 O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui.
 
Deus já não mais se dirige a Ele mas a Samuel.


Deus já não funciona com base em coisas antigas mas em coisas novas. Novo Testamento, novo vinho, nova revelação de quem é Jesus!e

Andando segundo a vontade de Deus

Que plenitude! Que Abundância!

A graça salva, justifica, edifica, redime, perdoa, confere uma herança, posição, um trono do qual podemos nos aproximar confiante por misericórdia e socorro, ensina-nos a viver nos dá uma bendita esperança!

Veja esta seleção da palavra que nos leva a enxergar estas verdades.

Leia a palavra de Deus, medite em seus ensinamentos e deixe-se envolver pelo Espírito Santo que nos conduz pelos santos caminhos.

Efésios 2.8,9

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”

Tito 2.11-13

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.”

Tito 3.7

“A fim de que , justificados por graça, nos tornemos seus herdeiro, segundo a esperança da vida eterna.”

Atos 20.32

“Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados.”

Efésios 1.6,7

“Para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça.”

Hebreus 4.16

“Acheguemo-nos, portanto, confiante, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”

E o homem que considera-se envolvido nesta grande graça deve andar, viver segundo o coração de Deus. Veja os sábios conselhos do Espírito Santo.

1 João 2.6

“Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”

1 Pedro 2.11

“Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma.”

Efésios 4.1-2

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, como toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.”

Efésios 5.1-2

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.”

Efésios 5.8

Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.”

Gálatas 5.16

“Andai no Espírito e jamais satisfarei à concupiscência da carne.”

João 15.12

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”

1 João 3.22,23

“E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.”

Seja fiel e obediente à palavra Santa!

Elias R. de Oliveira

A FÉ CRISTÃ


  I- Definição da Palavra
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

II- A Fé no AT
A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra "temor". O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o "temor do Senhor" contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras "confiar" e "confiança" ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.

III- A Fé, nos Evangelhos
Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está  em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra  de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome "fé" não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo "crer". Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).

IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência  do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19).

V- Fé e Obras
Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: "a fé que atua pelo amor".


Dicionário Bíblico Universal

 

 O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PASCOA









A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Atualmente, tornou-se uma data tão comercial, que poucos lembram ou conhecem seu verdadeiro significado. Para além dos chocolates e presentes, a CPAD - editora cristã - reforça a origem do termo, que remonta a aproximadamente 1.445 anos antes de Cristo.

Para contextualizarmos, neste período, de acordo com a Bíblia, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de quatrocentos anos no Egito. A fim de libertá-los, Deus designou Moisés como líder do povo hebreu (Êxodo 3-4).

Em obediência ao Senhor, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de transmitir-lhe a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar o rei da seriedade da mensagem, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito.

No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas: Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito... desde os homens até aos animais” (Êx.12.12).

A primeira Páscoa

Como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor emitiu uma ordem específica a seu povo. A obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tomaria um cordeiro macho, de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Êx. 12.4).

Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele não mataria os primogênitos das casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”.

Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo. 1.29).

De acordo com a Bíblia, no livro de Êxodo, capítulo 12, versículo 31, naquela mesma noite Faraó, permitiu que o povo de Deus partisse, encerrando assim, séculos de escravidão e inaugurando uma viagem que duraria quarenta anos, até Canaã, a terra prometida.

A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êx. 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz.

Libertação

Assim sendo, lembremos, não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro significado da Páscoa. Assim como o Todo Poderoso libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quer nos libertar da escravidão do pecado e por isso, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo. 3.16) Vida esta conquistada com sangue “porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (I Co 5.7)

 

 

Seis orientações sobre o período de consagração. (DN 10:1-13)

 

 

 

  1. No período de consagração, jejuamos e oramos por situações que transcendem nossa capacidade humana de resolver.

 

Jejum parcial: Esta é a forma que compreende a abstenção de determinados alimentos, enquanto que outros são ingeridos, como fizeram Daniel e seus amigos na Babilônia. Ali a dieta constava apenas de legumes e água (Dan.1:1-15).


Jejum total: Esta forma compreende a abstenção de todo tipo de alimentação, exceto de água. Foi esse tipo de jejum que Jesus fez no deserto durante 40 dias (Mt.4:2; Lc.4:2).


Jejum absoluto: Esta forma compreende a abstenção de alimentação e água, como ordenou Ester aos judeus e foi praticado por Paulo após sua conversão (Et.4:16; At.9:9).


(1) Daniel recebera uma visão e estava negativamente afetado por ela. O texto afirma que essa revelação envolvia grande conflito. DN 10:1

(2) Esse desafio transcendia qualquer possibilidade de ajuda humana, por isso, é que Daniel não tinha outra coisa a fazer,

(3) A não ser jejuar e orar por uns dias.

(4) Assim também, em nossa vida, há situações, desafios, necessidades, nas quais ninguém pode nos ajudar, a não ser Deus. E o melhor que temos a fazer, é consagrar um período de oração e jejum.

(5) Nesse período clamamos a cura, a intervenção, a restauração, a provisão, o livramento, a capacitação, a direção, da parte de Deus.

Jesus jejuou 40 dias como sabemos do evangelho de Mateus 4

“1 Então Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 Por quarenta dias e quarenta noites este e jejuando. Depois teve fome.” (Mateus 4,1-2) Bíblia de Jerusalém.

 

Outro personagem da Bíblia foi Elias.

Vamos conferir o texto de I Reis 19,8:

“8 Levantou-se, comeu e bebeu e, depois, sustentado por aquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até a montanha de Deus, o Horeb” (1 Reis 19,8) Bíblia de Jerusalém.

 

 

Um segundo personagem Bíblica foi Moisés.

Encontramos o texto descrito em deuteronômio 9,9:

“9Quando subi ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do pacto que o Senhor fizera convosco, fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água.”(Deuteronômio 9,9) Bíblia Almeida.

 

Observemos:
Moisés jejuou duas vezes em 40 dias (Dt.9:9,18)até que seu rosto brilhasse com a glória de Deus. Josué jejuou depois da derrota em Aí (Js.7:6). Nos dias dos juizes (Jz.20:26), todo Israel jejuou. Davi jejuou, antes de ser coroado, quando seu filho ficou doente, quando seus inimigos estavam doentes (Sl.35:13), e por causa do pecado do seu povo (Sl.69:9,10). Jeosafá e seu povo jejuaram até que Deus disse: "Neste encontro não tereis que pelejar" (II Cr.20:17). Eles venceram, jejuando e orando, sem uma hora de combate ou derramamento de sangue. Elias, Elizeu, Esdras, Neemias, Ester, Daniel, Paulo, todos ficaram conhecidos nas páginas da Bíblia Sagrada pelo seu jejum. A oração é intensificada poderosamente, quando nela é adicionado o jejum.
 

2. No período de consagração, o jejum e a oração nos permitem focar de maneira simultânea no conflito e em Deus. DN 10:2


(1) O propósito de Daniel estava bem definido, ele precisava ter o entendimento daquela visão, que envolvia grande conflito.

(2) Assim também, no período de consagração precisamos definir os propósitos, e o tempo de abstinência dos alimentos. DN 10:3

(3) Quando a fome chega você se lembra dos propósitos e ganha força espiritual para perseverar na direção deles, pedindo assim a ajuda de Deus, isso é foco!

 

3. Nesse período de consagração, precisamos jejuar e orar exercitando nossa fé.


(1) Daniel estava tão certo de que Deus o visitaria, cada vez que orava, levantava os olhos e olhava com grande expectativa para o alto. DN 10:4-5

(2) Essa é uma atitude de quem está acreditando na oração que faz; especialmente na resposta do Deus a quem se ora.

 

4. A consagração feita com jejum e oração nos confere mais sensibilidade espiritual.


(1) Para que não restasse dúvida que aquela resposta era de Deus, um anjo, com características sobrenaturais, foi o portador da mensagem. DN 10:6

(2) Mas é interessante observar que todos os que estavam com Daniel ouviram um estrondo e com medo se esconderam. Mas, o que Daniel viu, ninguém mais viu. DN 10:7

(3) Assim também, em consagração, a gente passa a perceber realidades espirituais que antes não percebíamos.

(4) É também é possível que você fique solitário na sua visão, e que seja visitado por uma fé, uma confiança, uma esperança e uma certeza, que não estarão presentes na vida daqueles que com você convivem. DN 10:8-9

(5) Fato é que, Deus está acessível a todos e não faz acepção de pessoas, porém nem todos acessam a Deus da mesma maneira. Por isso é que alguns percebem a presença manifesta de Deus e outros não.

(6) Daniel não só ouviu, mas viu, foi tocado, e recebeu de Deus uma declaração de amor de sua parte. Porque ele é que estava empenhado a ouvir a voz de Deus, por isso, pranteou, jejuou, e aplicou seu coração nesta direção. DN 10:10-11

 

5. A consagração feita com jejum e oração sinaliza um coração aplicado na direção de Deus.


(1) O anjo, envidado por Deus, reconheceu essa atitude de Daniel, afirmando que exatamente por isso é que ele estava ali, para trazer a resposta da parte de Deus. DN 10:12

(2) Quem se aplica se esforça mais. Daniel se aplicou: jejuou, pranteou, orou perseverantemente por 21 dias, colocando sua causa na habilidade de Deus.

(3) Assim também, no período de consagração, devemos aplicar nosso coração colocando os desafios, as impossibilidades, as necessidades, nas mãos de Deus.

(4) Deus não é exclusivo deste ou daquele, ele está acessível e pronto para atender a todos que nele se lançam, confiam, e buscam.

 

6. A resposta de Deus ao nosso jejum e oração nem sempre será no nosso tempo e do nosso jeito.


(1) É muito comum a gente, diante da demora de uma resposta, começar a sentir uma fraqueza espiritual, um desânimo. Às vezes somos visitados por falsas crenças:
 

• “Acho que minha causa não é importante para Deus”,

• “Se tivesse que ser já teria sido”,

• “Se tivesse que acontecer já teria acontecido”.


 

(2) Daniel orou 21 dias sem resposta. Ele sobreviveu ao silêncio de Deus pela fé. DN 10:2


(3) Todavia, o anjo veio e consolou Daniel com essas palavras. “desde o primeiro dos 21 dias, as palavras de Daniel foram ouvidas”, e o anjo viera por causa da sua oração. DN 10:12

(4) Talvez hoje você esteja recebendo “encomendas celestiais” de pedidos que você já fez há algum tempo atrás.

(5) Talvez você já venha orando por algum tempo sobre uma situação, e sua oração já foi ouvida e a resposta já foi encomendada, e no tempo de Deus e do jeito de Deus ela virá.

(6) E nem o inferno inteiro poderá impedir que essa resposta chegue, se ela sai do trono de Deus. DN 10:13

(7) Por isso a grande lição deixada por Daniel se resume numa palavra: perseverança. HB 10:35

(8) Nesse período de perseverança Deus nos tira de uma fé teórica e nos leva a uma fé operante. Deus prova nosso coração, para que saibamos se cremos de fato nele ou se somos aventureiros.

 

Conclusão


(1) Se você de fato lançar sobre Ele suas impossibilidades humanas, perseverando focado no propósito com o coração cheio de fé, e aplicado Nele.

(2) Do jeito de Deus e no tempo de Deus a resposta virá, e você terminará esse período de consagração, mais sensível espiritualmente falando, e mais fortalecido pelo Senhor. DN 10:18-19.

(3) Porque dentre outros, esses são os benefícios que o jejum e a oração podem trazer:


Mais controle do espírito sobre a carne;

• Mais revelação na palavra;

• Mais sensibilidade para ouvir a voz de Deus;

• Mais unção para ministrar;

• Mais fortalecimento nas tentações e nas adversidades;

• Mais conquistas nos alvos e desafios;

• Mais crescimento em fé;

• Mais experiências com Deus;

• Mais direção e estratégias da parte de Deus para a vida pessoal;

• Mais têmpera para batalhar espiritualmente por uma causa nobre  o Reino dos céus..

           

 

Seis princípios que regem a lei da semeadura

Por Pr. Oswaldo F Gomes   
 
 

Seis princípios que regem a lei da semeadura

   
  1. A semeadura é a única forma de interagir com o futuro

“É a única linguagem que o futuro reconhece”

Nós colhemos no presente aquilo que semeamos no passado, e vamos colher no futuro aquilo que semeamos no presente.

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (GL 6:7)

(1) Se você quer colher crescimento espiritual no futuro, você precisa hoje, separar tempo para congregar, orar, meditar na palavra, buscar a comunhão com os irmãos, servir a Deus no ministério, adorar.

(2) Se você quer estabilidade emocional no futuro, precisa hoje, exercitar o perdão, lançar sobre Deus sua ansiedade em oração, descobrir seu valor diante de Deus, se alimentar da comunhão dos irmãos e em família.

(3) Se você quer ter saúde no futuro você precisa começar hoje a cuidar da sua alimentação, do seu tempo de descanso, da sua aptidão física.
 
2. Em nosso celeiro há boas e más sementes, nós temos o poder de escolher qual vamos semear.

(1) Há um conflito estabelecido dentro de nós: uma parte de nós quer semear coisas ruins (semear na carne) e uma parte de nós quer semear coisas boas (semear no espírito)

(16) Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana (CARNE). (17) Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem. (GL 5:16-17)


- Quem semeia a mentira colhe a perda de autoridade e credibilidade;

- Quem semeia a crítica colhe uma autoimagem familiar negativa;

- Quem semeia competição colhe um esfacelamento de forças na família (forças netralizadoras);

- Quem semeia egoísmo colhe solidão;

- Quem semeia vento (conflito) colhe tempestade (ambiente beligerante);

- Quem semeia falsidade colhe um ambiente de hipocrisia;

- Quem semeia falta de diálogo colhe confusão;


(2) Temos boas sementes dentro de nós.

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (I JO 3:9)

Nós decidimos o que vamos semear na vida; se vamos semear na carne ou no espírito. Vamos semear crítica ou encorajamento? Discórdia ou paz? Generosidade ou avareza? Fé ou incredulidade? Egoísmo ou solidariedade? Sinceridade ou falsidade? Competição ou cooperação? Bons ou maus exemplos? Diligência o preguiça?

Essas sementes estão presentes em nosso coração e nós temos o poder de escolher qual vamos semear.
Por exemplo, quem semeia toque afetivo colhe emocional saudável para a vida dos filhos; quem semeia amor para o cônjuge colhe filhos seguros; quem semeia qualidade de tempo colhe intimidade; quem semeia limites saudáveis para os filhos colhe bons cidadãos. Filhos seguros e confiantes.

“não se enganem: de Deus não se zomba. Aquilo que uma pessoa semear, e isso mesmo que colhera. Se semear na carne (o que a natureza humana deseja) essa mesma natureza lhe dará colheita de morte. Porem se semear no espírito (o que agrada o espírito de Deus) do espírito colhera a vida eterna” (GL 6:7)
 
3. A semeadura é um ato de fé

(1) Nem sempre é fácil lançar a boa semente (perdão).

É mais fácil semear o ressentimento que o perdão; a crítica que o encorajamento; na carne do que no espírito; no egoísmo do que no altruísmo; na avareza do que na generosidade; na preguiça do que na diligência. Todavia a colheita é desastrosa porque traz consigo feridas na alma, revolta, conflitos, e miséria.

“Aqueles que saíram chorando, levando a semente para semear, voltarão cantando, cheios de alegria, trazendo nos braços os feixes da colheita”. (SL 12:6)

(2) Tome você a iniciativa de semear a boa semente para mudar o ambiente.

“Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará”. (ECL 11:4)

- Você quer colher paz no lar, comece a ser um pacificador;

- Você quer ter muitos amigos comece a semear amizade sincera;

- Você quer construir uma boa autoestima em seus filhos e cônjuge comece a ser um encorajador;

- Você quer ganhar credibilidade comece a falar somente a verdade;

- Você quer entendimento em casa comece a se abrir para o diálogo;

- Você quer que sua família melhore comece a dar bom exemplo para eles.


(3) Entre a semeadura e a colheita sobrevivemos pela fé.

“Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.” (GL 6:9)

- Você precisa crer que a prosperidade virá à sua vida se você semear com generosidade, trabalhar com diligência e gastar com sabedoria;

- Você precisa crer que seus horizontes serão ampliados se você buscar qualificação profissional;

- Você precisa crer que a estabilidade emocional virá à sua vida se você aprender a perdoar e pedir perdão, a lançar sobre deus a sua ansiedade em oração, e parar de fazer comentários depreciativos sobre si mesmo;

- Você precisa crer que vivendo de forma honesta você será abençoado por Deus (PV 11:8; 21:6; 12:11);

- Você precisa crer que seus filhos serão confiantes, seguros e resolvidos, se você for para eles um encorajador.

4. Colhemos sempre a mesma espécie daquilo que semeamos.

Pois a bondade é a colheita produzida pelas sementes que foram plantadas pelos que trabalham em favor da paz. (TG 3:18)

“Tenho notado que os que aram campos de maldade e plantam sementes de desgraça só colhem maldade e desgraça”. (JÓ 4:8)

“Eles semearam ventos e colherão tempestades”. (OS 8:7)

(12) Eu lhes disse: “Preparem os campos para a lavoura, semeiem a justiça e colham as bênçãos que o amor produzirá. Pois já é tempo de vocês se voltarem para mim, o Senhor, e eu farei chover sobre vocês a chuva da salvação.” (13) Mas, em vez disso, vocês plantaram a maldade, colheram a injustiça e comeram os frutos da mentira. (OS 10:12-13)


- Se você semeia amizade vai colher amigos;

- Se você semeia misericórdia vai colher misericórdia (bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia);

- Se você semeia no espírito, você colhe vida espiritual;

- Se você semeia intercessão, você colhe respostas de oração;

- Se você semeia generosidade, você colher generosidade (LC 6:38)


Neste sentido a semeadura tem um efeito bumerangue.

Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. (LC 6:31)

5. Precisamos ser constantes na semeadura da boa semente se não quisermos comprometer nossa colheita.

Semeie de manhã e também de tarde porque você não sabe se todas as sementes crescerão bem, nem se uma crescerá melhor do que a outra. (ECL 11:6)

(9) E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. (10) Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé. (GL 6:9-10)

Não semeiem tipos diferentes de semente no mesmo campo. (A SEMENTE BOA PODE SER NEUTRALIZADA PELA SEMENTE RUIM) (LV 19:19)


- Se um dia você semeia encorajamento e no outro a critica destrutiva, o encorajamento será anulado;

- Se um dia você age no espírito e no outro na carne, você perde o respeito das pessoas;

- Se um dia você fala a verdade no outro mente, você perde a credibilidade;

- Se um dia você é amoroso e no outro bruto seus filhos vão crescer inseguros;

- Se um dia você é sincero no outro você é falso, você vai acabar gerando um ambiente de hipocrisia;

6. A colheita é sempre proporcional à semeadura.

Lembrem disto: quem planta pouco colhe pouco; quem planta muito colhe muito. (GL 9:6)

Deus só pode fazer germinar a semente que você plantou

Quando vocês espalharem as sementes nos seus campos, o Senhor mandará chuva, e as colheitas serão boas. Haverá muito pasto para o gado,” (IS 30:23)

- Se você anela por vida abundante, você precisa investir na vida espiritual;

- Se você quer uma vida emocional estável, você precisa investir pesado na cura da sua alma;

- Se você quer uma vida financeira estável, você precisa ser generoso na sua semeadura, diligente no seu trabalho, e sábio nos seus gastos, honesto na forma de lidar com seu dinheiro, e fazer investimentos na sua qualificação profissional;

- Se você quer colher uma família abençoada precisa investir pesado no relacionamento familiar;

- Se você quer uma vida ministerial frutífera precisa disponibilizar-se sem reservas para Deus;

Conclusão

Somos semeadores conscientes, espalhamos diariamente muitas sementes ao nosso redor. Que possamos escolher sempre as melhores, para que, ao recebermos a dádiva da colheita farta, tenhamos apenas motivos para agradecer. (autor desconhecido).
 
       

 

CHAMANDO TODOS OS PECADORES

Só os pecadores são chamados à salvação, as pessoas boas nem são convidadas.

"Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." Mc. 2:17.

Os crentes deixam de representar Cristo, quando não atraem os pecadores. O contexto aqui nos informa que "estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido." É verdade que Jesus nem sempre era um pregador popular. Às vezes as multidões se afastavam, e até discípulos professos rejeitavam alguns de seus ensinos e "já não andavam com ele," João 6:60-66. E chegou o dia quando até os discípulos mais íntimos o abandonaram, ao ouvirem a multidão gritando por seu sangue. Mc. 14:50, 15:11-14.

ATRAINDO OS PECADORES

Assim, seus verdadeiros seguidores, às vezes, terão que ficar sozinhos com Deus, e através dos séculos milhões de crentes fiéis morreram por causa do testemunho que davam sobre aquele que dera sua vida para redimi-los. Mas, do mesmo modo como Jesus ao ser levantado na cruz atrairia "todos" a si, João 12:32, assim também o sangue de seus mártires persuadem pecadores da verdade de seu testemunho, onde menos suaves falharam.

Falando de modo geral, fica a verdade que havia algo na vida e ensinamento de Jesus que atraía os pecadores, de modo que "a grande multidão o ouvia com prazer," Mc. 12:37. E do mesmo modo que é errado para um discípulo perder a coragem de ficar só quando a tarefa o exige, também é errado perder o amor e a compaixão que atraem os pecadores, não só a nós, mas ao nosso testemunho e ao Salvador que fez de nós o que somos, "co-participantes da natureza divina," I Pd. 1:4.

Se os pecadores em nossa geração são atraídos ou distraídos por todo tipo de religião falsa e não pelo testemunho de Jesus Cristo, será que a culpa é só deles? Será que nós não somos culpados também, por não darmos um bom exemplo da vida e do amor que vem de cima?

NEM UM JUSTO

"O justo" de texto na realidade não existe na terra. É claro que há gente que se acha justa, mas Deus afirmou que em toda raça humana "Não há justo, nem sequer um," Rom. 3:10.

Por isso, se quiser se considerar justo, saiba que Jesus chama só os pecadores ao arrependimento. Se se acha certinho, então não existe necessidade de mudança. Mas se, como Jesus ensinou, Deus está certo e você errado, então ele o chama ao arrependimento ! a uma mudança de mente, a uma mudança completa em seu modo de pensar sobre si mesmo, sobre o pecado, e sobre Deus.

Jesus veio não "chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento," Mat. 9:13. Note que não há o artigo definido aqui no grego nem em nenhuma tradução correta. Jesus não estava sugerindo que havia alguns justos no mundo. Simplesmente afirmou que o tipo de pessoa que viera chamar ao arrependimento não eram os justos, mas os pecadores.

DEUS ORDENA QUE SE ARREPENDEM

O chamado de Jesus aos pecadores para que se arrependam é portanto tão amplo quanto a ordem de Deus Pai que "agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependem," At. 17:30. O convite que o Filho faz como prova de misericórdia, o Pai ordena como prova de juízo.

Os pecadores que desprezam o convite amoroso de Jesus, enquanto ele lhes oferece misericórdia, um dia cairão sob a ira de Deus no juízo, pois é nele que Deus "há de julgar o mundo com justiça naquele dia determinado," At. 17:31.

Talvez você pense no que é e como é, e sem dúvida deve pensar muito bem de si mesmo; mas no dia do juízo de Deus, você saberá que "?os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, diz o Senhor," Isaías 55:8. Verdadeiramente, nossa mente natural faz parte da corrupção pecaminosa da raça caída de Adão, e nosso pensar precisa ser corrigido pelo Espírito de nosso Criador e Redentor. Esta correção no modo de pensar, esta mudança revolucionária da mente, é o arrependimento neo-testamentário, e é a ordem de Deus aos homens do mundo inteiro.

ARREPENDIMENTO PARA A VIDA

O arrependimento não é um fim em si, mas um meio para um fim. Necessariamente não há nenhuma virtude ao se experimentar uma mudança de mente - especialmente se a mudança é do bom para o ruim, do ruim para o pior, ou de erro para outro. O arrependimento para o qual Jesus chama e o qual Deus ordena a todos os homens é em relação a Deus, At. 20:21; ao pecado, Ap. 9:21; às obras mortas, Heb. 6:1; à descrença e à fé no evangelho de Jesus Cristo, Mc. 1:15.

Mesmo o arrependimento neo-testamentário não é um fim, mas um começo da vida eterna e salvação, como vemos em At. 11:18, "?Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida."

Podemos muito apropriadamente citar Efés. 2:8, "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto" (isto é; a experiência completa de ser salvo pela graça por meio da fé), "não vem de vós, é dom de Deus."

Assim, o arrependimento que é complementado na fé, e sem a qual é impossível, é garantido ou dado por Deus. Ele não só ordena, ele garante, e ninguém sem sua provisão graciosa se arrependeria. Mesmo assim a responsabilidade humana permanece, e "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis," Luc. 13:3,5.

JESUS O CHAMA

Nosso texto nos informa que Jesus veio chamar os pecadores ao arrependimento. Já que você é um pecador, ele veio chamar, e chama, você. Conhecendo o mal da sua alma, o grande médico o convida a entregar seu caso em suas mãos, com a certeza de que ele nunca perde um só caso entregue a seu cuidado.

"Arrependei-vos e crede no evangelho." Mc. 1:15. "Quem quiser, tome de graça da água da vida." Ap. 22:17. Se você quiser, Jesus o convida e chama ao arrependimento.

 

Autor: Rosco Brong
Mensagem oferecida pela
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS
Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE
Pr David Zuhars
Fonte: www.palavraprudente.com.br

DEZ MENTIRAS A RESPEITO DO PECADO

Jeremiah Bass

Mentira Um: O Pecado Traz Realização

Não existe um pecado que não seja influenciado por essa racionalização. Pensamos que o pecado nos torna mais felizes. Mas, na realidade, o pecado é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida como na vida por vir. Morte, doença, desavenças, guerra, fome, vício (de qualquer espécie), famílias desmanteladas, ódio, dor, sofrimento e uma miríade de outros males, tudo isso encontra a sua origem no pecado. Não havia nenhuma dessas coisas antes que o pecado tivesse entrado no mundo, e quando os céus e a terra forem recriados em justiça, também lá não estarão (Ap 21.2-4).

O pecado contradiz diretamente o propósito para o qual nós fomos criados, e jamais seremos felizes num tal estado. Bem no âmago da nossa humanidade, Deus nos fez com o desejo de buscá-lo (At 17.24-28), de aprender os seus mandamentos (Sl 119.73) e de servi-lo com alegria (Sl 100.1-3). A Escritura mostra com muita clareza que a alegria e a satisfação vêm somente do Senhor (Sl 16.11). Nunca seremos verdadeiramente felizes até que realizemos o propósito de Deus para as nossas vidas.

Isso deveria ser evidente, já que Deus é a fonte de todas as bênçãos, tanto naturais quanto espirituais. Como o doador é maior do que o dom, é razoável supor que a nossa alegria em Deus deveria ser maior do que a nossa alegria pelos dons. É uma afronta a Deus encontrar maior satisfação nos seus dons do que nele próprio. Fazendo isso, estamos trocando o Criador pela criatura.

É muito importante lembrarmos que o pecado pode oferecer somente prazer temporário (Hb11.25). A satisfação do pecado não só não dura, como também sempre acaba em miséria maior ainda (1 Jo 2.17). Portanto, a questão verdadeira é: queremos prazer temporário ou alegria duradoura?

Mentira Dois: O Pecado é Facilmente Derrotado

Uma das coisas em que o diabo quer que acreditemos, a fim de que a nossa vigilância diminua, é que o pecado não é um inimigo perigoso. Mas a Bíblia nos ensina que o pecado é tão poderoso que, a menos que o poder sobrenatural de Deus intervenha, nós nos tornamos seus escravos e permanecemos sob a escravidão das suas ordens (Jo 8.34). Embora nascidos de novo, a depravação é uma força poderosa dentro de nós, como testemunha o apóstolo a respeito da sua própria experiência (Rm 7.14-25).

O que complica o assunto é que o pecado é enganoso (Hb 3.13); nem sempre aparenta ser mau. O escritor de Hebreus faz referência ao pecado "que tenazmente nos assedia" (Hb12.1). Por essa razão, a Bíblia nos ordena a tomarmos muito cuidado com o pecado e a lutarmos com força contra ele. Paulo disse que esmurrava o seu corpo e o mantinha sob controle a fim de não ser reprovado (1 Co 9.24-27). Em outro lugar, comparou a vida cristã a uma batalha (2 Tm 2.3). Para derrotar o pecado, precisamos estar armados para a guerra (Ef 6.10-20). John Owen deu o seguinte conselho sábio: "Mate o pecado ou o pecado matará você... Não existe um dia sequer em que o pecado não derrote se não for derrotado, e não prevaleça se não for subjugado; e assim será enquanto vivermos neste mundo."

Mentira Três: Você Pode Lidar com o Pecado Sem Recorrer a Cristo

O perigo desta mentira é que ela leva à frustração e ao desespero. Infelizmente, muitas pessoas que aceitam esta mentira descobrem que não podem competir em condições de igualdade com a depravação que existe dentro delas e, por isso, desesperançadas, desistem de lutar contra o pecado.

Quando o evangelho é apresentado no Novo Testamento, o foco é sempre na obra de Cristo e na paz com Deus que encontramos nele (2 Co 5.17-21). A Bíblia exorta as pessoas a primeiro abraçarem a Cristo e, só depois disso, a buscarem a santidade. O evangelho não é um simples apelo a um viver moral e, sim, a uma transformação sobrenatural. Ninguém é capaz de vencer o pecado separado de Cristo e do Espírito Santo (Rm 8.13). Deus não é honrado quando tentamos remediar a nossa situação pecaminosa sem a sua graça, por isso é inimaginável supor que Deus irá abençoar um sistema de justiça produzido pelo próprio homem.

Mentira Quatro: É Impossível Atingir os Padrões de Deus

É uma tendência humana culpar as circunstâncias ou as outras pessoas pelos nossos escorregões no pecado. Preferimos pensar que, diante das circunstâncias, seria impossível deixar de pecar. Queremos pensar dessa maneira porque alivia as nossas consciências e nos isenta de responsabilidade quando pecamos. Afinal de contas, como Deus pode nos responsabilizar por aquilo que é impossível?

Há um sentido em que a santidade de Deus, de fato, representa um padrão impossível para a humanidade pecadora. Quando os discípulos ouviram Jesus explicar o custo do discipulado para o jovem rico, perguntaram: "Então, quem pode ser salvo?" (Lc 18.26). Jesus respondeu: "O que é impossível para os homens é possível para Deus" (v.27). Portanto, é um erro fundamental desculpar-se do comportamento pecaminoso, já que Deus prometeu graça para obedecer a quem o busca pela fé.

Não existe pecado que não possamos vencer nem tentação que não possamos resistir pela graça (1 Co 10.13; 2 Co 12.9; Fp 4.13). Deus quebra o poder do pecado na nossa conversão. Este é o ponto focal de Paulo no sexto capítulo de Romanos: estamos mortos para o pecado; portanto não precisamos viver nele (vv.1-2). A graça de Jesus remove a carga pesada da obrigação de guardar os mandamentos de Deus (1 Jo 5.3).

Mentira Cinco: Você Não Precisa Tratar com o Pecado Imediatamente

Procrastinação é um pecado do qual todos nós somos culpados e a respeito do qual temos costume de brincar. Mas a demora nas coisas espirituais pode ser fatal. A Bíblia nos diz que "agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação" (2 Co 6.2). E o escritor de Hebreus, citando o Salmo 95, exorta-nos a ouvir hoje a voz de Deus (Hb 3.7,13,15).

Por que isso se torna tão necessário? Primeiro, quanto mais o pecado permanece em nós sem que haja arrependimento, mais difícil será nossa mudança, devido à força do hábito. Quanto mais acalentamos um desejo pecaminoso ou uma atitude errada, mais o pecado ficará entranhado na nossa natureza. Será menos e menos notado. Terá um lugar mais permanente nas nossas afeições. A nossa resistência a ele irá se tornando cada vez mais fraca.

Segundo, é necessário porque a conseqüência maligna do pecado começa a fazer efeito no momento em que consegue entrada na alma. Foi somente um leve toque na arca que matou Uzá, e é somente uma simples brincadeira com o pecado que pode matar a alegria espiritual e os frutos nas nossas vidas.

Mentira Seis: Posso Pecar Sem Sofrer Conseqüências

"Se eu pecar, nada de mal vai realmente me acontecer." Não pensamos assim, às vezes, especialmente se o pecado é "pequeno"? É espantoso observar os multiformes enganos do diabo neste assunto. Por um lado, ele convence as pessoas de que não existe um verdadeiro inferno e que, portanto, não faz mal pecar. Por outro lado, para aqueles que acreditam no inferno, ele os convence de que não há perigo, no caso deles, de irem para lá! Mas sempre há conseqüências para o pecado, porque Deus é um Deus de justiça que odeia o pecado.

Em Êxodo 34.7, Deus testificou que de nenhuma maneira livrará o culpado. Se não precisasse existir qualquer conseqüência do pecado, Jesus nunca teria morrido numa cruz pelos pecadores. Ele mesmo o declarou, quando clamou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice" (Mt 26.39). E, realmente, não era possível, porque a fim de que Deus fosse justo e justificador dos ímpios, foi preciso punir os seus pecados na pessoa de Jesus (Rm 3.25-26).

esus não é a única testemunha das conseqüências do pecado; também o são todas as multidões que estão no inferno, sofrendo a vingança do fogo eterno (ver Mt 10.28; 25.46; 2 Ts 1.8-9; Jd 6-7).

"Mas se eu sou redimido por Cristo", alguém poderia perguntar, "como é que posso ser punido pelos meus pecados?" Se cremos em Jesus, não somos propriamente punidos pelos nossos pecados; pelo contrário, nosso Pai nos disciplina misericordiosamente a fim de que sejamos participantes da sua santidade (Hb12.5-11). Deus ama demais a santidade para permitir que os seus próprios filhos venham a chafurdar no pecado. Portanto, disciplina pelo pecado é a marca registrada do amor de Deus pelos seus filhos, e deve ser esperada sempre que pecarmos (Sl 119.67,71; Tg 5.14-15). Na verdade, se não somos disciplinados, não somos filhos de Deus.

Fazemos bem em lembrar que o mero fato de tais castigos não serem eternos não significa que as conseqüências do pecado sejam indolores para os crentes. Às vezes, até um redimido tem de viver com as conseqüências de um pecado seu pelo resto da sua vida (observe o que o Rei Davi teve de suportar por causa do seu pecado com Bate-Seba). Isso já é razão suficiente para não pecar. O nosso Pai não somente tem uma equipe para afastar os nossos inimigos, mas também uma vara para corrigir os nossos erros. Sejamos gratos a ele por isso, porque é para o nosso bem.

Mentira Sete: Deus Não Vai Me Julgar, Porque Todo o Mundo Faz o Mesmo

O diabo, às vezes, engana-nos fazendo-nos adotar uma mentalidade de grupo que justifica certos pecados porque a maioria das pessoas os considera comportamento normal. Entretanto, devemos sentir medo quando estamos seguindo a maioria. O cristianismo, pela sua própria natureza, é uma religião de contracultura. Seguir a Cristo é como nadar contra a correnteza. Jesus disse: "Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mt 7.13-14).

ma vez, eu li um pequeno panfleto com uma história imaginária de uma pessoa diante de Deus, desculpando-se de seus erros com o argumento de que todo o mundo vivia da mesma maneira. Deus, então, respondeu: "Bem, se você pecou com a maioria, você pode ir para o inferno com a maioria". É essa resposta que podemos esperar se pautarmos a nossa vida por semelhante filosofia destrutiva.

Mentira Oito: Deus Não Vai Me Julgar, Porque Não Sou Tão Mau Quanto os Outros

Se não racionalizarmos o nosso pecado por incluir-nos na multidão, o diabo vai tentar nos levar a racionalizá-lo excluindo-nos da multidão. Essa atitude era a essência do farisaísmo, e é sempre uma ilusão fatal.

Talvez exista um pecado na sua vida que Deus queira trazer à luz, mas você vem resistindo à convicção do Espírito, argumentando que não é uma pessoa tão má em relação às outras. Mas esse é um pensamento ilusório e contrário às Escrituras. Em primeiro lugar, deixa de levar em conta que Deus não somente estabelece o padrão; ele é o padrão. "Sejam santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16). A questão não é como nos comparamos com outras pessoas e, sim, como nos comparamos com Deus.

Segundo, deixa de levar em conta o fato de que Deus não fica satisfeito com obediência incompleta. Deus quer tudo dos nossos corações, tudo das nossas vidas e o mínimo possível de pecado. Quando tentamos estabelecer meios compromissos com Deus, estamos roubando de nós mesmos tremendas bênçãos espirituais. D.L.Moody, certa vez, ouviu um homem dizer: "O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com, em e através de um homem cujo coração esteja totalmente devotado a ele." Mas o homem estava errado. O mundo já tinha visto homens tais como Calvino, George Whitefield, Jonathan Edwards, McCheyne e Spurgeon. É somente quando estivermos dispostos a nos consagrar como esses homens fizeram que sentiremos o mesmo gosto do seu sucesso. Mas nunca o experimentaremos enquanto nos satisfizermos a nós mesmos, avaliando-nos pela comparação com os outros.

Mentira Nove: Deus Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque

A Bíblia fala de homens que se insinuaram na igreja, inspirados por Satanás, para espalhar esta doutrina demoníaca. Paulo faz referência a esses homens que dizem: "Façamos o mal, para que nos venha o bem" - e depois acrescenta: "a condenação dos tais é merecida" (Rm 3.8). Judas nos adverte contra aqueles que transformam a graça de Deus em libertinagem (Jd 4). A Bíblia torna bem claro que é impossível desfrutar o perdão e continuar vivendo no pecado.

Paulo ainda escreveu em Romanos 6.1-2: "Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?" É impossível porque sempre que Deus perdoa um homem, ele também transforma a sua natureza. A graça muda de tal forma a pessoa que esta não vai mais querer viver em pecado!

Quando uma pessoa é dominada pelo desejo de fartar-se do pecado é uma indicação de que ela nunca nasceu de novo. Um dia, conta-se, Spurgeon e um outro homem estavam caminhando numa rua e passaram por um bêbado deitado na sarjeta. Disse o homem: "Ué, Sr. Spurgeon, eis aí um dos seus convertidos!" "Deve ser mesmo um dos meus", replicou Spurgeon, "porque de Deus com certeza não é!"

Mentira Dez: Deus Nunca Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque

Mais uma vez, vemos quão versátil é Satanás nos seus enganos. Ele sabe que precisa preparar uma mentira apropriada para cada tipo de pessoa. Para aquele que é inclinado ao desespero, o diabo espera por oportunidades de assoprar nos seus ouvidos que todas as tentativas de uma recuperação posterior serão inúteis porque ele já foi longe demais. Tentará convencê-lo que cometeu o pecado imperdoável, que agora pode muito bem se entregar totalmente ao pecado porque de todo jeito já está indo para o inferno.

A verdade é que Cristo perdoará todo aquele que vem a ele. "Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei" (Jo 6.37). Isso foi verdade quando nosso Senhor falou estas palavras e ainda é verdade agora. Não permita que o diabo amplie a sua condenação tentando-o a se abandonar totalmente ao pecado e ao desespero. As misericórdias do Senhor duram para sempre. A porta da graça está aberta para todos aqueles que se aproximam através de Jesus.

Conclusão

Como é que podemos derrotar as mentiras do diabo? Somente pela Palavra de Deus. É a verdade que nos dá base sólida e que não permite que sejamos levados por qualquer vento de doutrina. É a verdade que santifica. É a verdade que é a mola-mestra do crescimento à maturidade em Cristo. É a chave para derrotar o diabo.

Leitura da Bíblia, meditação e memorização da Bíblia, e encarnação da Bíblia - experimentando as suas verdades nas nossas vidas - são para sempre as únicas ferramentas disponíveis ao povo de Deus para sobrepujar o inimigo. Como em todas as coisas, Jesus é o nosso modelo para lidar com as mentiras do diabo. Quando tentado por Satanás no deserto, ele citou as Escrituras em resposta a cada mentira (Mt 4.1-10). "Está escrito" deve ser a nossa senha tanto quanto foi a dele.

 

Autor: Jeremiah Bass
www.discernimentocristao.wordpress.com
Extraído de "Heartcry", uma publicação de Life Action Ministries (www.LifeAction.org), um ministério de avivamento e despertamento espiritual. P.O. Box 31, Buchanan, Michigan, EUA, 49107-0031.
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

A Vontade de Deus

Em todos os seres inteligentes existe uma vontade... homens, anjos e Deus têm vontades. No homem, a vontade é a faculdade da mente pela qual é feita uma escolha duma ação futura a qual determinamos. No querer um homem tem o propósito da ação em vista. Na vontade encontra-se a causa do ato; se fosse de outra maneira, ele seria uma simples máquina ou autômato. Se pego uma arma e mato outro homem, a vontade operou antes da mão; o propósito vem antes do ato. Mas se alguém me segura e outro põe em minha mão uma arma, forçando meu dedo contra o gatilho, este ato não foi meu, não escolhi nem quis cometê-lo. Em tal ato não seria um ser responsável, antes uma simples máquina ou instrumento de outra pessoa.

Em Deus, a vontade é o atributo pelo qual Ele determina e executa acontecimentos futuros. Sua vontade inclui tudo o que sucede, portanto todo acontecimento é providencial e não acidental no que concerne a Deus. Ele age em tudo conforme o Seu querer. Efésios 1:11. Os passarinhos não caem sem o conhecimento de Deus.

O dicionário define providência como acontecimento divinamente ordenado. Bem sabemos que os acontecimentos são seqüenciais, isto é; interligados quanto ao tempo, e um acontecimento provoca outro. Segue, portanto que se os acontecimentos são ordenados, as seqüências dos mesmos também o são. É comum ver os acontecimentos como providenciais e acidentais. Até os crentes têm a tendência de classificar certos atos como providências ou acidentais. Eles associam a providência com o que é bom, e acidentes com o que é mal. Lembro-me da ocasião quando a família Rickenbacker foi socorrida milagrosamente após ter caído no mar em seu avião. Os Rickenbackers consideraram o resgate como providencial, mas o autor considera o acontecimento todo como providência. Devemos ver a providência divina agindo tanto nas nossas aflições quanto nas nossas bênçãos. Jó falava dos dois estados quando disse: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou". Jó 1:21. E quando sua esposa queria que ele amaldiçoasse a Deus e morresse, ele disse: "Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal"? Jó 2:10. E quando todos os seus bens deste mundo foram perdidos, vendo nisto a mão de Deus, disse: "Ainda que ele me mate, nele esperarei". Jó 13:15.

A vontade de Deus inclui as ações perversas dos homens pecadores, mas isto não lhes tira a culpa. Talvez não entendamos, mas as Escrituras declaram tal fato e nós devemos acreditar nelas. As Escrituras não foram escritas para a confirmação do nosso raciocínio, mas para a sua correção. No dia de Pentecostes, Pedro, falando sobre Cristo, disse: "A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos". Atos 2:23. E noutra ocasião falou que Herodes, Pilatos, os gentios e o povo de Israel juntaram-se para fazer o que antes tinha sido determinado pela mão e pelo conselho de Deus. Atos 4:27-28. Talvez nós não possamos compreender como Deus pode determinar um pecado a ser praticado, sem se tornar o autor do pecado, mas o fato permanece que o maior dentre os pecados, a crucificação do Filho de Deus, foi divinamente determinado.

DISTINÇÕES NA VONTADE DE DEUS

Os teólogos fizeram muitas distinções na vontade de Deus, algumas falsas, outras desnecessárias, mas uma distinção é de fato manejar corretamente a Palavra da verdade. Esta é a distinção entre a Sua vontade de decretos e Sua vontade de preceitos, ou, em outras palavras, Sua vontade de propósito e Sua vontade de mandado. Sua vontade de propósito é sempre efetuada, mas Sua vontade de mandado muitas vezes é deixada sem ser efetuada. A vontade de propósito não pode ser mudada, pois isto significaria a destronização de Deus; a vontade de mandado é muitas vezes violada, pois os homens estão em rebelião contra Deus. Se a vontade humana for maior que a divina, então a primeira prevalecerá e Deus será destronizado. Se a rebelião humana puder subjugar o governo divino, segue-se que não há verdadeiramente um Ser supremo. Para melhor distinguirmos estes dois tipos de vontade, consideraremos cada um deles separadamente.

A VONTADE DIVINA DE PROPÓSITO

1. Ela é eterna. Deus não está formando novos propósitos, pois Seus conselhos são desde a antigüidade. Isaías 25:1. Seu propósito em Cristo é tido como eterno. Efésios 3:11. O que será, será, portanto, "Conhecidos são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras". Atos 15:18.

2. Ela é eficaz. A vontade proposital de Deus é sempre cumprida. Deus não é homem para ocupar-Se com pensamentos de "ah, se fosse". Não existem meros desejos Seus que não possam ser cumpridos. Isaías 14:24-27. Por exemplo, lá no passado da eternidade, Deus quis ou determinou a morte de Seu Filho, e séculos após o começo dos tempos vemos Deus dirigindo as livres ações dos homens pecaminosos para efetuar tal acontecimento. Ainda mais, Ele predestinou e predisse os detalhes... quando, onde, e como Seu Filho morreria. Encontramos portanto nos quatro evangelhos referências onde diz que isto ou aquilo aconteceu para que as Escrituras se cumprissem.

3. Ela é imutável. Deus nunca muda Sua vontade de propósito. Existem somente dois motivos que fazem alguém mudar de idéia ou de vontade; deve ser porque se vê que o que foi proposto não é sábio, ou porque o que foi proposto não pode ser cumprido. Mas nenhum destes dois motivos é aplicável a Deus. Ele fez Seus planos em onisciência, e os executará em onipotência.

A oração não muda a vontade de Deus, mas muda as coisas. As mudanças trazidas pela oração fazem parte da vontade proposital de Deus. O Espírito de Deus faz intercessão pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Romanos 8:27. As orações respondidas são feitas na energia do Espírito Santo. Pode-se orar sem o Espírito e receber o que desejou, mas não seria em resposta a oração feita. Dois generais inimigos podem orar pela vitória na batalha vindoura, mas ambos não poderiam estar orando no Espírito Santo, e é possível que nenhum dos dois estivesse. Em toda oração verdadeira um pensamento está implícito ou expresso: Não seja feita a minha vontade, mas a Tua.

"Cristo, bom Mestre eis meu querer: Tua vontade sempre fazer; faze-me forte para resistir duras fraquezas que possam vir. Cristo, bom Mestre eis meu querer: mais santidade de vida ter; faze-me firme ó Cristo, meu Deus, para não deixar a senda dos céus. Cristo, bom Mestre, eis meu querer: todas as minhas faltas vencer; faze-me rijo para lutar, Para a vitória sempre ganhar".

4. A vontade proposital de Deus foi a causa da nossa salvação. Sou um homem convertido ou salvo. Nascido de novo. O que ou quem está atrás desta grande salvação? O que ou quem foi que efetuou a minha conversão? Qual a explicação desta tremenda mudança que houve na minha vida? Por detrás de toda ação existe uma vontade. Fui eu que quis transformar a mim mesmo? Em João 1:12 lemos que os crentes recebem o poder de se tornarem filhos de Deus, e o versículo seguinte explica sua fé nestas palavras: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". A fé salvadora não se origina em nossos pais, nem em nós mesmos, nem em outro homem qualquer; mas é dom de Deus. Tiago 1:18 diz: "Segundo a sua vontade, nos gerou pela palavra da verdade".

A VONTADE DIVINA REVELADA NA BÍBLIA

1. A vontade revelada refere-se ao que Deus já prescreveu como nossa regra de pensamento e conduta. A vontade de Deus é expressa em toda lei divina. No Éden foi a vontade de Deus que determinou que tipo de lei seria dada a Adão e Eva. No Sinai, Deus não consultou Moisés nem os filhos de Israel a respeito das leis às quais seriam sujeitos. Numa democracia o povo faz suas próprias leis pela escolha de representantes que servem em câmaras de legislação. Isto cria grupos de pessoas que querem fazer legislação a favor de certos grupos de pessoas, porque os homens são egoístas; não amam ao seu próximo como a si mesmo. Mas em nossa relação com Deus, não tratamos com uma democracia, mas com uma teocracia. Na vontade divina revelada na Bíblia, temos a soberania da autoridade. Na vontade divina de propósito temos a soberania do poder.

2. É a vontade divina de mandado e não a de propósito que os homens são responsáveis a realizar. Foi Sua vontade de propósito que trouxe Cristo ao mundo, mas esta não foi Sua vontade de mandado. Ao crucificar a Cristo, os homens estavam cumprindo o propósito de Deus, mas não estavam obedecendo-a, como uma ordem divina. Não pode haver pecado ao se fazer o que Deus ordenou. Pedro nos diz que eles mataram Cristo com suas mãos perversas; portanto não estavam obedecendo à ordem de Deus. O que Deus propõe é o fator determinante; o que Ele manda é nossa responsabilidade. Para os homens é fácil ver esta distinção em tudo, menos na religião. Alguém que vê somente um lado da verdade diz: "Se é da vontade de Deus que eu seja salvo, Ele me salvará; portanto não vou me preocupar". Mas este mesmo alguém, nem sequer sonharia agir da mesma maneira em outro caso qualquer. Em relação a colheita deste ano, a vontade divina de propósito determina a ceifa, mas Sua ordem é cultivar, plantar e ceifar. A vontade divina de propósito determina se nós viveremos ou morreremos, Tiago 4:15, mas a Sua vontade de ordem é que obedeçamos às leis da saúde. Ninguém deixa de comer porque crê que a vontade divina de propósito determina se vai viver ou morrer. A vontade proposital de Deus determinará o resultado duma guerra, mas seria loucura nos sentar e dizer: "Se for da vontade de Deus que ganhemos esta guerra, ganharemos, ao contrário seremos derrotados; portanto não vamos fazer nada e deixemos de lutar". A vontade proposital de Deus determina o resultado do nosso testemunho por Cristo. "Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas". Eclesiastes 11:6. "Porque assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra, que sair de minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei". Isaías 55:10-11. É a vontade de ordem divina que semeemos à margem dos ribeiros de águas, que preguemos o Evangelho a toda criatura, e Sua vontade de propósito cuidará dos resultados e realizará os Seus desejos.

É a vontade divina de propósito que determinará se serei salvo ou não, mas é tolice sentar e dizer que se for um dos eleitos serei salvo; portanto não preciso interessar-me no caso. A vontade divina de mandado é que eu me arrependa e confie, e esta é a responsabilidade de cada um. Temos ordem de confirmar nosso chamado e nossa eleição. 2 Pedro 1:10. Temos ordem de entrar pela porta estreita. Lucas 13:24. O homem que não se interessa por sua alma e não se importa com sua salvação; se persistir em tal atitude, findará no lago de fogo; pois aquele que não crê será condenado. Muito da vontade divina de propósito pertence à vontade secreta de Deus, e as coisas secretas lhe pertencem, mas o que Ele já revelou e ordenou pertence a nós. Deuteronômio 29:29.

 

Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br



 

Parábolas de Jesus: O filho pródigo

 

ONDE ESTÁ?

A parábola do filho pródigo está registrada em Lc 15.11-32

RESUMO DA PARÁBOLA

Essa parábola conta a história de um homem que tinha dois filhos. O filho mais novo resolve pedir ao pai sua parte da herança e vai para uma terra distante viver sua vida como achava que deveria viver. Nessa terra distante ele vai gastando cada centavo do seu dinheiro com seus prazeres, até que todo o seu dinheiro acaba e ele vira quase um mendigo. No momento mais crítico ele sente atração até pela lavagem que era dada aos porcos, tamanha era a fome que sentia. Ele, então, se lembra da casa do pai e resolve voltar arrependido. É recebido com muita festa pelo pai e rejeitado pelo seu irmão mais velho.

Parábolas de Jesus: o filho pródigo

EXPLICAÇÃO

Muitas pessoas não sabem bem o que significa a palavra pródigo, que aparece normalmente no título que é dado a essa parábola. De acordo como o dicionário online Michaelis, significa: “Que despende com excessiva profusão; que desbarata os seus bens; dissipador, esbanjador, gastador, perdulário.” Essa parábola mostra Deus na figura do Pai. E mostra cada um de nós ou na figura do irmão mais velho, que rejeita a conversão de seu irmão, ou na figura do irmão mais novo, que vive uma vida cheia de pecados.

LIÇÕES DA PARÁBOLA

Talvez essa seja uma das parábolas capazes de nos dar o maior número de lições entre todas, pois é muito rica. Destaco algumas para nossa edificação:

Deus muitas vezes irá permitir que caiamos em nosso orgulho. Observe que o pai da parábola, mesmo estando vivo, deu a parte da herança ao filho mais novo. Ela não era obrigado a fazer isso, poderia inclusive proteger seu filho, negando-lhe e proibindo que ele fizesse aquela loucura, porém, ele permitiu, e sabia que seu filho iria sofrer por causa do seu orgulho e imprudência. Mas o pai tinha seus planos

 

A Mulher Sábia EDifica a Sua Casa - Provérbios 14.1

Pastor Gilberto Stefano

Tema: A mulher precisa ter qualidades, das quais, depende a felicidade do lar.
!Lar doce lar?. Provavelmente você já ouviu esta frase antes. Completa por si mesma, e alvo de muitas famílias, esconde dentro dela uma realidade conhecida por poucos, a qual, pode ser definida pelas palavras de Salomão: !Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com suas próprias mãos? (Pv 14:1). Em outras palavras, Deus está nos dizendo que a mulher precisa ter qualidades, das quais, depende o bom sucesso do seu lar. Não haverá um lar doce e feliz sem uma mulher sábia. Para confirmar o que estamos dizendo estudaremos a vida da mulher sunamita (2Re 4:8-37).

A mulher sábia há de ter os olhos voltados para a obra do Senhor; v. 9

A mulher sábia há de ter contentamento; v. 13 Em Pv 30:21,23 somos informados que !a terra se alvoroça...com uma mulher aborrecida (sem contentamento ! descontente com o que recebemos de Deus) quando se casa."

Algumas mulheres não precisam de muita coisa para se aborrecer. Se uma agulha se perde o mundo o ouvirá. Pensemos no descontentamento de algumas mulheres e em como isso afeta seus filhos, e muito mais, seus maridos. Não poderá o marido viver alegre, afinal, quem deveria alegrar-lhe está sempre triste e reclamando. A sunamita era jovem, provavelmente bonita, e, sendo casada com um homem bem mais velho, estava impossibilitada de ter filhos. Para uma mulher daquele tempo isso era uma sinal muito triste. Podia ela viver !aborrecida?, mas não! Ela está satisfeita. Quando o profeta quis devolver a benfeitoria ela prontamente recusou, alegando: !Eu vivo feliz no meio do meu povo?. Para ela o simples fato de viver entre as pessoas que a amava e a respeita já era motivo de ser feliz. Seria bom se todos tivessem consciência de quando estão realmente bem. O coração contente não precisa de muito para sentir-se feliz e em paz. Contrário isso é o espírito de descontentamento que paira sobre muitas mulheres.

Tal foi o caso de Raquel, que numa condição igual a da Sunamita disse ao seu marido: !Me dá filhos senão eu morro?. Além de viver descontente culpa o marido pelo fato (Pv 30:15; 17:1 )

A mulher sábia atrai as bênçãos do Senhor; v. 14-17

Sim, afinal, !Deus não é injusto para se esquecer do vosso trabalho? (Hb 6:10). Os lares mais felizes e abençoados são aqueles onde a mulher edifica um espírito de contentamento e gratidão, pois, mesmo as bênçãos não pedidas e inesperadas chegam como recompensa do temor ao Senhor. Deus tem prazer em contemplar o desejo secreto !...porque, vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes? (Mt 6:8). Veja a Sunamita. Mesmo sem pedir, Deus lhe deu !um filho?. Uma mãe contente é uma mãe que espera em Deus, e é isso que ela deve transmitir aos filhos.

A mulher sábia tem a confiança da sua família; v. 18-19

Como é bom ter alguém com quem podemos contar sempre. Veja o desespero desse velho homem quando seu filho ficou doente. Que poderia ele fazer com as dores do seu filho? Mas ele tem uma auxiliadora, e sabe que pode contar com ela. Sua ordem ao servo expressa isso: !Leva-o a sua mãe. E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos...". O filho precisa de um colo e o marido de um ombro. Você é uma mulher assim? Seu marido pode contar com você nas horas mais difíceis? És tu um amortecedor dos impactos? Que seja! Faça tudo para ser. Sua família precisa de você. O marido precisa de uma mulher em quem confiar, pois esse é o propósito de Deus para a esposa, ou seja, !ser-lhe uma adjutora? para que !o coração do seu marido está nela confiado? (Pv 31:11-12).

A mulher sábia não é alvoroçadora; v. 20-23

Este é o ponto x para muitas mulheres.

?A mulher louca é alvoroçadora; é néscia e não sabe coisa alguma." (Pv 9:13).

Certamente não era esse o caso da Sunamita. O filho que recebera veio a adoecer e morrer em seu colo. Poderia sair correndo, injuriando, amaldiçoando, e acusando seu marido pela fatalidade. Muitas mulheres são alvoroçadoras, ou seja, irrequietas, assustadas e barulhentas. O comportamento de mulheres assim nos dias de angústia faz da casa um verdadeiro campo de guerra. Sua agitação e gritaria causa tamanha confusão no lar que todos tendem a escapar de sua revolta. Mas a mulher Sunamita é sábia, e seu comportamento no dia da adversidade mostra uma calma impressionante que é fruto da fé verdadeira. Nenhuma palavra louca saiu de seus lábios. Imediatamente ela pensou em Deus, e foi logo falar com aquele que o representava. Do marido pede apenas algumas providências matérias, e para não abala-lo, diz-lhe: !Não se preocupe?. De fato, quando a mãe tem seu coração confiado em Deus o lar goza calma. Sim, tudo o que Deus faz é bom!

1. O alvoroço de Sara trouxe Ismael ao mundo.

2. O alvoroço de Rebeca quase causou um assassinato; Gn 27:13

Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. Tá bem. Pv 21:19

A mulher sábia confia seus filhos apenas a Deus! v. 25

Enquanto a maioria das pessoas de seu tempo consultaria os ídolos (I Re 1:2) a Sunamita vai diretamente a Deus. É fato que o desespero tem feito muitas mães levar sua casa para a idolatria, para os charlatões da fé, e para o espiritismo. A Sunamita tem consciência de que somente Deus pode ajuda-la. Tinha tal confiança na bondade de Deus, que estava pronta para crer que Ele restauraria o que havia agora retirado. Finalmente o filho amado foi restaurado vivo à sua mãe. Colocar um filho nas mãos de Deus e te-lo eternamente. Que o esforço maior de uma mãe seja o de por seus filhos nas mãos do Senhor.

A mulher sábia jamais ficará desamparada: 2Re 8:1-6

Autor: Pastor Gilberto Stefano
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

O HOMEM DO PECADO

Nos capítulos anteriores já tocamos algo no Homem do Pecado, mas agora viemos estudá-lo mais de perto. Antes de prosseguirmos, vire o estudante e leia as passagens seguintes: 2 Tess. 2:3-10; Apoc. 11:1-7,13; 16:13-16,17; 19:17-20; Dan. 7:8-27; 8:8-25. Estas duas últimas passagens têm referência a Antiôco Epifano, o tipo do Homem do Pecado.

I. A IDENTIDADE DO HOMEM DO PECADO

1. É PARA SER UM INDIVÍDUO ATUAL

Como afirmado antes, interpretamos qualquer passagem da Escritura literalmente, a menos que haja alguma coisa na passagem, ou no contexto, ou em alguma outra Escritura que indique um sentido figurativo. Não achamos nenhuma razão, absolutamente, para tomarmos a descrição do Homem do Pecado de outra maneira que não literalmente. Nenhuma instituição ou agência podia sentar-se no templo de Deus. Vide 2 Tess. 2:4.

2. ELE E A BESTA DO APOCALIPSE DEVEM SER O MESMO INDIVIDUO

Sustentamos esta convicção pelas seguintes razões:

(1). Ambos devem ocorrer os seus curso durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo

Abaixo mostramos ser isto verdade do Homem do Pecado. E num capítulo anterior mostramos que a seção do livro em que se recorda a carreira da besta pertence a esse período.

(2). Suas atividades são igualmente descritas

2 Tess. 2:4-10; Apoc. 13:6-8.

(3). Ambos são para serem destruídos na vinda final de Cristo à terra.

2 Tess. 2:8; Apoc. 19:11-20

3. ELE É PARA SER UM REI MUNDANO COM ASSENTO DE PODER EM ROMA

Vide Apoc. 17:1-11. Sustentamos os sete montes (v. 9) como as sete célebres colinas de Roma. Os cinco reis caídos, sustentamos ser Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia. A que então era cremos que foi Roma pagã. A que ainda era para vir foi Roma "Cristã", ou o Santo Império Romano, assim chamado. Os primeiros seis reinos (o termo para reis significando tanto reis como reinos) culminaram no sétimo. A besta é para ser o oitavo rei e seu reino combinara todo o poder e malícia dos sete. A ferida mortal em uma das cabeças da besta (Apoc. 13:3) tomamos por representar a queda de Roma, A. D. 476. Referimos a cura da ferida ao restabelecimento do Império Romano com sua capital em Roma sob o reinado da besta. O mar do qual se vê surgir a besta (Apoc. 13:1; 17:1,15) tomamos por representar a massa da humanidade em ebulição, turbulenta, revolucionária, à qual serão os habitantes da terra pelo rapto dos santos.

Não achamos fundamento satisfatório para sustentarmos que o Homem do Pecado será Judas reencarnado. Certo é que Deus não operaria ativamente semelhante reencarnação. E o diabo não tem o poder de operá-la. Ele pode possuir e dominar os homens, mas ele atualmente não pode encarnar-se nem reencarnar os seus falecidos seguidores. A base da noção que o Homem do Pecado será Judas reencarnado, o fato dele ter sido chamado "um diabo" (João 6:70), e "o filho da perdição" (João 17:12) e ter isso "para o seu próprio logar" (Atos 1:25), é insuficiente para estabelecer uma idéia tão radical. A esta e outras noções concernentes ao Homem do Pecado consideramos como fantasiosas.

Nem há fundamento escriturístico para referir-se ao Homem do Pecado como o Anticristo em qualquer sentido exclusivo. Só João nas suas epístolas usa o termo, aplicando-o aos falsos mestres do seu dia que negavam humanidade de Cristo (1 João 2:18-22; 4:3,4; 2 João 7). E João disse que havia muitos deles no mundo. O prefixo "anti" pode significar contra ou em vez de. Não há evidencia de João o ter dado no último sentido: usou-o exclusivamente como aplicado àqueles que eram contra Cristo; aqueles que negavam que Jesus era o Cristo ( ). Não há evidência que os falsos mestres a que se referiu João tentaram estabelecer qualquer deles como o Cristo.

O Homem do Pecado, será um anticristo, porém identificá-lo como "o Anticristo", num sentido exclusivo, e então tomar o prefixo para significar em vez de , inferindo que ele será um judeu e confundir-se-á com Cristo, está sem garantia. O Homem do Pecado sentar-se-á no templo e exigirá culto, mas ele podia fazer isso sem impor-se como o Messias.

Como um tipo disto, Antiôco Epifano erigiu a estátua de Júpiter Olimpo sobre o altar da oferta queimada. Os sete precursores da besta ou do Homem do Pecado não eram judeus. Sustentamos que o Homem do Pecado será romano (italiano).

II. O TEMPO DA SUA CARREIRA

1. É PARA SER REVELADO NO ÍNTERIM ENTRE AS DUAS FASES DA VINDA DE CRISTO

Como já assinalamos previamente, nenhum indivíduo que cumpriu a descrição do Homem do Pecado ainda se revelou na terra. Pensam alguns que a linha papal é o Homem do Pecado, mas nenhum papa se sentou jamais no templo de Deus. O Vaticano não é o templo de Deus. O cristianismo apóstata não é o templo de Deus; pelo contrário, é a habitação de demônios (Apoc. 18:2). A revelação do Homem do Pecado está sendo agora impedida por algum indivíduo (2 Tess. 2:6,7). Cremos que este empecilho é o Espírito Santo habitando em todo verdadeiro crente (1 Cor. 6:19) e em toda a verdadeira igreja do Novo Testamento (1 Cor. 3:16). É a influência retentora do Espírito Santo, exercida através de crentes, que agora impede a revelação do Homem do Pecado. Assim os crentes são o sal da terra (Mat. 5:13). Retirar do caminho o empecilho, então significará a remoção do Espírito Santo da terra ( ). Isto requererá tirar da terra todo o verdadeiro crente. Desde que isto ocorrerá na primeira fase da vinda de Cristo (1 Tess. 4:15-17), a revelação do Homem do Pecado não se pode dar até depois da primeira fase da vinda de Cristo. E desde que ele é para ser consumido e destruído na segunda fase da vinda de Cristo (2 Tess. 2:8), ele deve ser revelado e deve ocorrer seu curso durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo.

2. A DURAÇÃO DE SUA CARREIRA SERÁ DE QUARENTA E DOIS MESES

Apoc. 13:5. É para ser revelado aí pelo meado do período da grande tribulação e para continuar através da última parte dele. Interpretamos os quarenta e dois meses literalmente porque isso parece mais conveniente em vista de todas as outras indicações de tempo. Três anos e meio respondem bem a "um tempo, tempos e metade de um tempo", durante o qual ele (evidentemente o homem do pecado tipificado em Daniel) "espalhará o poder do povo santo (os judeus)" (Dan. 7:25; 12:7), durante o qual a mulher (a quem tomamos por representar a nação judaica) é para habitar no deserto (Apoc. 12:14).

III. SUAS ATIVIDADES

1. SENTAR-SE-Á NO TEMPLO, PRETENDENDO SER DEUS

Vide 2 Tess. 2:4. O templo em que o Homem do Pecado se sentará é sem dúvida o templo judaico restaurado, o qual será o centro do culto durante o milênio. Toda igreja do Novo Testamento é um templo de Deus (1 Cor. 3:16). Mas isto não podia ser o que se quer dizer em 2 Tess. 2:4. Estar sentado numa igreja local não seria suficiente para satisfazer a ambição deste monstro de iniqüidade. E seguramente a Escritura indica uma exaltação mais ousada e extensível do que esta. A referência em 2 Tess. 2:4 não podia ser a um cristianismo apóstata, porque, como já observamos, um cristianismo apostata não é o templo de Deus; pelo contrário, é a habitação de demônios (Apoc. 18:2). A referência é certamente ao templo judaico que é para ser restaurado pelos judeus em Jerusalém algum tempo durante a grande tribulação no seu período. Isto, parece claro, é o templo que vem à vista em Apoc. 11:1,2.

Não cremos que o Homem do Pecado se sentará pessoalmente no templo, mas será representado lá pela sua imagem (Apoc. 13:14-17). É assim que ele pretenderá ser Deus e não se impondo como o Messias. Se ele desejasse ser reconhecido como Messias, o senso comum proibiria a concessão de exigir adoração de sua imagem.

2. ELE FARÁ A INDUSTRIA PROSPERAR

Dan. 8:25. Ele dará ao mundo o novíssimo de todos os "novos tráficos"; será um grande líder industrial.

3. ELE FARÁ MUITAS COISAS ARROGANTES

Dan. 7:25; 8:10-12,23,24.

4. ELE SUSTENTARÁ A IGREJA CATÓLICA ROMANA E RECEBERÁ DELA PATROCÍNIO

Apoc. 17:2-6. Tomamos a grande meretriz por representar a Igreja Católica Romana (Apoc. 17:1-7). Sua indumentária e ornamentos retratam a riqueza da Igreja Católica Romana. As abominações são suas doutrinas e práticas. A fornicação representa o seu adultério espiritual em estar esposada com o Papa em vez de com Cristo. As prostitutas das quais ela é a mãe são denominações protestantes. Ela estar "Bêbada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus" retrata sua perseguição contra verdadeiros crentes (particularmente batistas) através das idades médias e das trevas. De Apoc. 18:4 achamos que mesmo na hora exata de sua destruição ela terá alguns dos de Deus nela, como sem dúvida ela tem neste tempo. E o mandamento de Deus agora é o mesmo que será no fim: "Sai dela, povo meu, para não serdes participantes dos seus pecados e para que não recebais suas pragas". Dizemos que a besta sustentará a Igreja Católica Romana porque vemos, primeiro, a meretriz cavalgando a besta (Apoc. 17:1-12). Dizemos que a beta receberá o patrocínio da Igreja Católica Romana porque consideramos a segunda besta (Apoc. 14:11-17) como o Papa. Notai que esta segunda besta tem a aparência de um cordeiro. Representa isto a professada santidade do Papa. Notai também que, em contraste com a primeira besta, a segunda besta levantar-se-á da terra (Apoc. 13:11). A primeira besta erguer-se-á do (o mar) tumulto e revolução. A segunda terá uma fonte sólida, compacta, regulada, ? o sistema Católico Romano.

5. MAS, FINALMENTE, ELE E SEUS DEZ REIS VIRAR-SE-ÃO CONTRA A MÃE DAS PROSTITUTAS E A DESTRUIRÃO

Apoc. 17:16,17.

6. ELE PERSEGUIRÁ OS JUDEUS

Dan. 7:25; Apoc. 11:7; 13:7. Isto será ocasionado sem dúvida pela recusa dos judeus de se curvarem à sua autoridade e adorarem sua imagem.

7. FINALMENTE, ELE CONDUZIRÁ OS REIS DA TERRA E SEUS EXÉRCITOS CONTRA JERUSALÉM PARA A BATALHA DE ARMAGEDÃO

Apoc. 16:13-16; 19:17-21. Consideramos o falso profeta mencionado nestas passagens como sendo idênticos com a segunda besta ? o Papa, que, após a destruição da Igreja Católica Romana, ficará em liga com a Besta. A batalha de Armagedão prenderá nossa atenção no capítulo seguinte.

 

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos, 12/05
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

A EXISTÊNCIA DE DEUS

Capitulo 1 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica

T.P. Simmons

 

A Existência de Deus

 

O fato da existência de Deus é tanto do ponto de partida bíblico quanto lógico para um estudo sistemático da doutrina bíblica. É do ponto de partida das Escrituras que o primeiro versículo da Bíblia informa-nos disso. É da parte lógica o fato da existência de Deus ser subjacente a todas as outras doutrinas Bíblicas. Sem a existência de Deus, todas as outras doutrinas da Bíblia seriam sem sentido.

John Gill, em seu "Corpo Da Divindade" (p. 1) observa com muita propriedade: "Eu devo começar com o Ser de Deus e provas e evidências disso; que é o fundamento de toda religião, pois se não há Deus, a religião é uma coisa vã e não importa o que nós acreditamos, nem o que fazemos, uma vez que não há um Ser Superior a quem devamos prestar contas de fé ou prática.”

Em comentando sobre o primeiro versículo de Gênesis, o professor Herbert W. Morris, em "A Ciência e a Bíblia" (p. 25) diz: "Assim se abre o livro de Deus com o anúncio de uma verdade que nenhum processo de raciocínio poderia ter alcançado, e uma declaração de fato que nenhuma filosofia jamais poderia ter revelado. Nada pode exceder a grandeza do pensamento, nada supera a adequação das palavras, como uma introdução ao livro Sagrado. Olhando para trás toda a gama de resíduos de todas as eras passadas, esta frase da sublimidade divina, como um arco mágico, está no fechamento de fronteiras da eternidade passada, além dele são o silêncio e a escuridão da noite eterna; dele é a fonte das epocas e cenas e acontecimentos de todo o tempo ".

 

I. A EXISTÊNCIA DE DEUS ESTÁ ASSUMIDA NA BÍBLIA.

A Bíblia inicia por assumir e declarar a existência de Deus, sem cometimento para prová-la. Isto é um fato digno de nota. Ao comentá-lo, diz J. M. Pendleton em "Doutrinas Cristãs": “Moisés, sob inspiração divina, têve, sem dúvida, as melhores razões para o curso que ele tomou.” O autor crê que há três boas razões pelas atitudes adotadas por Moisés, a saber:

1. ISRAEL, EM CUJO BENEFÍCIO MOISÉS ESCREVEU PRIMARIAMENTE, JÁ CRIA EM DEUS

Daí, o propósito de Moisés, que foi mais prático que teológico, não exigiu uma discussão de provas da existência de Deus.

2. AS EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS SÃO VISÍVEIS E VIGOROSAS

Assim, foi desnecessário, mesmo para a raça humana como um todo, que um discurso prático tratasse das evidências da existência de Deus. Mas o nosso estudo é teológico bem como prático; logo, é-nos oportuno notar estas evidências visíveis e vigorosas.

"Alguns, porque o ser de Deus é o primeiro princípio, que não deve ser contestado, e porque não há uma proposição auto-evidente a ser refutada; têm pensado que não deve ser admitido como uma questão de debate; mas uma vez que essa é a malícia de Satanás, como sugerir o contrário para as mentes dos homens, e tal a fraqueza de alguns bons homens a serem perseguidos e angustiados diante das dúvidas sobre isso, às vezes, não pode ser impróprio para procurar fortalecer nossas mentes com razões e argumentos contra essas sugestões" (Corpo da Divindade - Gill, p. 1).

Essas evidências nos vêm da:

(1) Criação Inanimada

A. A matéria não é eterna e, portanto deve ser criada.

George McCready Price, autor de "Fundamentos da Geologia" e outros livros científicos, diz: "Os fatos da radioatividade proíbem muito positivamente a eternidade passada da matéria. Daí, a conclusão é silogística: a matéria deve ter se originado em algum tempo no passado..." (Q. E. D., pág. 30). O Professor Edward Clodd diz que "tudo aponta para uma duração finita da criação atual" (História da Criação, pág. 137). "Que a forma presente do universo não é eterna no passado, mas começou a ser, não somente a observação pessoal mas seu testemunho da geologia nos assegura isso" (Strong, Teologia Sistemática, pág. 40).

B. A matéria deve ter sido criada por outro processo que não os naturais; logo, a evidência de um criador pessoal.

Diz o Prof. Price.: "Há uma ambigüidade de evidência. Tanto quanto a ciência moderna pode lançar luz sobre a questão, deve ter havido uma criação real dos materiais pelo qual se compõe o nosso mundo, uma criação inteiramente diferente, tanto em qualidade como em grau, de algum processo contínuo". (Q. E. D. pág. 25). A origem das coisas não se pode computar sobre uma base naturalística. Buscando assim, Darwin foi obrigado a dizer: "Estou num lamaçal desesperado." Seria sensato acreditar que os livros são escritos pelas forças residentes no alfabeto e pela operação das leis da ortografia e gramática como acreditar que o universo foi criado por forças residentes em matéria e da operação da lei natural. "Assim, as investigações da ciência moderna, em qualquer ponto do início do horizonte, converge e se une na grande e fundamental verdade, de que “NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA” (Herbert W. Morris, Ciência e Bíblia, p. 30).

“Cada pessoa pensativa acredita em uma série de causas e efeitos na natureza, cada efeito tornando-se a causa de outro efeito. Agora, a aceitação disso como um fato logicamente nos obriga a admitir que deve haver um começo para qualquer série, ou seja, nunca poderia ter havido primeiro o efeito se não houvesse a Causa primária. Esta primeira Causa para mim é deidade, e porque eu não posso dizer onde a Primeira Causa surgiu não há razão suficiente para negar que Ele existe, senão assim também poderia negar a existência do efeito milionésimo, que, por causa do argumento, pode acontecer de ser deste mundo. Veja bem, se eu admitir uma causa como nunca tendo existido, eu sou obrigado, eventualmente, por indução a chegar à primeira causa”(R.A.L, em um folheto, “A Razão do Por que” , Irmãos Loizeaux, Edições).

(2) Criação Animada

A. A Matéria Viva não pode provir da não-viva.

Escrevendo no "London Times", disse Lord Kelvin: "Há quarenta anos perguntei a Liebig, andando nalgum lugar pelo campo, se ele acreditava que o capim e as flores que víamos ao nosso redor cresciam por meras forças químicas". Ele respondeu: "Não mais do que eu podia crer que um livro de botânica que as descrevesse pudesse crescer por meras forças químicas". Numa preleção perante o Instituto Real de Londres, Tyndall afirmou candidamente os resultados de oito meses de árduas experiências como segue: "Do princípio ao fim do inquérito não há, como visto, uma sombra de evidência a favor da doutrina de geração espontânea ... Na mais baixa como na mais elevada das criaturas organizadas o método da natureza é: que a vida será o produto de uma vida antecedente". O Professor Conn diz: "Não há a mais leve evidência de que a matéria viva possa surgir da matéria morta. A geração espontânea está universalmente vencida" (Evolução de Hoje, pág. 26). E o Sr. Huxley foi forçado a admitir: "A doutrina que a vida somente pode vir da vida está vitoriosa em toda a linha" (O Outro Lado da Evolução, pág. 25).

B. Desde que a matéria não é eterna, a vida física, que envolve a matéria viva, não pode ser eterna.

O fato de a matéria não ser eterna proíbe a suposição que a vida física é o resultado de uma série infinita de gerações. E desde que, como vimos, a matéria não pode provir da não-viva, somos forçados a aceitar o fato de um criador pessoal, não-material. Que este é um fato que nem mesmo a teoria da evolução pode eliminar adequadamente foi francamente declarado por este consciecioso evolucuionista Professor Drummond, que dsse: “Em vez de abolir o lado criativo a evolução demanda por isso. Em vez de se opor à Criação, todas as teorias começam por assumi-la" (A Ascensão do Homem).

(3) Ordem, Desígnio e Adaptação no Universo,

Nós vemos a ordem maravilhosa no sistema planetário, onde se encontram "não os resultados desconectados e chocantes de azar", sob o qual teria pelo menos " mil chances contra a conveniência e segurança para uma em seu favor," mas sim "nós encontramos o sistema como ele existe - livre de todas esses perigos e inconveniências," com todos "os planetas se deslocando em órbitas que garantem a segurança perfeita para todos e as maiores vantagens para cada um." Isto tem sido provocada “pela forma mais uniforme e matematicamente exato ajuste de número, peso e medida em todas as partes, apresentando a evidência mais convincente de que o todo é o trabalho de uma Mente Onipotente e Compreensiva" (Morris, da Ciência e da Bíblia, p. 309, 312).

A importancia total do exposto só pode ser apreciada quando levamos em consideração a atração mútua de todos os planetas e seus satélites, através da qual os planos equatorais são transferidos, os pólos norte são feitos para vagar,eixos de rotação, as velocidades orbitais alterados, e os planetas são puxados para fora do elipse plano, caso contrário, eles segueriam. Nosso sistema solar está arranjado de tal forma que estas perturbações são oscilatórias ou cíclicas. "Agora tudo isto, como Laplace e Lagrange têm demonstrado, é assegurado por três ajustes específicos e distintos, a saber, os movimentos dos planetas, sendo na mesma direção, suas órbitas serem de pequena excentricidade, e essas serem ligeiramente inclinadas para o outro" (Morris, Ciência e a Bíblia, p. 317). A este pode ser adicionado outros três ajustes, a saber, a imensa força gravitacional do sol, a grande distância entre os planetas, e o fato de que dois planetas não ficam em oposição (formam uma linha com o sol no mesmo lado do sol), na mesmo lugar de sua órbita por vez. “Nós ainda assim vemos que a eliptica está em contante mudança na forma elíptica; que a órbita da terra oscila para cima e para baixo; que o pólo norte firmemente tranforma seu dedo indicador sob um mostrador que marca 26,000 anos; que a terra precisamente está solta no espaço, que gentilmente acena para a atração do sol, da lua e planetas. Assim, as mudanças estão ocorrendo, que acabaria totalmente invertendo a ordem da natureza. Mas cada uma dessas variações tem seus limites além dos quais ele não pode passar.” (Steele, Nova Astronomia descritiva. p. 112). “Quem pode contemplar essa prova da beleza e da perfeição do sistema planetário, e não curva em reverência e adoração diante do Arquiteto Onisciente do Céu, dizendo: Grandes e maravilhosas as tuas obras de arte, Senhor Deus Todo-Poderoso, Tu és maravilhoso em conselho e excelente no trabalho”. (Morris, ibid, p.317)

Vemos o modelo maravilhoso no qual a terra foi posta na distância exata para receber o sol, sob todas as circunstâncias que predominam, o benigno benefício de receber os raios vivificadores e não ser queimado pelo calor inimaginável.

Esta distância vantajosa da terra do sol é vista como extremamente notável, ao refletirmos sobre o fato de que ela seja mantida, porque é aqui que a força atrativa da gravidade é exatamente empatada pela força antagônica do impulso centrífugo da terra. A força atrativa da gravidade entre a terra e o sol é dependente do tamanho e densidade (que determinam as "massas") de ambos, a terra e o sol, juntamente com a distância entre a terra e o sol. A força centrífuga da terra depende da massa da terra, sua velocidade de movimento em que giram em torno do sol, e sua distância do sol. Mude a massa de uma terra ou o sol materialmente, ou alterar a velocidade da terra materialmente, e da distância da terra do sol seria substancialmente alterado automaticamente. "A distância de um planeta do sol, outras coisas sendo iguais, determina a quantidade de luz e calor. Se, portanto, a terra e os seus ocupantes, como agora constituída, foram colocados mais perto do sol, ou muito longe dele, a mudança seria atendida com conseqüências fatais. Se fosse transferido, por exemplo, mover-se na órbita de Mercúrio, nossa luz e calor seria aumentada sete vezes, e o esplendor do brilho do sol iria extinguir a nossa visão, e a intensidade de seus raios secariam rapidamente todos os fluídos em nossos corpos. Por outro lado, fosse a terra levada a girar na órbita distante de Saturno, nossa luz e calor seriam apenas parte de um nonagésimo do que nós apreciamos agora, e os raios fracos e dispersos do sol dificilmente nos permitiria distingui-lo de uma estrela, ou melhor, antes que pudesse lançar a ponto de fazer tal observação, o frio imensurável nos transformaria em uma pedra de gelo. Vemos, então, que o nosso globo pode ter sido movido uma centena de diferentes distâncias muito perto do sol, e em mil outras distâncias muito longe dele, para ser uma morada adequada para os seus habitantes presentes. Mas vamos encontrá-lo colocado em uma órbita onde a temperatura está exatamente adaptada à constituição corporal e o grau de luz preciso aos órgãos visuais, dos seus inquilinos viventes. Para quem, então, devemos atribuir essa coincidência extraordinária, esta adaptação feliz e universal? Ao acaso? ou para a previsão da Mente Infinita? "(Morris, Ciência e a Bíblia, p. 282).

Observamos a adaptação surpreendente na aptidão das coisas que foram previstas para o homem. Leva o ar que respiramos e apenas um dos inúmeros exemplos. A atmosfera é composta de aproximadamente 21 partes de oxigênio e setenta e oito partes de nitrogênio. (A outra parte é composta de dióxido de carbono, hidrogênio, argônio, hélio, neônio, criptônio e xenônio, misturado com uma quantidade variável de vapor de água, poeira e matéria orgânica). Essas proporções de oxigênio e nitrogênio são exatamente aqueles que mais se adequa às necessidades do homem. Se a quantidade de nitrogênio foram significativamente aumentada, todas as funções do corpo humano seria realizada com tanta dificuldade e dor a ser interposto, eventualmente, a uma paralisação. Se a proporção do oxigênio fosse aumentado consideravelmente, todos os processos da vida iriam se acelerar a um ritmo febril que os corpos de todos os homens e os animais em breve seriam queimados. Algumas outras proporções desses gases seriam transformados pelo calor para venenos mortais. De fato, fora uma centena de proporções possíveis de oxigênio e nitrogênio, temos a única perfeitamente adaptada às necessidades do homem e animais.

Não é inoportuno salientar ainda as disposições que foram feitas para manter as proporções, em circunstâncias normais, sem variação perceptível. Quando os homens e os animais respiram tomam grande parte do oxigênio do ar e devolvem o nitrogênio. Além disso, a pequena quantidade de oxigênio que é exalada por homens e animais é combinado com carbono para formar o dióxido de carbono, que é imprópria para a respiração. Muito dióxido de carbono também são despejadas na atmosfera pelos processos de combustão e decomposição. Mas o equilíbrio é mantido. O nitrogênio é mais leve que o ar. Conseqüentemente, quando ele é exalado, ele sobe; para nunca mais voltar até que ele seja mais uma vez misturado com a proporção adequada de oxigênio. O dióxido de carbono é mais pesado que o ar e, portanto, se estabelece, de modo a tornar-se disponível para a vegetação, o que retira o carbono para sustentar seu crescimento e retorna a maior parte do oxigênio no ar. Também as folhas das plantas, sob a influência da luz do sol, libertam um suprimento extra de oxigênio. Assim, por um sistema bem ajustado de compensação, o ar que respiramos é mantido adequado para sustentar a vida. Não há explicação natural deste, já que o nitrogênio e oxigênio na atmosfera não entram em um composto, mas continuam livres.

Tudo isso evidencia um Criador Inteligente. É suficiente para convencer a todos, exceto aqueles que são deliberadamente cegos. Poderíamos, assim acreditar que é só por acidente que os rios nos países civilizados sempre correm pelas cidades quanto de acreditar que a ordem universal, desígnio, e adaptação manifestos no universo são produtos de um concurso fortuito de átomos.

(4) A Consciência Humana

Para fins práticos, a consciência pode ser definida como a faculdade ou poder humano de aprovar ou condenar suas ações numa base moral. O apóstolo Paulo, um dos maiores eruditos do seu tempo, afirmou que os pagãos, que não tinham ouvido de Deus ou de Sua lei, mostravam "a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os" (Romanos 2:15). Paulo assim afirmou de homens que não aprenderam de um padrão moral autorizado tinham um senso comum do certo e do errado. Eruditos modernos nos dizem que os povos mais rudimentares da terra têm consciência.

Não se pode dizer, portanto, que o homem tem consciência por causa dos ensinos morais que ele recebeu. Não se pode duvidar que a instrução moral aguça a consciência e faz sua sensibilidade mais pungente; mas a presença da consciência no pagão ignorante mostra que a educação moral não produz consciência.

A consciência, então, nos informa da existência da lei. A existência da lei implica a existência de um legislador; logo a consciência humana atesta o fato da existência de Deus.

(5) A Bíblia

A referência aqui não é o testemunho da Bíblia sobre a existência de Deus. É ilógico dar autoridade Bíblica como prova da existência de Deus, porque a autoridade Bíblica implica a existência de Deus. Tal conduta inicia o questionamento. Mas a referência é a -

A. A natureza do conteúdo da Bíblia

Bem falado foi que a Bíblia é um livro que o homem não o podia ter escrito, se o quisesse, como não o teria escrito, se pudesse. Ela revela verdades que o homem, deixado a si mesmo nunca poderia ter descoberto. Uma discussão mais ampla deste fato virá no próximo capítulo. E, se o homem pudesse, por que escreveria ele um livro que o condena como criatura pecaminosa, falida, rebelde, merecendo a ira de Deus? É da natureza humana condenar-se assim a si mesmo?

B. A profecia cumprida

O cumprimento minucioso de dezenas de profecias do Velho Testamento está arquivado no Novo Testamento, o qual traz a evidência interna de uma história verossímil. O cumprimento da profecia evidencia um Ser Supremo que inspirou a profecia.

C. A Vida de Jesus

Aceitando o testemunho do Evangelho como possuindo as credenciais de uma história verossímil, vemos em Jesus uma vida singular. Nem a hereditariedade, nem o ambiente, as duas forças naturais na formação do caráter, podem dar conta de Sua vida. Assim temos evidência de um Ser Divino que habitou Jesus.

D. A Ressurreição de Jesus

A ressurreição de Jesus, como um fato sobrenatural e bem atestado mostra que Ele era divino. Temos assim subsequente evidência de que há um ser divino.

Prova da ressurreição de Jesus. Depois de ouvir uma conversação num trem entre dois homens que discutiam a possibilidade de ser enganado sobre a ressurreição de Jesus, W. E. Fendley, advogado de Mississippi, escreveu um artigo que foi publicado no "Western Recorder" de 9 de dezembro de 1920. Ele abordou a matéria como advogado e deu as três seguintes razões para negar a plausibilidade da sugestão que o corpo de Jesus foi roubado: (1) "Não era ocasião oportuna para roubar o corpo". O fato que três festas judaicas ocorreram no tempo da crucificação certifica que as ruas de Jerusalém estariam cheias de gente. Por essa razão o Sr. Fendley diz que não era boa ocasião para roubar-se o corpo. (2) "Havia cinco leis com pena de morte ligadas ao roubo do corpo e nenhuma delas foi imposta ou executada". As penalidades são dadas como sendo: primeira, por permitir que o selo fosse rompido; segunda, por quebrar o selo; terceira, por roubar o corpo; quarta, por permitir roubar o corpo; quinta, por dormir quando em serviço. (3) "Nego outra vez o alegado sobre o fundamento de testemunho premeditado e não premeditado." E então ele mostra como os soldados vieram do sepulcro e disseram que um anjo os enxotara de lá e que, quando peitados pelos fariseus, disseram que o corpo de Jesus fora roubado enquanto eles, soldados, dormiram.

O Sr. Fendley prossegue dando cinco pontos dos quais as pessoas devem acreditar para crer no relatório dos soldados, que são:

(1) "Devem crer que sessenta e quatro soldados romanos sob pena de morte dormiram todos de uma vez". (2) "Devem aceitar o testemunho dos dorminhocos". (3) "Devem crer que os discípulos, que estavam tão medrosos, todos de uma vez se tornaram tremendamente ousados". (4) "Outra vez, devem crer que os ladrões tiveram bastante tempo de dobrar as roupas mortuárias e colocá-las ordenadamente ao lado". (5) "Também devem crer que esses discípulos arriscariam suas vidas por um impostor defunto, quando o não fizeram por um Salvador vivo".

3. O FATO DA EXISTÊNCIA DE DEUS É ACEITO QUASE UNIVERSALMENTE

Isto se dá como a terceira razão que justifica o curso seguido por Moisés em assumir e declarar o fato da existência de Deus sem oferecer quaisquer provas. A aceitação universal pode ser ainda uma maior evidencia da existência de Deus. Os raros que negam a existência de Deus são insignificantes. "As tribos mais baixas tem consciência, temem a morte, crêem em feiticeiras, propiciam ou afugentam maus destinos. Mesmo o fetichista, que a uma pedra ou a uma árvore chama de um deus, mostra que já tem a idéia de Deus" (Strong, Teologia Sistemática, pág. 31). "A existência de Deus e a vida futura são em toda a parte reconhecidas na África" (Livingstone). O grande Plutarco resumiu tudo na seguinte citação famosa dele: "Se você passar por cima da terra, você pode encontrar cidades sem muralhas, letras, reis, casas, riqueza e dinheiro, desprovido de teatros e escolas, mas uma cidade sem templos e deuses, e onde não há uso de orações, juramentos e oráculos, nem sacrifícios para obter o bem ou evitar o mal, ninguém nunca viu.” Cícero diz bastante verdadeiramente: "O consentimento de todas as nações em algo é tido como a lei da natureza", e ele se refere às noções sobre Deus, como implantados e inata.

Os homens sentem instintivamente a existência de Deus. Por que, então, alguns a negam? É por causa de falta de evidência? Não, é somente por não lhes agradar este sentimento. Ele os perturba na sua vida pecaminosa. Portanto, conjuram argumentos que erradiquem o pensamento de Deus de suas mentes. Todo ateu e agnóstico lutam, principalmente para convencer-se. Quando eles apresentam os seus argumentos a outrem, é em parte por um desejo de prová-los e em parte em defesa própria, nunca por um sentimento que suas idéias podem ser de qualquer auxílio a outros.

Um ateu é um homem que, por amor ao pecado, entremeteu-se na sua mente e a trouxe a uma condição de guerra com o seu coração em que a mente assalta o coração e tenta arrebatar dele o sentimento de Deus. O coração contra-ataca e compele a mente a reter o pensamento de Deus. Neste prélio a mente, portanto, está constantemente procurando argumentos para usar como munição. Ao passo que descobre esses argumentos, desfere-os contra o coração com o mais alto barulho possível. Isto é porque o ateu gosta de expor seu pensamento. Está em guerra consigo mesmo e ela lhe dá confiança quando ele ouve seus canhões roncarem.

Há muitas evidências de que a mente do ateu nunca é totalmente vitoriosa sobre o seu coração. "O número de ateus verdadeiramente especulativos foram muito poucos, se algum; alguns têm afirmado corajosamente sua descrença de Deus, mas é uma questão de saber se os seus corações e bocas concordaram, pelo menos eles não foram capazes de manter sua incredulidade longa sem algumas dúvidas e medos" (Gill, Corpo da Divindade, p. 3). Shelley, que foi expulso de Oxford por ter escrito um panfleto sobre a "Necessidade do Ateísmo", tinha prazer em pensar de um “belo espírito intelectual permeando o universo." Voltaire diz-se que orou numa tempestade alpina e, ao morrer, disse: "Ó Deus, se existe um Deus - tenha piedade de mim?" Portanto podemos concluir com Calvino: "Aqueles que justamente julgam sempre concordam que há um sentimento indelével da divindade gravado sobre as mentes dos homens." Não há nenhuma explicação racional dessa "lei da natureza", exceto na hipótese de que Deus existe.

Antes de passar adiante, presume-se bem notar as fontes desta crença quase universal na existência de Deus. Há duas fontes desta crença; a saber:

(1) A Tradição.

Cronologicamente, nossa crença em Deus vem da tradição. Recebemos nossas primeiras idéias de Deus de nossos pais. Não há dúvida que isto tem sido verdade de cada sucessiva geração desde o princípio. Mas não basta a tradição para dar conta da aceitação quase universal do fato da existência de Deus. O fato que somente uns poucos repelem esta aceitação (é duvidoso que alguém sempre a rejeite completamente) mostra que há uma confirmação íntima na crença tradicional da existência de Deus. Isto aponta-nos à segunda fonte desta crença, que é:

(2) Intuição.

Logicamente, nossa crença em Deus vem da intuição. Intuição é a percepção imediata da verdade sem um processo cônscio de arrazoamento. Um fato ou verdade assim percebidos chama-se uma intuição. Intuições são "primeiras verdades", sem as quais seria impossível todo pensamento refletivo. Nossas mentes são constituídas de tal modo a envolverem estas "verdades primárias" logo que se apresentem as devidas ocasiões.

A. Prova que a crença quase universal em Deus procede logicamente da intuição e não da razão.

(a) A grande maioria dos homens nunca tentou raciocinar ao fundo do fato da existência de Deus, nem são capazes de tal raciocínio que serviria para lhes fortificar a crença na existência de Deus.

(b) A força da crença dos homens na existência de Deus não existe em proporção ao desenvolvimento das faculdades raciocinantes, como seria o caso se essa crença fosse primariamente o resultado de raciocínio.

(c) A razão não pode demonstrar cabalmente o fato da existência de Deus. Em todo o nosso raciocínio sobre a existência de Deus devemos começar com admissões intuitivas que não podemos demonstrar. Assim, quando os homens aceitam o fato da existência de Deus, aceitam mais do que a exata razão que os levaria a aceitarem.

B. A existência de Deus como "Verdade Primária".

(a) Definição. "Uma verdade primária é um conhecimento que, conquanto desenvolvido em ocasiões de observação e reflexão, delas não se deriva - um conhecimento, pelo contrário, que tem tal prioridade lógica que deve ser assumido ou suposto para se fazer qualquer observação e reflexões possíveis. Tais verdades não são, portanto, reconhecidas como primeiras em ordem de tempo; algumas delas assentam depois com um maior crescimento da mente; pela grande maioria dos homens elas nunca são conscienciosamente formuladas de modo algum. Contudo, elas constituem a presunção necessária sobre a qual descansa todo conhecimento, e a mente não tem nem a capacidade inata de envolvê-las logo que se apresentem as devidas ocasiões, mas o reconhecimento delas é inevitável logo que a mente principia a dar a si mesma conta de seu próprio conhecimento" (Strong, Teologia Sistemática, pág. 30).

(b) Prova. "Os processos do pensamento reflexivo implicam que o universo está fundado na razão e é a expressão dela" (Harris, Filosofia Básica do Teísmo). "A indução descansa sobre a presunção, como ela exige para seu fundamento, que existe uma divindade pessoal e pensante ... Ela não tem sentido ou valia a menos que assumamos que o universo está constituído de tal modo que pressuponha um Originador absoluto e incondicional de suas forças e leis ... Analisamos os diversos processos do conhecimento nos seus dados pressupostos adjacentes e achamos que o dado que se pressupõe a todos eles é o de uma inteligência auto-existente" (Porter, Intelecto Humano). "A razão pensa em Deus como existente e ela não seria razão se não pensasse em Deus como existente" (Dorner, Glaubenslehre). É por esta razão que Deus disse na Sua Palavra: "Disse o néscio no seu coração: Não há Deus." (Salmo 14:1). Só um tolo negará a existência de Deus. Alguns tolos são iletrados; alguns são educados; mas, não obstante, são tolos, porque não tem conhecimento ou ao menos não reconhecem nem mesmo o Princípio da Sabedoria, o Temor do Senhor. Veja Provérbios 1:7.

II. A EXISTÊNCIA DE DEUS NÃO É DEMONSTRÁVEL MATEMATICAMENTE, CONTUDO, É MAIS CERTA DO QUE QUALQUER CONCLUSÃO DA RAZÃO.

1. A EXISTÊNCIA DE DEUS NÃO É DEMONSTRÁVEL MATEMATICAMENTE.

A respeito de todos os argumentos a favor do fato da existência de Deus, diz Strong: "Estes argumentos são prováveis, não demonstráveis" (Teologia Sistemática, pág. 39). Lemos outra vez: "Nem pretendi que a existência, ainda a deste Ser, pode ser demonstrada como demonstramos as verdades abstratas da ciência" (Diman, Argumento Teístico, pág. 363). Strong cita Andrew Fuller como questionando "se a argumentação a favor da existência de Deus não tem mais cépticos do que crentes"; e então acrescenta: "Tanto quanto isto é verdade, é devido a uma saciedade de argumentos e à noção exagerada do que se pode esperar deles" (Teologia Sistemática, pág. 40).

2. A EXISTÊNCIA DE DEUS, CONTUDO, É MAIS CERTA DO QUE QUALQUER CONCLUSÃO DA RAZÃO.

Deixe o estudante ler novamente as citações dadas para mostrar que a existência de Deus é uma "verdade primária", uma verdade que está assumida por todos no processo da razão, "Aquele que nega a existência de Deus deve assumir, tacitamente, essa existência no seu próprio argumento, por empregar processos lógicos cuja validade descansa sobre o ato da existência de Deus" (Strong, Teologia Sistemática, pág. 33). É uma verdade axiomática que aquilo que é o fundamento de toda a razão é mais certo do que qualquer conclusão da razão. "Não podemos provar que Deus é, mas podemos mostrar que, em face de qualquer conhecimento, pensamento, razão do homem, deve o homem assumir que Deus É" (Strong, Teologia Sistemática, pág. 34).

Descartes (1596-1650) que distinguiu-se em física e revolucionou o estudo da geometria e da filosofia, talvez nunca tenha sido superado na sua declaração do caso da existência de Deus. Em seu Discurso do Método, ele escreveu o seguinte: "Finalmente, se ainda houver pessoas que não estão suficientemente convencidas da existência de Deus e da alma, pelas razões que apresentou, eu estou desejoso que eles deveriam saber que todas as outras proposições, a verdade da qual eles se consideram talvez mais seguros, como temos um corpo, e que existem estrelas e uma terra, e como tal, são menos certas, porque, embora tenhamos uma certeza moral destas coisas, que é tão forte que há uma aparência de extravagância em duvidar de sua existência, mas, ao mesmo tempo, ninguém, a menos que seu intelecto esteja prejudicada, pode negar, quando a questão diz respeito a uma certeza metafísica, que há razões suficientes para excluir toda a garantia, na observação de que durante o sono que podemos do mesmo modo nos imaginar possuidores de um outro corpo e que vemos outros astros e outra terra, quando não há nada do tipo. Pois como sabemos que os pensamentos que ocorrem no sonho são falsos e não as coisas que experimentamos quando acordados, já que o primeiro muitas vezes não são menos vivas e distintas do que o segundo? E embora os homens de grande gênio estudem esta questão como desejam, eu não acredito que eles serão capazes de dar qualquer razão que pode ser suficiente para eliminar esta dúvida, a menos que elas pressuponham a existência de Deus. Porque, em primeiro lugar, até mesmo o princípio que já tomei como regra, que todas as coisas que nós concebemos clara e distintamente são verdadeiras, é certo apenas porque Deus é ou existe, e porque Ele é um Ser Perfeito, e porque tudo o que possuímos é derivado dEle, donde resulta nossas idéias ou noções, que, na medida da sua clareza e distinção são reais, e procedem de Deus, deve, nessa medida, ser verdadeiro . . . Mas se não soubéssemos que tudo o que possuímos de real e verdadeiro procede de um ser perfeito e infinito, contudo nossas idéias devem ser claras e distintas, não deveríamos ter nenhum fundamento que representem a garantia de que eles possuíam a perfeição de ser verdade." "As pessoas mais irracionais do mundo são aquelas que no sentido estreito dependem unicamente da razão" (Strong). "A crença em Deus não é a conclusão de uma demonstração, mas a solução de um problema" (Strong); e esse problema é o problema da origem do universo. "O universo, como um grande fato, requer uma explanação racional e ... e a explanação mais racional que se pode possivelmente dar é essa fornecida na concepção de um tal Ser (como Deus). Nesta conclusão a razão descansa e recusa-se a descansar em qualquer outra" (Diman, Argumento do Teísmo). "Chegamos a uma crença científica na existência de Deus tanto como a qualquer outra verdade humana possível. Nós a assumimos como uma hipótese absolutamente necessária para dar conta do fenômeno do universo; então evidência de todos os cantos começa a convergir sobre ela, até que, no processo do tempo, o senso comum da humanidade, cultivado e iluminado pelo conhecimento sempre crescente, pronuncia-se sobre a validade da hipótese com uma voz escassamente menos decidida e universal do que ele o faz no caso de nossas mais elevadas convicções científicas" (Morell, Fragmentos Filosóficos). Logo, podemos dizer: "Deus é o fato mais certo do conhecimento objetivo" (Bowne, Metafísica).

III. A EXISTÊNCIA DE DEUS, PORTANTO, PODE SER TOMADA POR CONCEDIDA E PROCLAMADA OUSADAMENTE.

Os fatos precitados deveriam fazer o pregador ousado na sua proclamação do fato da existência de Deus, não temendo de proclamá-la confiadamente aos profanos. Estamos sobre terreno seguro em proclamar esta verdade. Nenhum homem pode logradamente contrariar nossa mensagem. Há vezes, talvez, quando o pregador no púlpito deveria discutir as evidências da existência de Deus; todavia, como uma coisa usual, ele deveria assumi-la e declará-la como Moisés fez. E quando ele trata das evidências da existência de Deus, que ele não as sobrecarregue de modo a deixar a impressão que a validade do fato da existência de Deus depende de uma rigorosa demonstração racional.

 

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04
Revisão da tradução e gramatical: Viviane Sena 2010
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

A PARÁBOLA DO ARREPENDIMENTO

Mateus 21:28-32

Um nome igualmente apropriado para esta parábola dos Dois Filhos séria "A Parábola do Arrependimento", porque é nela que temos o ensino e registro mais claro do ponto de vista de Cristo sobre este assunto tão importante.

I. O Arrependimento é a primeira e uma das mais importante verdades do Novo Testamento:

A. Foi o teor da mensagem de João Batista: Mc 1:4;
B. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo; Mc 1,14-15;
C. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6,12;
D. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependessem; Atos 2,38;
E. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17,30;
F. O arrependimento era básico na mensagem primitiva;

II. O arrependimento é o ponto de partida pelo qual todos que entram no reino dos céus precisam chegar a entende-lo:

A. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os publicanos e as meretrizes;
B. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que podem haver variações de pensamentos;
C. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3,10-19;
D. Professar uma religião ou ter sido criado num ambiente religioso não faz diferença;
E.  O fato do filho mais novo ter dito sim ao pai não faz diferença. Ele não obedeceu;
F. Podemos dizer com segurança que o templo da salvação começa no arrependimento;

III. Jesus enfatiza que o que condena os homens é o fato de não se arrependerem:

A.  Mateus 21,32; Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola;
B. Ai de ti Cafarnaum... Luc. 10:13;

IV. A falta de entendimento sobre a importância do arrependimento é a causa de muitos problemas encontrados dentro do cristianismo nominal:

A. A fraqueza das igrejas;
B. A Falta de um testemunho forte e corajoso;
C. A confusão das massas que mal sabem o que é ser cristão, ou que é uma igreja;
D.Elas não entendem que para ser cristão é preciso haver uma transformação interna, operado pelo Espírito Santo, a qual, transforma-o interna e externamente;

V.  O Arrependimento em algum ensinos ilustres do Senhor Jesus:

A. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: "E tornando em si..."
B. Na parábola do fariseu e do publicano. Toda a oração do publicano é um ato notável de um homem arrependido de seus pecados e que precisa de ajuda;
C. As pessoas perdoadas por Cristo eram pessoas penitentes;

VI. O que é o arrependimento - forma simplificada:

A. Primeiro: Admitiu o seu erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo;
Êx. O filho pródigo: "Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem abundância de pão e eu aqui pereço de fome?" Lc 15:17 ou em outras palavras: "Que bobagem é essa que eu fiz em recusar de viver com meu Pai e achar que este mundo era melhor que sua casa?

B.  Segundo: Sentiu vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão;
"Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros..." Lc 15:18-19;

C.  Terceiro: Provou e confirmou seu arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer; "E levantando-se foi para seu pai" Lc 15:20;

Estes três passos pode ser visto na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado;

VII.  O terceiro Passo é o mais difícil

A. É nesse ponto que muitos chegam e desistem. Assumem o erro, envergonham-se mas tem medo de assumir publicamente que "realmente mudou" com suas atitudes;

B. O Jovem Rico é um bom exemplo de como ele foi bem até este ponto;

VIII. A quem é concedido o arrependimento?

A. Na parábola não fala de religiosos e os beatos;

B. A parábola usa os termos "publicanos" e "meretrizes";

C. Os publicanos eram a pior espécie de homens entre os judeus:
Tidos como ladrões por defraudarem o povo;
Tidos como carrascos por ordenar a prisão dos que não conseguiam pagar os impostos;
Tidos como traidores da pátria. Cobravam impostos a César e não a um rei judeu;
Tidos como os mais indignos de entrarem no reino dos céus;

D. As meretrizes eram a pior espécie entre as mulheres;
A Lei mandava apedrejá-las;
Sinônimo de imoralidade eram tidas como "um nojo" para a sociedade;
Até hoje ser identificada como meretriz é por si uma ofensa à família;

E. Porque Jesus usou dois exemplos tão vis:
Primeiro: Mostrar que para Deus a condição do homem está nivelada em "pecadores"; Romanos 3:23;
Segundo: Que a morte de Cristo é suficiente para tirar os mais vis pecados; 1 Co 6:20;
Terceiro: Que meretrizes e publicanos são capazes de chegar ao arrependimento quando muitos beatos não o são; João 1:1; e Mat. 21:32;

IX.  Mas temos ainda um último ensinamento nesta parábola: Está na palavra "depois"

A.  Ela expressa ao mesmo tempo a misericórdia e o amor de Deus;
B.  Que seria desse primeiro filho sem está palavra. No começo negou-se a ir, mas "depois", sem depois ele foi;
C. Que seria de Paulo se não houvesse essa palavra após aquele dia que ele segurou as vestes dos assassinos de Estevão; Após ele perseguir a Igreja de Cristo; Graças a Deus temos essa palavra;
D.  Quantos já recusaram servir a Deus como a Bíblia ensina e estão tendo a oportunidade de ter em sua vida, neste dia, a palavra "depois";
E.  Você pode um dia dizer: "Por muitos anos eu recusei aceitar o evangelho e entregar minha vida a Jesus. Mas "depois", num dia 13 de Janeiro, dia de azar para muitos, e sorte para mim, Ouvi a Palavra da Salvação e me entreguei a Meu Mestre e Senhor Jesus Cristo;  

 

Autor: Pr Gilberto Stefano
Digitalização: Joy Ellaina Gardner - 08 de 04
Fonte: www.palavraprudente.com.br

"O Verdadeiro Discípulo"

Tema: UMA AVALIAÇÃO BÍBLICA DA VIDA ESPIRITUAL.

Salmo 139:23, 24 "E vê se há em mim algum caminho mau..."

As seguintes perguntas devem ser respondidas "sim" ou "não".

Conforme a pergunta, a resposta "sim" ou "não" poderá indicar que existe pecado na vida que deve ser confessado, e deverá haver alguma mudança na sua vida! Não adiantará descobrir o problema se não estiver disposto (a) para mudar! (I João 1:9 ; Prov. 28:13)

  • Mateus 6:12 , 14e15 -> Perdão
    1. Você tem mágoa de alguém? (não perdoa?)
    2. Tem inveja de alguém? (não gosta de ouvir certas pessoas elogiadas?)
    3. Justifica as suas atitudes duras?
  • Mateus 6:33 -> Prioridades
    1. Cristo vem primeiro nas decisões?
    2. Outras coisas ou pessoas impedem sua total entrega para servir Deus? ("Eu", ambição, prazer, familiares, amizades, dinheiro, planos pessoais, etc...)
  • Marcos 16:15 -> Evangelismo
    1. Sou boa testemunha?
    2. Busco as almas?
    3. Dou escândalo?
  • João 13:35 -> Amor
    1. Você fica contente vendo desgraça na vida de certas pessoas?
    2. Você costuma brigar, gritar, e exaltar-se? (participa de contendas e divisões?)
    3. Você ignora, de propósito, certas pessoas?
  • Atos 20:35 -> Dinheiro, Tempo, Talento
    1. Você costuma roubar Deus do seu dízimo, do seu tempo, dos seus talentos?
       
  • I Coríntios 4:1e2 -> Mordomia
    1. Você é fiel aos compromissos?
    2. Pode-se contar com você?
  • I Coríntios 6:19e20 -> Santificação Pessoal
    1. Você cuida bem do corpo? (respeita-o como templo do Espírito Santo?)
    2. Come ou bebe sem moderação?
    3. Tem hábitos que prejudicam e contaminam o templo do Espírito Santo? (drogas, fumo, bebidas, e imoralidades que contraem doenças?)
    4. Tem hábitos mentais que contaminam seu espírito? (assistindo programas, filmes, leituras, ou ouve conversas.)
  • I Coríntios 10:31 ; 15:10 -> O "Eu"
    1. Você costuma levar a honra de qualquer ação ou qualidade pessoal?
    2. Costuma falar dos seus feitos e não do que Cristo fez por você?
    3. Você gosta de falar mais sobre "eu", "meu", ou "mim"?
    4. Você finge ser o que não é?
  • Efésios 4:28 ; I Tess. 4:11e12 -> Negócios
    1. Você costuma desperdiçar o tempo do patrão? Seu próprio?
    2. Capricha no serviço?
    3. Procura evitar pagar dívidas? (é relaxado no pagamento?)
  • Efésios 4:31 -> Atitudes
    1. Você costuma queixar-se?
    2. Você costuma criticar e por defeito?
    3. Você tem pavio curto?
    4. Leva raiva e mágoa no coração?
    5. Impacienta-se facilmente com outros? È grosseiro ou áspero?
    6. Mostra amor mesmo quando não é retribuído?
  • Efésios 5:15-17 -> Tempo
    1. Como usa o seu tempo? (Sabe valoriza-lo?)
    2. Gasta muito tempo assistindo TV? (ou rádio, lendo revistas, e literaturas fúteis?)
    3. Você acha necessário procurar se satisfazer por diversões mundanas?
    4. Você ocupa seu tempo com atividades que mostra não estar satisfeitos com Cristo?
  • Efésios 5:20 -> Agradecimento
    1. Dá graças a Deus por tudo mesmo?
    2. Duvidou da bondade de Deus?
    3. Fica angustiado, ansioso, e anda cheio de preocupações, sem confiança nos cuidados de Deus?
  • Filipenses 1:21 -> Objetivos
    1. O seu viver é ocupado totalmente pelos cuidados da vida?
    2. Você acha prazer nas "coisas" mais do que em Cristo e sua palavra?
    3. Tem algo na sua vida mais importante do que viver para Cristo e agradá-lo em tudo?
  • Filipenses 2:14e15 -> Língua
    1. Você sabe controlar a língua para não prejudicar os outros?
    2. Fala mal dos outros por trás?
  • Filipenses 4:4-7 -> Louvor (Salmo 34:1)
    1. O que é a verdadeira fonte da sua alegria?
    2. Está revoltado quanto à maneira em que Deus conduz a sua vida?
    3. Costuma entregar seus cuidados e motivos de preocupação a Deus?
    4. Anda com queixas ou com louvores na boca?
  • Colossenses 3:9 -> Sinceridade
    1. Você mente? (torce a verdade?)
    2. Aumenta?
    3. Engana? Rouba? Deixa pagar salário justo?
  • II Timóteo 2:20-22 -> Pureza
    1. Você pratica hábitos que não são puros?
    2. Abriga pensamentos impuros no coração?
    3. Lê livros, revistas, etc... que tratam de assuntos impuros ou imorais?
    4. Assiste ou participa de diversões impuras?
  • Hebreus 10:25 -> Assiduidade ou Didelidade
    1. Você assiste todos os cultos da sua igreja?
    2. Você conversa ou pensa em outras coisas enquanto estiver ouvindo a pregação da palavra de Deus?
    3. Você ora, lê, e medita na Bíblia diariamente? (a palavra de Deus é-lhe interessante?)
    4. Realiza, com a família, orações e meditações na palavra de Deus diariamente?
  • Tiago 1:27 -> Testemunho
    1. Seu testemunho ficou manchado pelo mundo? (Apoc. 3:4e5)
    2. Como está a sua maneira de vestir?
    3. Existe qualquer coisa que manche seu testemunho diante dos incrédulos?
  • Hebreus 13:17 -> Submissão à Autoridade
    1. Você aceita a liderança e direção daqueles que tem cargo na igreja?
    2. Você é preguiçoso e indisposto a cooperar quando lhe pedem sua ajuda?
    3. Você tem espírito teimoso que não aceita se ensinado? (se julga mais sábios do que seus líderes espirituais?)
  • Tiago 4:6 -> Humildade
    1. Você se julga um crente espiritual?
    2. Você teimosamente ensiste nos seus direitos particulares?
  • Tiago 4:11 -> Apoio à Obra
    1. Você tem impedido a obra de Deus criticando os seus servos?
    2. Deixou de orar pelos pastores e líderes?
    3. Você se ofende pela repreensão da palavra?
    4. Você resiste os esforços de quem procure corrigir e restaurar sua vida espiritual?

Para vencer, é necessário renunciar

Palavras-chave: Vitória, renúncia, Nicodemos, Jesus, vida com Deus

 

Olá, amigo(a) leitor(a) do Viver em Verdade.

 

Que a graça e a paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo encha a sua vida todos os dias.

 

Neste estudo bíblico, refletiremos inicialmente no texto que está no capítulo 3 do evangelho segundo João, que relata o encontro de Nicodemos com Jesus. Nicodemos era fariseu e membro do Sinédrio, que era o mais alto tribunal religioso dos judeus, do qual faziam parte os sumos sacerdotes (o atual e os anteriores), chefes religiosos (anciãos) e professores da Lei. O Sinédrio era composto por 71 membros (incluindo o presidente).

 

Vamos ler atentamente o texto de João 3:1-21 que relata o encontro entre Nicodemos e Jesus.

 

João 3:1-21

“1E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. 2Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 3Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. 4Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. 8O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 9Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso? 10Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? 13Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu. 14E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.16Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. 21Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

 

Conforme está escrito no versículo 2, Nicodemos foi ao encontro de Jesus à noite. A pergunta que é possível fazer é: Por quê? É possível compreender a partir do que está escrito em João 12:42-43 que Nicodemos poderia ter medo do que os fariseus diriam e fariam se o encontrassem conversando com aquele carpinteiro, não por Ele ser um carpinteiro, mas pelo perigo que oferecia à autoridade do Sinédrio pelos sinais que fazia.

 

João 12:42

“42Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. 43Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.”

 

Muitos fariseus, incluindo Nicodemos, não confessavam que criam em Jesus por que amavam mais a posição e o reconhecimento que tinham perante a sociedade judaica, e não queriam perder esse prestígio dos homens.

 

É interessante perceber que, ainda no versículo 2, Nicodemos reconheceu que Jesus era um mestre da parte de Deus, por isso O chama de Rabi e confessa ainda que não era possível que Ele fizesse os sinais que fazia se Deus não estivesse com Ele.

 

Outra pergunta sobre este encontro entre Nicodemos e Jesus é: o que Nicodemos queria? Como Jesus conhecia o coração de Nicodemos, assim como conhece o coração de todos os homens, Ele respondeu que não é possível ver o Reino de Deus se não nascer de novo, conforme está escrito no versículo 3. Nicodemos queria algo além daquilo que já conhecia; talvez ele quisesse conhecer profundamente o poder de Deus que havia sido manifestado por tantos milagres no meio do povo de Israel: as pragas no Egito, a abertura do Mar Vermelho, etc.

 

Nicodemos não entendeu a resposta de Jesus e fez uma pergunta infantil, conforme o versículo 4: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?”.

 

Então, Jesus respondeu que, para entrar no Reino de Deus, é necessário nascer da água e do Espírito. Como é provável que Nicodemos conhecia o batismo de João Batista, Jesus estava ensinando que era necessário reconhecer a mensagem de João Batista e aceitá-la (o batismo), para depois então receber o batismo do Messias, no Espírito, como João Batista disse e está relatado em João 1:33-34.

 

João 1:33-34

“33E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. 34E eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus.”

 

No versículo 6, Jesus explica a Nicodemos que não é possível a carne se tornar espírito, por isso é necessário o novo nascimento. Nicodemos continuou sem compreender o que Jesus dizia e foi confrontado por Ele como está escrito no versículo 10: “Tu és mestre de Israel e não sabes isso?”.

 

Nos versículos 13, 14 e 15, Jesus responde à pergunta que Nicodemos havia feito (versículo 9) acerca de como pode alguém nascer de novo. O novo nascimento acontece pelo Filho (versículo 13), pela cruz (versículo 14) e pela fé (versículo 15).

 

João 3:13-15

“13Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu. 14E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 

Nicodemos reconhecia que Jesus era enviado por Deus, mas ainda não estava disposto a confessar isso diante da sociedade, provavelmente com medo de perder o reconhecimento que tinha. Essa atitude de Nicodemos não  é vergonhosa? Você não fica inconformado com essa atitude de Nicodemos? Como pode alguém reconhecer que algo é de Deus e não fazer qualquer coisa para ter isso?

 

Da mesma forma que Nicodemos agiu naquele momento, nós também já agimos e talvez estejamos agindo.

Quer um exemplo bem simples? Você reconhece que a Bíblia é a Palavra de Deus, não é? Agora, pense com calma e responda: então, por que você não obedece a todos os princípios que estão contidos nela?

 

De acordo com João 19:39, Nicodemos creu posteriormente no Senhor Jesus, o que é possível afirmar por ele ter participado do sepultamento de Jesus com as especiarias que ofereceu.

 

João 19:38-40

“38Depois disso, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então, foi e tirou o corpo de Jesus. 39E foi também Nicodemos (aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem libras de um composto de mirra e aloés. 40Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer na preparação para o sepulcro.”

 

Os versículos 20 e 21 do relato do encontro entre Nicodemos e Jesus são importantíssimos para a nossa reflexão neste estudo bíblico (João 3:20-21).

 

João 3:20-21

“20Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. 21Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

 

Conforme está escrito nos versículos acima, Jesus disse a Nicodemos que quem faz o mal aborrece a luz, mas quem pratica a verdade vem para a luz. No versículo 19, está relatado que a luz veio ao mundo, portanto torna-se importante entender o que ou quem é essa luz. Em João 8:12, Jesus disse “Eu sou a luz do mundo”.

 

João 8:12

“12Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

 

Jesus é a luz! Portanto, nos versículos 20 e 21 do capítulo 3 do evangelho segundo João, Jesus estava ensinando a Nicodemos que quem pratica o mal não vem até Ele, pois Ele faz com que tudo o que uma pessoa seja feito em verdade e seja exposto. Quem pratica o mal ou erra tem vergonha de expor seus erros, porém, para andar com Jesus, isso é fundamental.

 

Por que as pessoas não querem aceitar que Jesus seja Senhor de suas vidas? Porque muitas têm medo que os seus erros sejam expostos e as pessoas descubram que elas não eram tão maravilhosas como pareciam. Por esse mesmo motivo, muitos fariseus não reconheceram que Jesus era o Messias, pois seria necessário deixar o que haviam conquistado e reconhecer os seus erros.

 

Guarde isto: “Não reconhecer os seus erros só tem uma origem, O ORGULHO.”

 

O orgulho impede que haja renúncia e arrependimento. Por isso, deixamos de aproveitar muitas oportunidades por causa do orgulho. Nicodemos poderia ter conquistado a vida eterna naquele momento em que conversava com Jesus, caso renunciasse a sua vida farisaica e decidisse segui-Lo.

 

Com esse encontro de Nicodemos com Jesus, é possível aprendermos que, para alcançar algum objetivo, você deverá RENUNCIAR algo. Renunciar é deixar para trás.

 

Para você cursar uma faculdade, é necessário deixar seu tempo de descanso e de lazer. Se você trabalha, a renúncia deve ser ainda maior, pois você acabará deixando até seu tempo reservado ao sono para realizar atividades propostas pelos professores.

 

Se você deseja juntar dinheiro para investir em algo, às vezes é necessário renunciar alguns desejos para alcançar o seu objetivo.

 

Para você estudar a Palavra de Deus, é necessário renunciar a um filme que queria assistir. Para você visitar uma pessoa, é necessário renunciar a um momento com a sua família.

 

Para adquirir a vida eterna, é necessário que você negue a sua própria vida por amor a Jesus, como Ele mesmo disse e está escrito em Lucas 9:23. Nesse versículo, renunciar significa esquecer os interesses próprios.

 

Lucas 9:23

“23E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”

 

Observe que Jesus disse ainda que é necessário tomar a cruz (renunciar) diariamente para segui-Lo.

 

João Batista renunciou a glória que poderia receber por ser filho de um sacerdote do templo para cumprir o objetivo de Deus para sua vida, indo morar no deserto e alimentando-se de mel e gafanhotos. Ele renunciou ainda a glória de ter muitos discípulos para que Jesus pudesse receber toda a glória que lhe era devida por ser o Messias, o Ungido de Deus (João 3:29-30).

 

João 3:29-30

“29Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já essa minha alegria está cumprida. 30É necessário que ele cresça e que eu diminua.

 

Quando os israelitas saíram do Egito para conquistar a terra prometida por Deus a Abrão (que posteriormente recebeu o nome de Abraão), eles precisaram renunciar o pouco que tinham na terra da escravidão, porém, mesmo após terem renunciado, voltaram atrás e murmuraram acreditando que o que tinham no Egito era melhor que aquilo que Deus havia preparado (Números 11:4-6 e Números 14:1-4).

 

Números 11:4-6

“4E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e disseram: Quem nos dará carne a comer? 5Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. 6Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos.”

 

Números 14:1-4

“1Então, levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz; e o povo chorou naquela mesma noite. 2E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhe disse: Ah! Se morrêramos na terra do Egito! Ou, ah! Se morrêramos neste deserto! 3E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? 4E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos ao Egito.”

 

Por causa dessa murmuração, o povo de Israel passou 40 anos no deserto até alcançar a terra prometida por Deus e os que murmuraram não conquistaram a terra (Números 14:20-23).

 

Números 14:20-23

“20E disse o Senhor: Conforme a tua palavra, lhe perdoei. 21Porém, tão certamente como eu vivo e como a glória do Senhor encherá toda a terra, 22todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, 23não verão a terra de que a seus pais jurei, e até nenhum daqueles que me provocaram a verá.”

 

Você pode perguntar: “Já que eles renunciaram, por que não alcançaram a vitória?”. A resposta é: porque a renúncia se tornou pesada para eles. Isto é, eles acreditaram que a renúncia que fizeram já não valia mais a pena.

 

Guarde isto em seu coração: Se a renúncia se tornou pesada para você, significa que você perdeu o foco e não consegue mais ver a vitória.

 

O povo de Israel permitiu que a renúncia se tornasse pesada para ele quando olhou para o que havia renunciado.

 

Se você pensa “ah, tem quer ir à igreja hoje”, então significa que a renúncia se tornou pesada para você e você não sabe mais o seu papel no corpo de Cristo ou perdeu o foco da salvação que só há em Cristo.

Se você pensa “ih, tem reunião de oração hoje”, então a sua renúncia se tornou pesada e você se esqueceu de Cristo deseja que você lute como um soldado do exército Dele.

Se você, marido ou mulher, sai do trabalho e pensa “tá louco, tem que ir para casa agora”, então significa que você perdeu o foco do sucesso do seu relacionamento, e você esqueceu de que Deus quer curá-lo e fazê-lo vitorioso.

Se você tem o desejo de desistir do seu emprego ou da sua faculdade, então quer dizer que a renúncia que você fez para alcançar esses objetivos se tornou pesada.

 

Porém, é necessário aprender com Aquele que fez a renúncia mais impressionante e absurda de todos os tempos, Jesus. Ele renunciou a Sua vida gloriosa para que todos os pecadores de todas as épocas fossem perdoados e pudessem adquirir a vida eterna. Jesus não buscou algo proveitoso para si mesmo, pois Ele decidiu morrer para que você e eu pudéssemos viver eternamente. Jesus se lembrava da renúncia que havia feito em todo o tempo, mas não como um peso em suas costas ou arrependido de ter renunciado, e sim com um amor incondicional por todos os homens.

 

Para vencer, lembre-se todos os dias que você renunciou, mas não deixe que a renúncia se torne pesada em nenhum momento, pois, se isso acontecer, você desistirá de caminhar. Portanto, nunca perca a fé de que a vitória de Deus na sua vida se cumprirá, pois assim você sempre persistirá.

 

A Bíblia relata a história de várias pessoas que renunciaram e venceram, e também relata a história de pessoas que desistiram de renunciar e, por isso, não alcançaram a vitória.

 

Vitoriosos

  • Apóstolo Paulo

  • Pedro

  • João

  • Josué e Calebe

Perdedores

  • Judas Iscariotes: queria apenas um libertador do poder opressor dos romanos;

  • Saul: desistiu de obedecer a Deus para obedecer à sua própria vontade;

  • Uzias (2 Crônicas 26:1-23). Em 2 Crônicas 26:15, está relatado que ele prosperou muito “até que se tornou forte”. Quando deixou de fazer o que era reto diante do Senhor e decidiu queimar incenso ao Senhor no templo, foi atacado por lepra e morreu.

Guarde isto: não há renúncia sem fé, não há sem fé sem ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17).

 

Romanos 10:17

“17De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”

 

Deus ainda nos ensina que não há vida com Ele sem renúncia (Tito 2:11-14).

 

Tito 2:12 (segundo a Nova Tradução da Linguagem de Hoje)

“11Pois Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. 12Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, 13enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.”

 

Renuncie o que não vem de Deus e tenha a plena vitória Dele em sua vida, obedecendo-O!

 

Deus abençoe a sua vida abundantemente.

 

Amém

A DOUTRINA BÍBLICA DO SERVIÇO

  AS BOAS OBRAS

As Escrituras têm muito a dizer sobre as boas obras. Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. (Efésios 2:10). Os crentes devem ter o cuidado de manter as boas obras (Tito 3:8). Os ricos deste mundo devem ser ricos em boas obras, prontos a repartir seus bens com os necessitados. (I Timóteo 6:18).

Nosso Senhor testificou que as boas obras do mundo são más. (João 7:7). Ele também testificou em relação aos fariseus, dizendo que as obras que faziam eram feitas para receberem elogios dos homens. (Mateus 23:5). Lemos também, na Bíblia, sobre obras mortas, obras da carne e obras do diabo. Assim, precisamos discriminar ao tratar do assunto sobre as boas obras.

 

1. A Qualificação para as Boas Obras.

Quem pode realizar uma boa obra diante de Deus? A Bíblia torna claro que ninguém, a não ser o salvo pode fazê-la. Efésios 2:10, Romanos 8:8, Hebreus 11:6.

As boas obras são o fruto do Espírito e somente os salvos têm o Espírito. As boas obras são o resultado da salvação e não sua causa. A ordem divina é primeiro salvação, depois o serviço. Somos salvos para servir a Deus e aos outros. Em cada plano, exceto na mecânica, tem que haver vida antes de haver atividade. Cada homem, por natureza, está morto em seus pecados e alienado da vida de Deus. Crer que um pecador pode trabalhar para ser salvo é uma grande heresia. Ver Tito 3:5, II Timóteo 1:9, Efésios 2:8-9. Tudo o que o perdido pode fazer, a fim de agradar e receber o favor de Deus é sem valor e precisa de arrependimento. Não há meio de obter o favor de Deus, a não ser por Seu Filho. “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”. (Efésios 2:13).

 

2. A Natureza das Boas Obras.

Uma boa obra no sentido bíblico, que é o único sentido verdadeiro, é aquela que agrada a Deus e traz sobre quem a fez a aprovação e bênção de Deus. Um homem pode realizar um ato que seja considerado bom na concepção humana, mas Deus pode vê-lo de outra maneira. O que os homens talvez considerem bom, Deus pode rejeitar como mau. Os homens podem recompensar algo que Deus vai censurar.

Como se pode saber se o que fazemos é bom? Esta é uma pergunta muito importante. Multidões vivem no afã da tão chamada atividade cristã, executando nervosamente programas criados por homens, para no fim colherem apenas um terrível despertar e um grande desapontamento. Ler Mateus 7:22-23.

Não é nosso objetivo enumerar as boas obras que o crente pode fazer. Pelo contrário, queremos mostrar os elementos necessários em qualquer obra que a tornam uma boa obra à vista de Deus. Como indivíduos, aquilo que fazemos em particular pode variar, de acordo com nosso relacionamento com a sociedade e com nossas oportunidades. Observe:

A. Uma Obra de Fé é uma Boa Obra.

Fazer o que Deus manda, só porque Ele o manda, é uma boa obra. Uma obra de fé só é possível aos que têm fé. As obras de fé geralmente são opostas à razão humana. O capítulo 11 de Hebreus é cheio de obras de fé. A razão humana não determinou os atos de Noé, Abraão e outros mencionados neste capítulo. A única razão por trás de uma obra de fé é que Deus diz para fazê-la. E isto é tornar-se tolo aos olhos do mundo. Foi só porque Noé creu em Deus, que ele construiu a arca.

 

B. Uma Obra de Amor é uma Boa Obra.

Cristo disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”. (João 14:15). I Coríntios, capítulo 13, enfatiza a necessidade do amor como ingrediente nas boas obras. A fé age por amor. (Gálatas 5:6). A fé e o amor são graças gêmeas dadas por Deus, e onde existirem certamente haverá boas obras.

O perdido, até onde vai atos externos, pode fazer uma boa obra; contudo, o motivo interno tanto quanto o ato externo são essenciais para uma boa obra diante de Deus. Um pouco de água fria, dado no nome de um discípulo de Cristo, é uma boa obra, ao passo que um presente de milhões de dólares para uma boa causa, talvez não seja considerado como tal. Eis o teste decisivo para cada boa obra: ela é feita para a glória de Deus e por amor a Cristo? Se for...

 

a. Ela não é feita em troca de recompensas humanas. Era este o motivo dos fariseus ao darem esmolas. Temo que muitos crentes professos queiram suas recompensas aqui e agora e portanto, o motivo deles é agradar aos homens e não a Deus. Este autor deve confessar que sua maior tentação é pregar para agradar os homens ... algo que já foi confessado diante de Deus. Ele não se atreve a reivindicar um motivo santo para tudo o que já fez. Uma boa obra é feita para a glória de Deus e será recompensada por Ele no dia do juízo. Não é errado agradar aos homens, se eles ficam contentes em ver nossa busca para agradar a Deus.

b. Uma boa obra de amor não é feita por inveja nem contenda. “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal”. (I Coríntios 13:4-5).

c. Ela não será feita em busca de prêmios, aplausos, etc. Todos os tipos de meios são usados hoje, a fim de manter os membros da igreja ativos em alguma forma de atividade cristã. O que é necessário hoje é a pregação fiel da Palavra, falar a verdade em amor e depender completamente do Espírito Santo em relação aos resultados.

d. Um culto aceitável tem que fluir de uma comunhão íntima com Cristo. Se não tivermos aprendido a adorar em secreto, não podemos adorar em público. Se Cristo não é real para nós; se não andamos nem temos comunhão com Ele, é apenas zombaria falar sobre Ele aos outros. É apenas quando Jesus Cristo é precioso para nós que podemos sinceramente apontá-lO para os outros.

Paulo disse que a cristandade nos últimos dias seria caracterizada por pessoas “tendo a aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”. (II Timóteo 3:5). Este é o resultado certo de muito culto público sem muita oração em secreto.

 

ILUSTRAÇÃO

Conta-se a história que, quando Handley Page fazia um vôo ao Oriente, ele e os companheiros desceram em Khobar na Arábia. Um rato, atraído pelo cheiro da comida, entrou no avião. Ao levantar vôo, o sr. Page descobriu a presença do rato ao ouvir o som que fazia ao roer as coisas. O piloto pensou horrorizado no estrago que aqueles dentes inclementes poderiam fazer a uma parte vital do avião. O que fazer agora? De repente, veio-lhe ao pensamento que um rato não agüenta altitude; ele foi feito para viver na superfície ou em tocas abaixo do chão. Por isso, o sr. Page decidiu voar bem alto; tão alto que ele próprio estava achando difícil respirar. Depois, apurou o ouvido para ver se ouvia algum som e para imensa alegria, encontrou o rato morto. Bem, há pestes morais na natureza da concupiscência carnal que guerreiam contra a alma: diversões mundanas de várias formas. Estas coisas mundanas não agüentam o ar do céu. Elas morrem na presença de Cristo, que morreu por nós. Orar e ler a Bíblia nos leva a uma altitude acima demais das diversões mundanas.

 

A IMPORTÂNCIA DAS BOAS OBRAS

As boas obras são importantes e também evidências necessárias da salvação. Elas não produzem a salvação, mas a manifestam. Não são a causa, mas o efeito do novo nascimento. “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2:10).

As obras do crente, no tribunal de Cristo, serão rejeitadas ou recompensadas. Isto não é verdade em relação aos pecados do crente; eles foram levados por Cristo, em Seu próprio corpo, na cruz. Em relação à salvação, os pecados do crente foram colocados sobre Cristo e julgados nEle. Em relação à correção, são tratados nesta vida. (Hebreus 12:5-11). O crente será recompensado por suas boas obras quando Cristo vier. “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”. (I Coríntios 4:5).

 

Vamos nós trabalhar, somos servos de Deus,

Com o Mestre seguir no caminho dos céus;

Com o seu bom conselho o vigor renovar,

E fazer prontamente o que Cristo mandar!

 

Vamos nós trabalhar, os famintos fartar;

Para a fonte os sedentos depressa levar;

Só na cruz do Senhor nossa glória será,

Pois Jesus salvação pela graça nos dá!

 

Vamos nós trabalhar para Cristo, o Senhor,

Contra o reino das trevas será vencedor,

Ele então para sempre exaltado será,

Pois real salvação pela graça nos dá!

 

Vamos nós trabalhar, ajudados por Deus,

Que coroa real nos dará lá nos céus;

Na mansão dos fiéis o descanso será,

Pois Jesus salvação pela graça nos dá!

 

Coro

No labor com fervor,

A servir a Jesus,

Com esperança e fé

E com oração,

Até que volte o Redentor.

Cantor Cristão - Trabalho Cristão, Nº 422

Autor, William Howard Done

 

Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr
Fonte: www.PalavraPrudente.com.b

O NOVO NASCIMENTO

A última coisa considerada no capítulo anterior é a chamada interna. Esta chamada comunica-se aos homens em o novo nascimento. De modo que somos trazidos, logicamente, a um estudo do novo nascimento ou regeneração.

 

I. A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO

 

1. O FATO DE SUA NECESSIDADE

 

Jesus não deixou dúvidas quanto a indispensável necessidade do novo nascimento como um pré-requisito à entrada no Reino de Deus quando Ele disse a Nicodemos: “Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (João 3:5).

 

2. RAZÕES DE SUA NECESSIDADE

 

O novo nascimento é necessário porque:

 

(1). As bênçãos espirituais de Deus são somente para os filhos espirituais.

 

Rom. 8:16,17. O Homem, por natureza, não é um filho espiritual de Deus, ainda que o seja naturalmente. Adão é chamado “o filho de Deus” (Lc. 3:28). Esta filiação baseou-se, não no nascimento, nem na mera criação, mas na semelhança de Deus herdada pelo homem. Essa imagem era dupla: Adão tinha uma parecença moral e espiritual com Deus na santidade. Tinha uma parecença natural com Deus na personalidade. Para discussão mais ampla dessas semelhanças vide o capítulo sobre “O Estado Original e Queda do Homem”. Quando o homem caiu, ele perdeu a parecença moral e espiritual com Deus e assim cessou de ser um filho espiritual de Deus. Mas ele não perdeu sua personalidade, não caiu ao nível de um bruto e assim reteve uma base natural de filiação. Isto explica Atos 17:28-9.

 

Espiritualmente e moralmente o homem é um filho do diabo (João 8:44; e I João 3:10), porque traz a semelhança espiritual e moral do diabo. Assim ele deve nascer de novo para herdar as bênçãos espirituais de Deus, porque estas, como Rom. 8:16,17 mostra claramente, não são para ninguém exceto Seus filhos espirituais.

 

(2). O homem está espiritualmente morto e o reino de Deus, tanto aqui como além, é por natureza espiritual.

 

Rom. 5:12; Efe. 2:1; Col. 2:13; I João 3:14. A afirmação que o homem está espiritualmente morto quer dizer, por causa do pecado, que o homem está espiritualmente privado de vida espiritual divina; contudo, ele tem vida espiritual natural. O seu espírito perdeu toda afinidade real com Deus. Ele não tem afeto por Deus ou pelas coisas espirituais (Rom. 8:7,8). Ele não tem habilidade para as coisas espirituais (Jer. 13:23; João 6:65).

 

Portanto, nada há em a natureza do homem que o qualifique para a cidadania num reino espiritual. O que estiver espiritualmente morto não pode habitar um reino espiritual mais do que estiver fisicamente morto habitar um reino físico. Assim, deve o homem nascer de novo para poder entrar no reino de Deus.

(3). Estar no reino de Deus implica submissão à Lei de Deus e o homem por natureza está em inimizade com Deus.

 

Rom. 8:7,8. O reino de Deus é a Sua Lei nos corações de Seus santos; logo, entrar no Seu reino, é submeter-se à Sua Lei. Mas o homem, por natureza, não pode fazer isso porque ele está em inimizade contra Deus. É necessário o novo nascimento para que esta inimizade seja dominada.

 

II. A NATUREZA DO NOVO NASCIMENTO

 

1. CONSIDERADA NEGATIVAMENTE

 

(1). Não é uma erradicação da velha natureza

 

O novo nascimento pode-se chamar uma mudança de coração no sentido de uma mudança da disposição regente (incluindo os afetos bem como a vontade), mas o novo coração não desarraiga o velho. O velho, ou a natureza carnal, fica. Vide Rom. 7:14-25; Gal. 5:17. O novo coração ou natureza é colocado lado a lado do velho e o santo tem duas naturezas, como indicadas nas passagens pré-citadas. O novo nascimento deixa a velha natureza inalterada.

 

(2). Não é uma simples aquisição de religião

 

O homem é naturalmente religioso. Notai os atenienses pagãos em Atos 17. Recordai também as várias religiões e formas de culto nas terras gentias de hoje. Pouco importa quão religioso um homem se torne, sem o novo nascimento ele permanece essencialmente pecaminoso. Lemos num tratado metodista: “Cremos que alguém “adquira religião”, perca-a e fique eternamente perdido.” Escrevemos a margem: “Passar-vos-ei um melhor que esse: creio que um homem adquira religião, guarde-a e vá para o inferno, levando-a consigo.”

 

(3). Não é reforma humana

 

A reforma humana é superficial, deixando a natureza inteira essencialmente a mesma. Por essa razão a reforma humana provavelmente não dura. O novo nascimento será seguido de reformas, mas é reforma que provém de uma mudança fundamental na disposição regente e não a que se funda numa simples resolução da mente. A reforma humana nunca pode purgar da alma o pecado e implantar uma nova disposição. 2 Pedro 2:20-22.

 

(4). Não é adoção

 

Adoção é um termo legal. É o resultado imediato de justificação. Não é o mesmo que regeneração. Adoção faz-nos filhos de Deus legalmente, ao passo que a regeneração nos faz filhos de Deus experimentalmente. A adoção traz mera mudança de parentesco legal. A regeneração muda nossa natureza. A adoção tem de ver conosco como os filhos espirituais e morais do diabo por natureza. A regeneração tem de ver conosco como aqueles que por natureza estão privados de vida espiritual.

 

2. CONSIDERADA POSITIVAMENTE

 

A regeneração é aquele ato instantâneo de Deus na região da alma abaixo do senso íntimo pelo qual se remove toda a nódoa da alma, e pela qual, através da instrumentalidade da verdade, o exercício inicial da disposição santa assim comunicada se efetua. Na regeneração há também formada uma união inseparável entre a alma regenerada e o Espírito Santo.

 

Da descrição supra de regeneração notemos que:

 

(1). É um ato de Deus

 

O homem não pode dar nascimento a si mesmo. João atribui claramente a regeneração a Deus quando, ao falar de nascermos outra vez, diz: “Não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (João 1:13). Esta passagem nos diz que a nova natureza não é hereditária; que ela não provém da vontade da velha natureza (carne); e que não se realiza pela vontade de homem algum, mas é operada por Deus. Na regeneração não temos um homem trabalhando por si mesmo ou por algum outro homem, mas um homem trabalhado por Deus. Daí podemos amplificar a afirmação que encabeça este parágrafo e dizer que a regeneração é um ato soberano de Deus. João 3:8. Na sua fase inicial (vivificação) a regeneração é incondicional. Por ato algum de si mesmo o homem dispõe Deus a regenerá-lo .

 

(2). É um ato instantâneo

 

Diz A. H. Strong: “A regeneração não é uma obra gradual. Conquanto possa haver uma obra gradual da providência de Deus e do Espírito, preparando a mudança, e um reconhecimento gradual dela depois que ocorre, deve haver um instante de tempo em que, sob a influência do Espírito de Deus, a disposição da alma, logo antes hostil a Deus, muda-se para amar. Qualquer outra idéia assume um estado intermediário de indecisões que não tem nenhum caráter moral que seja e confunde a regeneração quer como a convicção quer com a santificação.” (System Theology, pág. 458).

 

A regeneração consiste de gerar e produzir , uma vivificação e um nascimento. E, por causa disso, alguns tem tentado explicar uma tal analogia entre os nascimentos físico e espiritual como interporia um lapso de tempo entre gerar e nascer; mas a separação quanto ao tempo entre gerar e nascer no reino físico é ocasionada por condições que são peculiares ao referido reino. Nenhumas condições tais prevalecem no reino espiritual.

 

Toda passagem da Escritura conduzindo ao novo nascimento implica que ele é instantâneo.

 

(3). Ele remove da alma toda a nódoa de pecado

 

Por natureza a alma do homem é pecaminosa, evidenciado pelo fato que a alma, quando separada do corpo, vai imediatamente ao tormento do fogo (Lc. 16:23). Se a alma dos incrédulos não fosse pecaminosa tanto quanto o corpo, não seria justo a alma sofrer no inferno. Mas que a alma da pessoa regenerada não é pecaminosa está evidenciado pelo fato que tal alma quando separada do corpo na morte, vai imediatamente à presença de Jesus, onde certamente nenhum pecado será permitido entrar. É-nos dito em 1 Pedro 1:22 que a fé purifica a alma.

 

E, a modo de mais extensa confirmação do precedente, notamos que, em descrever as duas naturezas dos crentes, a Escritura representa a velha natureza como corpo e carne, enquanto que a nova natureza é chamada mente ou espírito. O pecado no crente existe nas luxurias físicas e apetites, não na alma (espírito) ou parte imaterial do homem.

 

(4). Por meio desta purificação da alma os crentes se tornam “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4)

 

Assim a imagem espiritual de Deus se restaura na alma dos crentes. A nova disposição santa assim instilada é a nova natureza ou novo homem... criado em justiça e verdadeira santidade (Efe. 4:24).

 

(5). O novo nascimento não está completo até que o arrependimento e a fé tenham sido operados na alma.

 

É a estes que nos referimos quando falamos acima de “o exercício inicial da santa disposição”, cujo exercício é efetuado pela regeneração. O arrependimento e a fé deveriam ser considerados como uma parte da regeneração mais do que como frutos dela. A alma não se renova enquanto ela permanece na impenitência e na incredulidade. Estas atitudes do coração expostas na regeneração. Isto se confirma pelo fato que a verdade é usada instrumentalmente na regeneração. Se a regeneração não consistisse da operação do arrependimento e da fé no coração, não haveria necessidade da instrumentalidade da palavra.

 

(6). O homem não é totalmente passivo na regeneração

 

Ele é passivo na vivificação, ou na comunicação inicial da vida. É passivo na mudança da disposição regente ou na remoção de toda a nódoa da alma. Mas no exercício inicial da santa disposição comunicada na regeneração o homem é ativo.

 

(7). Na regeneração forma-se uma união inseparável entre a alma regenerada e o Espírito Santo.

 

Rom. 8:26; Efe. 1:13,14. Esta união é tão íntima e completa que os santos gemidos do santo são os gemidos do Espírito Santo, por meio dos quais Ele faz intercessão pelo santo. É por meio desta união entre alma regenerada e o Espírito Santo que temos união moral e espiritual com Cristo (Rom. 7:2-4).

 

É em respeito a esta união do Espírito Santo com o espírito regenerado do homem que temos a diferença entre a regeneração no Velho Testamento e a regeneração no Novo. A do Velho era exatamente a mesma como a do Novo, exceto por isto:

 

III. COMO SE CUMPRE O NOVO NASCIMENTO

 

1. CONSIDERADO NEGATIVAMENTE

 

(1). Não por educação ou cultura

 

A educação e a cultura não podem tirar do homem aquilo que não esteja nele. Daí, desde que o homem é essencialmente pecaminoso e totalmente depravado, a educação e a cultura não podem nunca produzir aquela santa disposição regente que é operada na regeneração.

 

(2). Não por batismo

 

Que o batismo não é instrumental em o novo nascimento, está provado pelos seguintes fatos:

 

A. Não há nenhum meio concebível por que o batismo possa remover o pecado da alma ou comunicar uma santa disposição regente.

 

Os meios físicos não podem nunca operar uma mudança espiritual. A idéia de regeneração batismal “é parte e parcela de um esquema geral mais de salvação mecânica do que moral, mais coerente com uma filosofia materialística que espiritual.” (Strong).

 

B. Pedro afirma que o batismo não é o despojo da imundícia da carne senão a resposta de uma boa consciência para com Deus (I Pedro 3:21).

 

Uma boa consciência é a que foi purificada pelo sangue de Cristo (Heb. 9:14). Até que assim se purifica a consciência é má (Heb. 10:22). E quando alguém for purificado, não há mais consciência de pecados (Heb. 10:2). Daí um que tem uma boa consciência nunca fará nada para poder salvar-se, porque não tem consciência de pecados nenhum sentimento de necessidade de salvação. Tudo isto prova que alguém está salvo antes do batismo e não por meio do batismo.

 

C. As palavras de Jesus em Mat. 3:15 implicam que o batismo é uma obra de justiça e Paulo diz que não somente somos salvos pelas obras de justiça (Tito 3:15).

 

D. A fé deve preceder o batismo (Atos 2:41, 8:37, 19:1-5), e quando a fé é exercitada, já se está salvo (João 3:18; 5:24; I João 5:1,12).

 

E. Quando a fé foi exercida, a regeneração está completa; logo, o batismo que segue a fé não pode ser instrumental na regeneração.

 

A fé é operada no coração, como já foi mostrada e mais claro ainda se fará no capítulo sobre conversão.

 

F. O Ladrão na cruz foi salvo sem batismo.

 

A suposição que este ladrão deve ter tido o batismo de João antes de sua crucificação não tem base. Tal batismo não teria sido melhor do que o batismo recebido pelos doze em Éfeso, porque teria sido, como o dos doze, sem fé em Cristo, portanto não válida. O esforço para estabelecer que as palavras de Cristo ao ladrão formaram uma pergunta em vez de uma declaração é absurdo e sem o mais leve pretexto no grego. Que o paraíso é o céu, a presença imediata de Deus, está evidente de Apoc. 2:7 e 22:1,2.

 

Tomamos “água” em João 3:5 como um símbolo da Palavra de Deus na base dos seguintes fatos escrituristicos:

 

(a). A regeneração é uma lavagem (Tito 3:5) e é pela Palavra (Tiago 1:18; I Pedro 1:23).

 

(b). A purificação operada pela Palavra é como a “lavagem da água” Efe. 5:26.

 

Que é mais natural então do que “água” em João 3:5 representando o efeito purificador da Palavra na regeneração?

 

Alguns interpretam água em João 3:5 para referir-se ao nascimento natural. Uma interpretação tal é forçada e desnatural. Em nenhuma parte da Bíblia se fala do nascimento natural como um nascimento da água. E não havia necessidade de se dizer a um homem que ele tinha de nascer naturalmente para poder entrar no reino de Deus. A construção da frase também favorece a idéia que um só batismo é aqui referido. A preposição “de” ocorre antes de água só no grego.

 

2. CONSIDERADA POSITIVAMENTE

 

A regeneração é operada:

 

(1). Pelo Espírito Santo

 

João 3:5 nos diz que o novo nascimento é pelo Espírito Santo. Há dois sérios erros em referência à obra do Espírito Santo na regeneração. Um é que Ele opera (pelo menos em alguns casos) inteiramente independente e à parte da Palavra escrita de Deus. Isto é sustentado pelos Cascaduras. Conseqüentemente, eles crêem que os homens podem salvar-se sem o conhecimento da Palavra de Deus escrita. As passagens que atribuem à Palavra de Deus num lugar na regeneração, que são notadas sob a próxima epígrafe, refutam esta noção. O outro erro a que aqui nos referimos é o ensino que o Espírito na regeneração não age imediatamente sobre a alma, mas somente imediatamente por meio da Palavra. Isto é o ensino dos campbelistas. “As asserções escrituristicas da morada do Espírito Santo e do Seu imenso poder na alma proíbem-nos considerar o divino espírito na regeneração como vindo em contato, não com a alma, mas somente com a verdade. Desde que a verdade é só o que é, simplesmente, não pode haver mudança operada na verdade. As frases “energizar a verdade”, “intensificar a verdade”, “iluminar a verdade”, não tem sentido próprio, uma vez que Deus não pode fazer a verdade mais verdadeira. Se se opera alguma mudança, ela deve ser operada não na verdade senão na alma.” (Strong, Systematic Theology, pág. 453).

 

A depravação e inabilidade por natureza de receber a verdade e virar-se do pecado para Cristo e para a justiça (Jeremias 13:23; João 6:65; 1 Cor. 2:14) também mostram a necessidade absoluta do impacto imediato e da operação do Espírito Santo sobre a alma na regeneração. “O mero aumento de luz não fará que o cego veja; a doença do olho deve primeiro ser curada para que o cego veja objetos externos. Assim a obra de Deus na regeneração deve ser executada dentro da alma mesma. Sobre a cima de toda a influência da verdade deve estar a influência direta do Espírito Santo sobre o coração.” (ibid).

 

(2). Usando a instrumentalidade da palavra

 

A instrumentalidade da Palavra na regeneração está ensinada em Efes. 5:26; Tia. 1:18; 1 Ped. 1:23. É evidente de 1 Ped. 1:25 que a palavra nestas passagens é a Palavra escrita ou pregada antes que o Verbo encarnado (que é Cristo). Em 1 Ped. 1:23 a palavra está caracterizada como aquilo que “vive e permanece para sempre”. Então, no verso 24, está referido a natureza perecível de outras coisas. E, no verso 25, a duração da Palavra está de novo referida, e está plenamente especificada que a referida Palavra é “a Palavra de boas novas que vos foi evangelizada” (tradução correta).

 

Veremos mais adiante a evidência da instrumentalidade da Palavra na regeneração quando notamos em nossa consideração de fé, o que é o objeto e a base de fé, a qual é operada em nossos corações como parte da regeneração.

Todavia, carece de ficar entendido que na primeira fase da regeneração (vivificação) o Espírito opera sobre a alma independente da Palavra. À alma espiritualmente morta deve-se dar vida antes que ela possa ver e agir sobre a verdade. É na vivificação que se pode vir a Cristo (João 6:65). É assim que Deus dá homens à possessão de Cristo (João 6:37). “Na mudança primaria de disposição, a qual é o traço essencialíssimo da regeneração, o Espírito de Deus age diretamente sobre o espírito do homem. Na consecução do exercício inicial da nova posição – a qual constitui o traço secundário da obra de Deus na regeneração – a verdade é usada como um meio. Daí, talvez, em Tiago 1:18, lemos: “Do seu próprio querer ele nos gerou pela Palavra da verdade”, em vês de “Ele nos ganhou pela Palavra da Verdade” – a referência sendo ao secundário, não ao primário, traço da regeneração” (Strong, Systematic theology, pág. 454)

IV. EVIDENCIAS DO NOVO NASCIMENTO

1. CONFIANÇA GENUÍNA EM CRISTO SÓ PARA A SALVAÇÃO.

Notamos que a fé é operada no coração como uma parte (a secundária) ou regeneração. Isto é necessariamente assim porque a nova natureza não pode estar na incredulidade. A fé que se opera no homem pela regeneração não se detém por menos que implícita confiança e certeza em Cristo como salvador pessoal. Não é meramente crença a respeito dEle, mas fé e confiança nEle e sobre Ele. Isto é tão abundantemente evidente das passagens que tratam da fé que argumento mais extenso não é preciso para substanciá-lo.

 

Ninguém se regenerou até que esteja pronto a confiar o seu eterno bem-estar inteiramente a Cristo. Deve ter se arrependido das obras mortas (Heb. 6:1) . Todas as obras engajadas para a salvação são obras mortas. Nenhuma fé se conta por justiça e portanto não é fé salvadora. Exceto a fé do que “não obra” para salvação (Rom. 4:5). Enquanto alguém está olhando para qualquer coisa que não Cristo, não esta o tal regenerado.

 

2. O TESTEMUNHO E A PRESENÇA MORADORA DO ESPÍRITO

 

Rom. 8:16,9; 1 João 3:24; 4:13. O testemunho e a habitação do Espírito não se evidência por algum sentimento vago, místico, abstrato, mas pelo constante poder regente do Espírito (Rom. 8:14) produzindo devoção a Deus e uma vida obediente. É pela habitação constante do Espírito e Sua operação em nós que Deus executa até ao fim a obra que Ele começa em nós na regeneração (Fil. 1:6, 2:13). O testemunho e a moradia do Espírito estão evidenciados em todos os modos subseqüentes.

 

3. PRONTIDÃO EM ACEITAR A PALAVRA DE DEUS

 

João 8:47. Uma pessoa regenerada mostrará sempre um desejo de conhecer a vontade do Seu Pai em tudo a seguir essa vontade quando se torna conhecida. Não se achará andando continuamente em obstinada rebelião contra a verdade.

 

4. ESTADO CÔNSCIO DE PECADO

 

Rom. 7:14-25; 1 João 1:8. Nenhuma pessoa salva crer-se-á sem pecado. Os que crêem, estão enganados e sem a verdade, pela qual somos regenerados (Tia. 1:18) e feitos livres (João 8:32). Isto o torna claro que não estão salvos. A nova natureza reconhecerá sempre a presença do pecado no corpo, como no caso de Paulo (Rom. 7:14-25). Essa nova natureza tem em si mesma a unção iluminante do Espírito (1 João 2:27) e participa da natureza de Deus mesmo (2 Ped. 1:4), sendo criada em justiça e verdadeira santidade (Efe. 4:24). Não pode estar cega ao pecado.

 

5. AMOR DE DEUS E JUSTIÇA

 

João 8:42; Rom. 7:22; 2 Cor. 5:17; 1 João 4:16-19. Juntamente com o estado cônscio de moradia do pecado estará um amor de Deus e justiça, tal como no caso de Paulo. Paulo achou o pecado no corpo, mas contudo alegrou-se na Lei de Deus segundo o homem interior.

 

6. UMA VIDA QUE É OBEDIENTE SEGUNDO O SEU TEOR PRINCIPAL

 

João 14:21-24; Rom. 6:14; 8:6,13; Gal. 5:24; 1 João 1:6; 2:4,15; 3:8,9; 2 João 6. A vida da pessoa salva não será perfeita, mas será justa e obediente quanto ao seu teor principal. Para mais extensa discussão desta matéria vide estudo de 1 João 2:4.

 

7. PURIFICAÇÃO PROGRESSIVA

 

1 João 3:3. Enquanto o crente nunca alcançará perfeição sem pecado nesta vida, contudo ele sempre batalha contra os seus próprios pecados.

 

8. AMOR DE OUTROS CRENTES

 

1 João 3:14, 5:2. Há uma tal afinidade entre as pessoas regeneradas que elas se amam mutuamente. Uma evidência deste amor é que elas se alegram na presença e amizade de uns pelos outros. Deus, porém, ajuntou um outro teste de nosso amor pelos irmãos: se amarmos a Deus e guardamos os Seus mandamentos sabemos que amamos os filhos de Deus. Vede a segunda passagem à cima. Assim, de novo somos trazidos de volta à matéria de obediência a Deus.

 

9. PERSEVERANÇA ATÉ AO FIM.

 

Mat. 10:22; Rom. 11:22; Fil. 1:6; Col. 1:23; 1 João 3:9; 5:4. A perseverança tanto é uma doutrina da Escritura como a conservação. Pela conservação de Deus somos levados a perseverar. Estas duas doutrinas são perfeitamente coerentes e precisam de ser sustentadas e pregadas como verdades gêmeas. Ninguém alcançará o céu senão aqueles que resistem firmes até ao fim e vencem o mundo. Vide as promessas aos vencedores no Apoc. 3 e 4. Nenhumas promessas a outros. Mas todos dentre os regenerados vencerão (1 João 5:4).

 

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos – 09/12/05
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

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Obreiros Malditos  (pdf)

Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente” (Jeremias 48:10). Quando passei por este versículo na minha leitura diária, parei para refletir. Pesquisei um pouco mais e vi que outras versões falam de fazer a obra com negligência ou de maneira fraudulenta. O sentido é de não ser honesto e diligente no trabalho do Senhor. O Senhor condena o engano, a hipocrisia, a preguiça e a falta de zelo no serviço a ele.

Vamos considerar este versículo e outras passagens que comunicam o mesmo princípio.

O Contexto de Jeremias 48

Este capítulo está no meio de uma série de profecias contra as nações pagãs. Deus explica seus motivos e planos para castigar nações como Egito, Filístia, Amom, Edom, Babilônia e outras. No capítulo 48, o país condenado é Moabe. Os moabitas eram descendentes de Ló e, por isso, parentes dos israelitas. Mas a sua longa história de desrespeito para com Deus levou este povo a receber a condenação do Senhor. Como Deus tem feito muitas vezes com outros povos e nações, ele decidiu usar mãos humanas para punir os moabitas. Os homens usados para executar a sentença seriam instrumentos de Deus, vingadores escolhidos pelo Senhor. Assim, entendemos o versículo 10 inteiro: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente! Maldito aquele que retém a sua espada do sangue!” Deus chamou homens para castigar os moabitas, e falou que seriam malditos se não cumprissem sua tarefa com diligência.

A Missão dos Servos Atuais

Hoje, a missão dos servos de Deus não é aniquilar os rebeldes: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12:18-19).

Deus tem dado aos servos dele, nos dias de hoje, uma missão de misericórdia e amor. Nós devemos anunciar as boas novas que oferecem a salvação aos homens perdidos, para que possam evitar a condenação eterna e participar do privilégio da comunhão eterna com Deus.

Se Deus condenou os servos negligentes na missão de vingança, quanto mais ele vai cobrar a falta de zelo na missão de misericórdia! Os obreiros hoje devem ser diligentes no trabalho do Senhor.

Os Obreiros no Novo Testamento

É interessante e triste observar como as descrições mais simples e humildes podem ser distorcidas pelos homens para criar cargas de importância nas igrejas. Algumas palavras são tão simples que seria difícil compreendê-las de forma errada, mas muitos religiosos conseguem!

Considere alguns exemplos do Novo Testamento, em contraste com os abusos dos dias atuais. A palavra ministro significa servo, e ministério significa serviço. Mas muitas igrejas usam tais palavras como títulos para engrandecer pessoas (colocando servos acima dos irmãos que devem ser servidos) e trabalhos (a palavra ministério assumiu, no entendimento de muitos, a idéia de alguma obra ou até organização de destaque). Precisamos aprender que ministrar quer dizer servir. Ao invés de pensar em subir para uma carga de liderança e domínio sobre outros, deve lembrar-se do exemplo de Jesus quando ele pegou uma toalha e uma bacia de água e lavou os pés dos apóstolos. Do mesmo modo, as palavras traduzidas obreiro no Novo Testamento significam trabalhador, às vezes destacando a idéia do trabalho árduo e cansativo. Evangelistas são obreiros (2 Timóteo 2:15), não no sentido de serem líderes ou dominadores de igrejas, mas no sentido de trabalharem para pregar o evangelho de Jesus.

No Antigo Testamento e nas religiões pagãs, existiam classes de sacerdotes especiais. Mas no Novo Testamento, todos os cristãos são sacerdotes (1 Pedro 2:5,9). No contexto de uma congregação local, alguns serão escolhidos como pastores (chamados, também, de presbíteros ou bispos – Atos 20:17,28). Estes homens especialmente qualificados (cf. 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9) guiarão, mas não deverão dominar o rebanho (1 Pedro 5:1-3). Cada discípulo – cada sacerdote – mantém a comunhão com Deus e não depende de mediador humano para servir ao Senhor.

Nas tentativas persistentes de implantar ou manter um sacerdócio especial nas igrejas hoje, até a simples palavra obreiro tem sido abusada. Em algumas igrejas, “obreiro” se tornou um título oficial para destacar alguns irmãos acima dos outros. Ao invés de reconhecer que todos nós devemos ser obreiros e cooperadores, algumas igrejas já chegaram ao ponto de nomear “O Obreiro” ou “Nosso Obreiro”, assim destacando uma pessoa como líder da congregação. Neste conceito errado de liderança, alguns discípulos acreditam que “O Obreiro” ocupe uma posição abaixo de Jesus mas acima do rebanho, exercendo autoridade para governar e tomar decisões pela congregação.

Para defender tal autoridade de pregadores ou evangelistas, alguns buscam alguma base no Novo Testamento. Vamos examinar alguns versículos que são usados para justificar este sistema anti-bíblico de liderança de igrejas:

Tito 2:15 – Paulo disse ao evangelista Tito: “Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze.” O trabalho de qualquer evangelista é pregar a palavra, que ele faz com a autoridade da própria palavra (cf. 2 Timóteo 4:1-5). Usando a palavra de Deus, que tem a autoridade divina, um evangelista ensina, edifica, repreende e põe em ordem as coisas que faltam nas igrejas onde ele prega (Efésios 4:11-14; Tito 1:5). A autoridade está na palavra que ele prega, não numa posição de domínio sobre a congregação.

1 Coríntios 16:15-16 – Depois de comentar sobre a fidelidade da família de Estéfanas no serviço dos santos, Paulo disse aos coríntios: “que também vos sujeiteis a esses tais, como também a todo aquele que é cooperador e obreiro”. Se tivesse alguma passagem que usasse as palavras “cooperador” ou “obreiro” como títulos de distinção, daria para entender uma certa autoridade aqui. Mas a realidade é que todos os cristãos devem trabalhar, e todos devem ser sujeitos uns aos outros (Efésios 5:21; Romanos 12:10,16). Devemos ajudar e apoiar aqueles que servem ao Senhor, sejam evangelistas ou outros servos e servas (3 João 5-8; Romanos 16:1-2).

Hebreus 13:17 – O autor já falou de guias do passado (13:7), e agora fala sobre guias vivos: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma...”. Este versículo tem sido muito mal aplicado para justificar muitos abusos em igrejas. Conforme o Novo Testamento, os homens autorizados por Deus para guiar o rebanho são os bispos, homens escolhidos na base de qualificações rigorosas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Não temos direito de usar este versículo para justificar autoridade de evangelistas, “discipuladores”, etc. Mesmo quando se trata de bispos, este versículo não lhes dá autoridade absoluta (cf. 1 Pedro 5:3). A palavra traduzida “obedecei” em Hebreus 13:17 significa “sejam persuadidos”. Como ovelhas submissas, devemos permitir que os bispos nos mostrem os motivos, segundo a vontade de Deus, para fazer o que eles indicam.

Quem São os Obreiros Hoje?

Depois de considerar vários trechos do Novo Testamento e o significado da palavra “obreiro”, fica fácil entender a aplicação hoje. Todos os cristãos fiéis devem trabalhar incansavelmente. Todos os discípulos de Cristo são obreiros, cooperadores no trabalho dele. Uma vez que compreendemos o sacerdócio de todos os cidadãos do reino de Cristo, entendemos que todos são obreiros.

Obreiros Malditos ou Abençoados?

A gora vamos voltar ao tema deste estudo. O perigo de ser obreiros malditos não é apenas um problema de pastores e evangelistas. É um perigo que todos os cristãos enfrentam! Se formos negligentes, desonestos ou preguiçosos no nosso serviço a Deus, seremos condenados por ele.

O que, então, Deus quer dos servos dele hoje? Seria fácil fazer uma lista de obrigações principais, no mesmo estilo dos fariseus da época de Jesus, para identificar os servos diligentes e fiéis. Mas a verdadeira resposta não é tão fácil.

Jesus orientou os apóstolos a ensinarem os discípulos a “guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-10). Em outra ocasião, ele disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15). O verdadeiro discípulo é conhecido pela sua obediência. O apóstolo João disse que sabemos que temos conhecido Cristo por isto: “se guardamos os seus mandamentos” (1 João 2:3).

Certamente seria mais fácil se tivéssemos uma lista de cinco ou dez itens essenciais, alguns atos externos e visíveis que garantiriam a nossa fidelidade como servos. Muitos homens têm feito tais listas, ou oficial ou informalmente. Freqüentemente frisam questões como ofertas, freqüência nas reuniões da igreja, cotas e metas para a evangelização pessoal e a abstinência de determinados vícios e hábitos. Podem acrescentar exigências em termos de roupas, saudações especiais, etc.

Nosso comportamento, vestimenta e participação ativa da igreja do Senhor certamente devem refletir a determinação de ser obreiros aprovados. Mas, Jesus não abordou a questão com uma simples lista de coisas que se deve ou não se deve fazer. A abordagem dele é mais exigente. Ele quer um coração voltado a ele, e sabe que a pessoa assim dedicada ao Senhor buscará muito mais do que meras regras e normas de comportamento. O verdadeiro obreiro buscará compreender e absorver a mente do Senhor, deixando até seus pensamentos mais íntimos serem guiados pela vontade de Deus.

E esta busca não será fácil. Teremos que conhecer bem a palavra de Deus, dando prioridade ao estudo cuidadoso das Escrituras. E com o conhecimento vem a responsabilidade de aplicar o que aprendemos: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1:22). Os servos fiéis não apenas seguem listas de regras, procuram andar como imitadores de Deus (Efésios 5:1). Como Jesus reflete a plena perfeição do Pai, os discípulos devem refletir a plenitude de Cristo (Colossenses 1:19; 2:9; Efésios 1:23; 3:19; 4:13).

Escolhemos entre dois caminhos. Podemos ser preguiçosos e negligentes, ou podemos nos esforçar como servos diligentes e dedicados. O primeiro caminho leva à maldição eterna. O segundo leva à bênção da comunhão eterna com Deus.

Você é um Verdadeiro Discípulo de Jesus?

A palavra "discípulo" aparece centenas de vezes no Novo Testamento, onde é usada para descrever os seguidores de Jesus com muito mais freqüência do que "cristão" ou "crente". Um discípulo é uma "pessoa que segue os ensinamentos de um mestre" (Dicionário da Bíblia Almeida). Visto que o mestre dos cristãos é o próprio Jesus, o verdadeiro discípulo aprende e segue a vontade do Filho de Deus. Mas, será que todos que se dizem cristãos são verdadeiros discípulos do Senhor? Ao invés de olhar para outros e criticar hipócritas, vamos examinar as nossas próprias atitudes e ações para ver se nós realmente somos discípulos de Jesus.

Como Jesus Define o Discípulo

Três dos relatos do evangelho incluem as palavras desafiadoras do Cristo: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23; veja Mateus 16:24; Marcos 8:34). Encontramos aqui três elementos essenciais do verdadeiro discipulado, que apresentam desafios enormes:  Negar a si mesmo. Enquanto o mundo e muitas religiões começam com o egoísmo do homem, Jesus exige a auto-negação. As igrejas dos homens convidam as pessoas a realizar seus sonhos de riqueza, felicidade sentimental e posições de honra, mas a mensagem do Senhor é outra. Ele pede que a pessoa negue os seus próprios desejos para fazer a vontade dele. Tomar a sua própria cruz. Jesus veio para oferecer a vida, mas o caminho para a vida passa pelo vale da morte. Não somente a morte do Cristo, mas a nossa também. Paulo disse: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:19-20). Seguir a Jesus. Várias religiões e filosofias exigem sacrifício e auto-negação. Algumas ensinam "preceitos e doutrinas dos homens" e "rigor ascético" que proíbem coisas que Jesus não proíbe (Colossenses 2:20-23). O benefício não vem de auto-negação em si, ou simplesmente de tomar qualquer cruz. Jesus Cristo é o único caminho que leva à vida eterna (Atos 4:12).

Neste estudo, vamos considerar algumas aplicações práticas destes princípios.

Seguir a Jesus, Não aos Homens: Lealdade

A relação de discípulo e mestre tem sido explorada por homens em muitos movimentos religiosos. O raciocínio é relativamente simples. Tirando alguns versículos do contexto e torcendo um pouquinho o sentido de outros, é fácil ensinar aos adeptos a necessidade de submissão quase absoluta aos homens. Considere esta abordagem: "O discípulo não está acima do seu mestre.... Basta ao discípulo ser como o seu mestre...." (Mateus 10:24-25). Alguns homens na igreja são chamados "mestres" (Atos 13:1; Efésios 4:11; Hebreus 5:12; Tiago 3:1). João teve discípulos (João 1:35). Devemos obedecer aos nossos guias (ou líderes, NVI) e ser submissos a eles (Hebreus 13:17). Utilizando tais versículos, torna-se fácil obrigar os mais novos na fé a seguir quase que cegamente a liderança de homens supostamente espirituais. Vários movimentos religiosos se baseiam em sistemas de discipulado nos quais cada "discípulo" é guiado por um "mestre" ou "discipulador", num apirâmide ou hierarquia de autoridade humana.

Há vários problemas com este tipo de discipulado: Investe autoridade excessiva em homens. A palavra traduzida "mestre" quer dizer, na maioria das vezes, "professor". A ênfase está no ensinamento da palavra, não na autoridade de uma pessoa sobre outras. Quando se trata de uma relação que envolve autoridade, as palavras de Jesus são claras e estabelecem a regra que precisamos aplicar hoje: "Vós, porém, não sereis chamados mestres [rabis, NVI], porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos" (Mateus 23:8). Esquece as qualificações dadas por Deus para os líderes. Num sentido limitado, Deus deu responsabilidade de liderança a alguns homens na igreja. No primeiro século, os apóstolos guiavam as igrejas por instrução inspirada e pelo exemplo de imitação de Jesus (1 Coríntios 11:1). Eles iniciaram a prática de escolher presbíteros (também chamados "bispos" e "pastores"-veja Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-3; Efésios 4:11) em cada igreja (Atos 14:23; Tito 1:5). Poucos homens demonstram as qualificações exigidas por Deus para exercer a função de presbítero ou pastor (veja 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Estes homens têm a responsabilidade de cuidar e presidir ou liderar a igreja (1 Timóteo 3:5; 5:17). São os guias que velam pelas almas das ovelhas (Hebreus 13:17). Ignora as limitações na liderança dos pastores. Mesmo nas igrejas que têm bispos qualificados, estes são limitados na maneira de guiar ou liderar a igreja. Não têm autoridade absoluta, arbitrária ou despótica. Eles não ditam regras; pelo contrário, mostram um exemplo de como seguir as regras do Supremo Pastor (1 Pedro 5:1-4). Confunde o papel de evangelistas. Evangelistas são homens que pregam a boa nova (o evangelho). A autoridade deles é limitada ao trabalho de ensinar, corrigir e exortar pela palavra. As cartas de Paulo aos evangelistas Timóteo e Tito apresentam um modelo de homens que vivem vidas exemplares e pregam fielmente a palavra pura de Jesus (1 Timóteo 4:12-16; 2 Timóteo 4:1-5). Nada sugere uma posição de superioridade sobre os irmãos.

Homens que querem "melhorar" o plano de Deus e dominar sobre outros procurarão apoio nas Escrituras, pervertendo o sentido da palavra do Senhor. Todos os cristãos devem lembrar que temos um só Mestre, e que todos nós somos irmãos (Mateus 23:8).

Assumir Compromisso com Jesus: Conversão

Ser discípulo de Jesus exige um compromisso sério com ele. Em Mateus 28:18-20, Jesus destaca dois aspectos deste compromisso: Batismo para entrar em comunhão com Deus (veja também Atos 22:16; Gálatas 3:27; Romanos 6:3-7).  Obediência absoluta aos ensinamentos de Jesus. Muitas pessoas se dizem seguidores de Jesus sem dar os primeiros passos de obediência à palavra dele. Para sermos discípulos verdadeiros, temos de apresentar os nossos corpos como sacrifícios a ele, sendo transformados e renovados pela palavra do Senhor (Romanos 12:1-2).

Imitar o Caráter do Cristo: Proceder

Uma vez que reconhecemos Jesus como o nosso Mestre, devemos aprender das palavras e do exemplo dele. Um dos propósitos da vinda dele à terra é apresentado em 1 Pedro 2:21-22- "...Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado...."

Como discípulos do perfeito Mestre, devemos nos esforçar para desenvolver o caráter dele, tornando-nos "co-participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:4). Assim procuraremos pensar como Jesus pensa, e agir como ele agiria. Que desafio!

Respeitar a Autoridade do Mestre: Obediência

O entendimento da relação do discípulo com o Mestre naturalmente criará em nós um respeito profundo pela vontade do Senhor. Enquanto outros defendem muitas práticas erradas, dizendo que Deus não as proibiu, o discípulo fiel examina com mais cuidado e percebe que a Bíblia não é um livro de proibição e, sim, de permissão. Ao invés de tentar justificar a sua própria vontade, o seguidor de Jesus se limita às coisas que Deus permite, as coisas autorizadas nas Escrituras. Ele percebe, pelo estudo da palavra, que não devemos ultrapassar o que Deus revelou, pois tal abordagem aumenta a arrogância ao invés de demonstrar a humildade de servos do Senhor (1 Coríntios 4:6). Pessoas egoístas seguirão a sua própria sabedoria e dirão que têm liberdade para tratar a Bíblia como uma mensagem "dinâmica" que se adapta à circunstância atual (Provérbios 14:12; Jeremias 10:23; 1 Samuel 13:12). Mas as pessoas espirituais mostrarão respeito maior para com Deus, sabendo que ele é perfeito e perfeitamente capaz de revelar sua vontade aos homens "uma vez para sempre" (Judas 3) para os habilitar "para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17). O servo fiel entende que o Mestre Jesus recebeu autoridade para mudar a lei, fazendo o que não fora autorizado anteriormente (Hebreus 7:11-14). Mas o discípulo humilde jamais ousaria mudar a lei ou ultrapassar o ensinamento de Jesus (2 João 9).

Buscar a Unidade que Jesus Pede: Cooperação

Jesus quer a unidade dos seus discípulos (João 17:20-23). Esta cooperação não vem por estruturas e regras humanas, e sim por amor a Deus. Homens podem forçar uma conformidade superficial por regras e sistemas de organização e controle. Deus trabalha de outra forma. Ele confia na sua própria palavra para criar a unidade que ele quer (1 Coríntios 1:10). Se cada discípulo continua se aproximando do Senhor, naturalmente estará se unindo cada vez mais aos outros discípulos verdadeiros. Cristãos se reunindo em congregações locais edificam e encorajam um ao outro (Efésios 4:16; Hebreus 10:23-25). Divisão vem quando pessoas seguem diversas revelações (Isaías 19:2-3), ou seguem líderes humanos e não o próprio Senhor (1 Coríntios 1:11-13). Cristo morreu por nós. Somos batizados em Cristo. Ele é o nosso Mestre e o foco das nossas vidas!

Produzir Fruto: Perseverança e Crescimento

O discípulo de Jesus produz fruto (João 15:8). Pelo fato que aceita a palavra de bom e reto coração, e desenvolve a sua fé com perseverança, ele se torna frutífero (Lucas 8:15). O discípulo produz fruto pelas boas obras que faz (Tito 3:14; Efésios 2:10). Produzimos fruto quando obedecemos ao nosso Senhor (Lucas 6:46), progredindo com perseverança (Hebreus 12:1).

Sejamos Discípulos de Jesus!

Reconhecendo o amor de Jesus para conosco, livremo-nos dos sistemas de domínio inventados por homens que querem liderar seus próprios discípulos. Porém, esta liberdade não nos deixa sem responsabilidade de servir. O verdadeiro discípulo de Jesus fará sempre a vontade do Bom Mestre!

-por Dennis Allan
 
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